terça-feira, 3 de setembro de 2013

PF prende oito acusados de desviar verba do Ministério do Trabalho


Policial federal apreende documentos no Centro de Atendimento ao Trabalhador, em São Paulo

A Polícia Federal (PF) prendeu oito pessoas acusadas de desviar recursos públicos oriundos do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que deveriam ter sido aplicados na criação e manutenção de centros públicos de empregos administrados pela ONG Centro de Atendimento ao Trabalhador (Ceat) em São Paulo e no Rio de Janeiro. A operação, batizada de Pronto Emprego, emitiu também 38 mandados de busca e apreensão. 

Segundo a PF, as investigações foram iniciadas em janeiro deste ano e foram feitas em parceria com o Tribunal de Contas da União (TCU). 

A investigação aponta que o Ceat realizou lavagem de dinheiro das verbas desviadas, além de ter feito doações fictícias e falsificado informações sobre prestação de serviços. Ao todo, a ONG recebeu, desde 2009, cerca de 47,5 milhões de reais do MTE. A PF ainda não sabe a quantia total desviada. ​ 

De acordo com a PF, os investigados vão responder pelos crimes de formação de quadrilha, peculato, corrupção e lavagem de dinheiro, cujas penas, somadas, podem chegar a 37 anos de prisão.

Assessor – Um assessor do segundo escalão do ministério foi o oitavo preso na operação. Ele foi flagrado recebendo 30 000 reais em propina da diretoria do Ceat, segundo a polícia. O flagrante foi feito em um hotel no centro de São Paulo.

Apesar de trabalhar para uma secretaria da pasta, o servidor era "bem próximo ao poder", segundo o delegado da Delegacia de Repressão a Crimes Financeiros (Delefin), Alberto Ferreira Neto, e tinha cerca de 20 anos de carreira.

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