O Globo
| Eduardo Braga (PMDB-AM). |
Numa jogada considerada arriscada, a presidente Dilma Rousseff resolveu nesta
segunda-feira bater de frente com o grupo do líder do PMDB, Renan Calheiros
(AL), e do presidente do Senado, José Sarney (AP), e pôs fim à longa permanência
de Romero Jucá (PMDB-RR) no poder.
Após a derrota imposta por Renan e o PMDB - com a rejeição de Bernardo
Figueiredo para a diretoria geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres
(ANTT) -, Dilma tirou Jucá da liderança do governo no Senado e, em seu lugar,
indicou o maior adversário do grupo renanzista: o senador Eduardo Braga
(PMDB-AM).
Braga, ex-governador do Amazonas, lidera o chamado Grupo dos Oito (G-8),
crítico do grupo Renan/Sarney, e poderá se cacifar para disputar com Renan a
presidência do Senado.
A mexida não deve parar por aí. Fontes do governo informam que nesta
terça-feira pode cair também o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza
(PT-SP), que vem colecionando episódios de insatisfação no Planalto nos últimos
meses. O nome mais cotado é do ex-líder do PT Paulo Teixeira (SP). O deputado
José Guimarães (PT-CE), envolvido no escândalo dos dólares na cueca, também está
no páreo.
A “era Jucá” começou em 1986, quando o então presidente da República, José
Sarney, o nomeou presidente da Funai e, dois anos depois, governador de Roraima.
No governo de Fernando Collor, não teve cargos.
Mas no governo de Itamar Franco foi diretor-geral da Conab e secretário
nacional de Habitação. Em 1994, foi eleito senador pelo PSDB de Roraima. Ocupava
o papel de líder do governo desde a gestão de Fernando Henrique Cardoso. Para o
governo Lula foi um pulo.
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