segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Se fosse um país e calculasse o PIB com base no produto do roubo, a Petrobras não faria feio no ranking mundial do FMI


Augusto Nunes

Lula passou oito anos (e Dilma quase quatro) gabando-se das proezas da Petrobras. Nunca antes neste país houvera empresa tão exemplarmente eficaz. A autossuficiência na extração de petróleo garantiu a carteirinha de sócio da OPEP. A descoberta do pré-sal ─ uma dádiva de Deus, segundo o ex-presidente ─ permitiria enfeitar o Brasil Maravilha com deslumbramentos adicionais que matariam de inveja os imperialistas ianques e os comunistas de araque da China. Para a estatal que valia R$ 380 bilhões em 2010, o céu era o limite.

Hoje avaliada em R$ 290 bilhões, a companhia devastada pela corrupção e pela incompetência não tem frequentado a discurseira delirante de Lula nem o palavrório ininteligível de Dilma. Mas a fábrica de espantos não interrompeu a produção. A façanha mais recente: se a Petrobras fosse um país que calculasse o Produto Interno Bruto pelo dinheiro desviado, não faria feio no ranking do Fundo Monetário Internacional formado por 187 nações.

Segundo a Polícia Federal, as fortunas engolidas pelo maior esquema de corrupção da história somam US$ 10 bilhões de dólares. Como atesta o gráfico abaixo, o produto da roubalheira sem precedentes é maior que o PIB de 52 países. Nunca antes neste planeta uma quadrilha apadrinhada pelo governo roubou tanto. O recorde espetacular já teria merecido muitos comícios de Lula se a Polícia Federal não estivesse em ação.

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PETROLÃO VALE ESTE

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