domingo, 6 de junho de 2010

Greve de fome de petistas ameaça lançamento da candidatura de Dilma

A ala dissidente do Partido dos Trabalhadores do Maranhão planeja provocar um sério constrangimento à direção nacional, à presidenciável Dilma Rousseff e à governadora Roseana Sarney (PMDB). No dia 13 de junho (domingo), quando deverá ser oficialmente lançada a candidatura da ex-ministra à Presidência da República, petistas maranhenses já deverão estar em greve de fome em pelo menos três cidades do estado (Caxias, Imperatriz e São Luís) e no plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília.

O protesto é o “ultimo recurso” contra a ameaça de intervenção no diretório estadual, que no congresso estadual decidiu, por pequena margem de votos, em prol de uma aliança com o PCdoB e PSB ao governo estadual. A decisão contrariou interesses nacionais e ao clã Sarney. A intervenção será discutida pela executiva nacional nos dias 11 e 12 a partir de um relatório a ser elaborado pela secretaria-geral do partido.

“Fizemos essa aliança em torno do nome de Flávio Dino [candidato ao governo estadual], de acordo com as regras e a vontade do partido”, disse o deputado federal Domingos Dutra (PT). Ele promete parar de comer no plenário da Câmara. “Será que vai prevalecer o desejo do Sarney, que deveria estar com Marcola e Fernandinho Beira-Mar?” questiona, referindo-se a dois conhecidos criminosos comuns.

Nesta semana, esteve em São Luís o secretário-geral da executiva nacional do PT, deputado José Eduardo Cardoso (SP), e o secretário de Organização, Paulo Frateschi. Eles tomaram depoimentos de delegados favoráveis e contra a aliança com o PMDB da governadora Roseana. Denúncias publicadas na imprensa dão conta que alguns membros da executiva estadual teriam sido pagos para votar pela coligação PT-PMDB.

José Eduardo Cardozo informou na terça-feira (1) que reuniu as declarações e que discutirá o assunto com a executiva nacional, mas não deu declarações favoráveis a uma provável intervenção no Maranhão. Cardozo e Frateschi deixaram claro, no entanto, que o presidente Lula exige um palanque único da candidata Dilma Rousseff e da governadora Roseana Sarney.

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