terça-feira, 2 de julho de 2013

PMDB quer parlamentarismo com “distritão”; PT quer financiamento público e voto em lista


PT e PMDB, os dois maiores partidos da base, estão longe de querer a mesma coisa na dita reforma política. Os petistas insistem no financiamento público de campanha e também gostariam de implementar o voto em lista. O PMDB tem outras pretensões: quer o tal distritão, que consistiria em eleger os deputados mais votados e ponto! Parece até justo, mas é um sistema ainda pior do que o do voto proporcional, que temos hoje.

Mas a coisa não para por aí. O PMDB resolveu desarquivar a tese do parlamentarismo, coisa que os petistas, obviamente, rejeitam — ao menos enquanto eles puderem contar com Lula. O PSDB, que nasceu parlamentarista, talvez recuse a ideia hoje em dia.

Por tudo isso, é bem possível que o plebiscito acabe ficando pelo meio do caminho, com a possibilidade de a reforma política, mais uma vez, não dar em nada — considerando a maneira como veio à luz, seria um destino explicável. Não se faz reforma política no joelho, como quer Dilma Rousseff. Uma mudança dessa importância não pode atender apenas aos interesses mesquinhos de uma legenda. O parlamentarismo, se acompanhado do voto distrital, teria tudo para mudar para muito melhor a política brasileira.

Por Reinaldo Azevedo

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