
sábado, 14 de dezembro de 2019
sexta-feira, 13 de dezembro de 2019
COMO SERÁ O PRÓXIMO PREFEITO DE CAÇAPAVA?
“Quem quiser governar bem um país, deve primeiro governar a sua cidade. Quem quiser governar bem a sua cidade, deve aprender a governar primeiro a sua família; e quem quiser governar bem a sua família deve aprender primeiro a governar bem a si próprio”.
Confúcio – pensador e filósofo chinês
Ano que vem(2020) os caçapavenses vão eleger prefeito e vereadores para mais um mandato. Os escolhidos vão cuidar do destino da cidade e do bem estar dos cidadãos por quatro anos.
Vou tratar neste artigo do prefeito, os vereadores ficam para uma outra oportunidade.
O que o prefeito precisa fazer para melhor administrar uma cidade? O que é ser “um bom prefeito”?
Administrar uma cidade não é muito diferente de administrar uma empresa. Os desafios são bem parecidos, como: Gerir recursos financeiros, garantir e buscar melhores condições de trabalho para os colaboradores, cuidar do meio ambiente, o uso parcimonioso e ético dos recursos financeiros e humanos disponíveis. Este quadro se completa, principalmente para os gestores municipais, na necessidade diária de convivência com o jogo político, do relacionamento com a comunidade e, principalmente, junto aos governos estadual e federal. Portanto, ampliam-se mais o grau de exigências a serem enfrentadas por um administrador municipal.
Porém, a punição a ineficiência é mais contundente na administração empresarial. Em Caçapava, no Governo Henrique Rico, por exemplo, o caso do material escolar. Para quem não se lembra: Já estava no meio do ano letivo e o material escolar ainda não tinha sido distribuído. A TV Vanguarda entrevistou uma mãe de aluno carente que reclamou do atraso. O então prefeito, que sofria de dois complexos o de “vedete”, aquele do político que gosta de aparecer - no atual prefeito esse complexo aparece nos desfiles comemorativos, ele adora desfilar, de terno, na frente da banda do exército - e o de valentão, Rinco não podia ser criticado que, como ele dizia, partia pra cima. Foi o que fez, na rádio esculachou com a pobre mãe que já no meio do ano letivo o filho ainda não tinha recebido o material escolar.
Então imaginem: Se a escola fosse uma empresa e o material escolar uma peça importante para a produção dessa empresa. Alguém acha que seria tolerável que a produção dessa empresa ficasse parada por seis meses por falta da tal peça? Que as desculpas esfarrapadas dadas pelo Rinco, à época, seriam admitidas? Jamais! Ele seria sumariamente demitido e nunca mais recontratado. Para seu lugar certamente a empresa contrataria alguém muito mais preparado que ele. Isto foi apenas uma mostra do que foi o Governo Rinco, teve mais, muito mais...
Parece que ele quer voltar, vamos recontratá-lo?
Outro exemplo que diferencia uma administração empresarial da administração de uma Prefeitura Municipal é o uso parcimonioso e ético dos recursos financeiros. Em uma empresa privada o executivo corrupto além de demitido vai para cadeia. Em Caçapava temos o exemplo de um executivo demitido de sua empresa por desvio de produtos, neste caso era roubo. A empresa estava em franca reestruturação, optou por forçar um pedido de demissão para não chamar atenção. Agiu politicamente, e o “executivo” aproveitando a ocasião virou político. E pode ser candidato a prefeito de Caçapava. Fiquemos alerta!
Em um caso contrário temos a tentativa, da atual administração pública, de comprar um cidadão, no intuito de evitar uma denúncia de infração política administrativa contra o prefeito Fernando Diniz, usando cargos comissionados pagos com dinheiro público. Dinheiro alheio. Caso típico de corrupção! Em uma empresa privada o “prefeito e o secretário envolvido” seriam demitidos e possivelmente denunciados à Justiça.
Então, minha gente. Como vai ser o próximo prefeito?
Ele será o responsável pelo desenvolvimento urbano e econômico da cidade?
Haverá eficiência na gestão e na organização da cidade?
Uma das palavras fundamentais para uma boa gestão pública é “excelência”. Através dela os processos de fundamentação da estrutura do município, a capacidade de administração baseada em necessidade coletiva e o controle dos valores exigidos na gestão será indispensável. Para que ocorra resultados que beneficie a estrutura do município e a qualidade de vida da população será necessário alguém com muito preparo e que entenda de uma vez por todas que o importante é o produto final, ou seja: A felicidade do povo!
Demitido por Bolsonaro, Ricardo Galvão é eleito ‘cientista do ano’

“É necessário reagir com contundência. Fiz isso, mesmo sabendo que assim seria exonerado do INPE — o que ocorreu. Valeu a pena, pelo objetivo de defender a ciência perante o obscurantismo e o autoritarismo que caracterizam o círculo próximo ao presidente — a exemplo de ministros indicados por Olavo de Carvalho, que chega a questionar até o fato de que a Terra é redonda”, escreveu Ricardo Galvão em um artigo publicado em VEJA, em agosto. Na ocasião, o físico descreveu os bastidores de como procedeu ao receber os dados que indicavam o avanço na destruição da floresta amazônica, e sobre os embates com o presidente Bolsonaro e o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles.
O reconhecimento do seu posicionamento, por assim dizer, foi anunciado nesta sexta-feira 13, pela revista científica Nature. O ex-presidente do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (o Inpe) Ricardo Galvão é um dos dez especialistas escolhidos pela publicação, referência da área, para o “Nature’s 10”, premiação anual que prestigia os destaques na ciência.
A exoneração de Galvão, ocorrida em agosto, causou forte repercussão na comunidade científica brasileira e internacional. Na ocasião, Bolsonaro sugeriu que o cientista poderia “estar a serviço de alguma ONG” e questionou os dados divulgados pelo Inpe, que apontaram uma considerável aceleração do desmatamento na Amazônia no mês anterior. Seu substituto, o oficial da Aeronáutica Darcton Policarpo Damião disse, ao assumir o cargo, que o aquecimento global “não era sua praia”.
A indicação vem em tempo da 25ª Conferência do Clima das Nações Unidas (COP-25), em Madri, onde os índices de desmatamento anunciados pelo Inpe pesaram contra o tradicional protagonismo que o Brasil exercia nas negociações em torno do tema.
Na Veja.com
Hackers: novas mensagens comprometem militares, ministros e até Bolsonaro
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| AMEAÇA - Preso depois de invadir os celulares dos procuradores da Lava-Jato, hacker diz que o pior ainda está por vir . |
Na tarde do último dia 6, um início de tumulto quebrou o silêncio no 6º andar do Fórum Professor Júlio Mirabete, onde funciona o Tribunal de Justiça do Distrito Federal. Numa pequena sala, detentos da penitenciária da Papuda aguardavam para depor. De repente, um deles se queixa de que teve o braço torcido por um dos guardas. O advogado do criminoso se aproxima e, aos gritos, exige providências. Começa um bate-boca. De bermuda, camiseta e chinelos brancos, o pivô da confusão era Walter Delgatti Neto, o chefe da quadrilha de hackers que invadiu telefones celulares, copiou e divulgou mensagens do então juiz Sergio Moro e de procuradores da República, desencadeando uma crise que pôs em xeque uma das mais importantes operações de combate à corrupção já realizadas no Brasil. O hacker havia sido intimado para prestar depoimento num processo que apura o envolvimento dele num caso de estelionato. A troca de insultos durou cerca de quinze minutos. Apesar dos protestos, ele permaneceu algemado com as mãos para trás, observado de perto por três agentes fortemente armados. Foi nessa condição que ele concedeu uma entrevista exclusiva a VEJA, a primeira cara a cara desde que foi preso, há 136 dias.
EXECUÇÃO – Braga Netto: a palavra de um criminoso
contra a de um general de excelente reputação
“Vi um vídeo de um homem sendo executado. O rapaz matou, gravou e enviou a imagem para o general”
Foram vinte minutos de conversa. Mesmo depois do entrevero com os guardas, Delgatti (também conhecido como Vermelho) parecia tranquilo. Na Papuda, ele havia comentado com colegas de cela que o material já divulgado era “uma pequena amostra” do que ainda estaria por vir. E o que estaria por vir teria potencial muito maior de causar estragos porque também envolveria autoridades fora do universo da Lava-Jato, incluindo o presidente da República e ministros do Supremo Tribunal Federal. O hacker de 30 anos alternava várias vezes o tom de voz durante a entrevista, dependendo da pergunta que lhe era feita. Às vezes, sussurrava e se inclinava para a frente como se quisesse impedir que alguém ouvisse as respostas. Em outros momentos, não escondia a empolgação, principalmente quando falava sobre os procuradores da Lava-Jato. E assim surgiu a primeira “amostra” sobre o “que ainda está por vir”. Delgatti contou que o grupo invadiu o celular do general Walter Braga Netto, o atual chefe do Estado-Maior do Exército. Nesse momento, ele muda o tom. Dá ares de gravidade ao que vai revelar e diz que entre as mensagens captadas no celular do general uma provaria a ligação do Exército com um assassinato.
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| FUTRICA – Cármen Lúcia: conversas mostrariam parcialidade do Supremo |
“A ministra estava num grupo falando da morte do neto do Lula”
Braga Netto comandou o processo de intervenção federal na segurança do Rio de Janeiro de fevereiro até dezembro de 2018. Nesse período, de acordo com o hacker, o general recebeu um vídeo de um de seus comandados com o relato da execução sumária de uma pessoa. “Assim que eu abri, vi o homem sendo executado”, contou o hacker. Poderia ser uma dessas imagens de crime que circulam pelas redes sociais? Delgatti afirma que não. As imagens mostrariam que foi o próprio executor quem enviou a mensagem ao general, que teria reagido de maneira singular, repreendendo o subordinado não pela morte, mas por usar o celular durante a operação. “O rapaz matou, gravou e enviou a imagem ao general. Ele xingou. Abre aspas: ‘Usando o celular no combate. Está ficando louco?’. Foi isso que eu vi”, garantiu. Braga Netto tem um currículo repleto de condecorações e uma carreira exemplar. Ele já foi adido militar nos Estados Unidos e coordenador de segurança durante a Olimpíada do Rio. Logo depois, foi nomeado interventor no estado. Nesse período, houve grandes operações de combate ao tráfico, e o número de mortes em ações policiais cresceu. Procurado, o Exército informou que o “assunto é de inteiro desconhecimento”. O vídeo, de acordo com o hacker, já foi entregue à Polícia Federal. Por enquanto, é a palavra de um criminoso confesso contra a de um militar de excelente reputação.
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| DISTORÇÃO – Paludo: as conversas eram sobre valores desviados |
“Tem um áudio em que o procurador está aceitando dinheiro do Renato Duque”
Na entrevista, Delgatti confirma que bisbilhotou as conversas de ao menos um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Para quê? Segundo ele, para mostrar quanto a Corte era parcial nas decisões que envolviam a Operação Lava-Jato. “Tive acesso às mensagens da Cármen Lúcia. A ministra estava num grupo falando sobre a morte do neto do Lula”, diz o hacker, que considerou o comentário impróprio. Procurada, a ministra não se manifestou. A PF já apurou que, antes de estourar o escândalo, Delgatti entrou em contato com a ex-deputada Manuela d’Ávila, do PCdoB, ofereceu as mensagens e disse que o material não só comprometeria a ministra Cármen Lúcia como colocaria em liberdade o ex-presidente Lula. “Procurei a deputada porque sabia que ela era contra a Lava-Jato devido à ideologia”, conta o hacker.
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| ATAQUE – Bolsonaro e os filhos também foram alvos |
“Eu tive acesso ao Telegram deles. Fiz campanha para o Bolsonaro e me arrependi depois”
A Polícia Federal descobriu que pelo menos oitenta figuras públicas foram alvo dos ataques da quadrilha. Nesse rol estão incluídos o presidente Jair Bolsonaro e seus filhos. O hacker afirma que as invasões de fato ocorreram. “Tive acesso ao Telegram deles”, diz. Dois celulares do presidente foram alvo de ataques, mas, como Bolsonaro não utilizava o aplicativo, não havia nenhum conteúdo disponível. No caso dos filhos Carlos, o Zero Dois, e Eduardo, o Zero Três, o hacker procurou Manuela d’Ávila e disse que havia colhido provas de ações para impulsionar mensagens de WhatsApp em favor de Bolsonaro durante a campanha presidencial. Para mostrar que não estava blefando, fotografou a tela do celular com as contas supostamente usadas por Carlos e Eduardo e enviou as imagens à ex-deputada. Segundo ele, o objetivo não era prejudicar o presidente — ao menos não naquela época. “Fiz campanha para o Bolsonaro e me arrependi depois”, disse ele a VEJA.
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| PARCERIA – Manuela d’Ávila e a promessa de tirar Lula da prisão |
“Eu procurei a deputada porque sabia que ela era contra a Lava-Jato devido à ideologia”
Se for condenado, Walter Delgatti poderá ficar preso pelos próximos vinte anos. Mas Vermelho parece não se preocupar muito com isso. Conta que a onda de invasões virtuais começou com um sentimento de vingança. A primeira vítima foi um promotor de Araraquara, sua terra natal, que o denunciou pelos crimes de tráfico de drogas e falsificação de documento. “Fiquei cinco meses e vinte dias preso em regime fechado sem ter feito nada”, lembra ele. “Fiz essa invasão do promotor que me prejudicou e consegui muita coisa. Depois disso, fiz outra invasão, outra e mais outra, até que cheguei na Lava-Jato. O meu azar foi o quê? Foi o Deltan (Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava-Jato em Curitiba) não apagar mensagens dele”, diz, com uma pitada de ironia. Sorrindo, emenda outra acusação, dessa vez contra o procurador Januário Paludo, outro membro da força-tarefa: “Tem um áudio em que o procurador está aceitando dinheiro do Renato Duque. A Procuradoria iniciou inquérito contra ele, né?”, pergunta, mostrando que está acompanhando da prisão o noticiário. No dia anterior, Paludo havia se tornado alvo de uma investigação após ser mencionado em mensagens de um doleiro como suposto beneficiário de propinas. Ex-diretor da Petrobras, Duque tentou fazer um acordo de delação. Em negociações assim, é comum que as partes combinem um valor que o criminoso deve ressarcir aos cofres públicos. Era sobre isso que o procurador falava? Delgatti, de novo, garante que não. “Naquela época, eu estava tratando da repatriação de valores que o Duque mantinha no exterior”, explica Paludo. O Ministério Público Federal do Paraná divulgou uma nota em que reitera a “plena confiança no trabalho do procurador”.
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| REVIRAVOLTA – Palocci: um dos criminosos teria ligações com o ex-ministro |
Nos próximos dias, a Polícia Federal deverá apresentar o relatório final sobre o caso. Já foram colhidas evidências de que o grupo de hackers obtinha informações privadas de pessoas e as usava para aplicar golpes financeiros. O próprio Delgatti já foi condenado por estelionato e tráfico. O que se tenta descobrir agora é se por trás das invasões dos celulares de autoridades havia outro tipo de interesse, um financiador ou alguém responsável pelo planejamento do crime. Percorrendo essa trilha, os investigadores se concentram há duas semanas nas informações prestadas por Luiz Henrique Molição, um dos integrantes da quadrilha, que firmou um acordo de delação premiada. Em troca da liberdade, o hacker começou a contar o que sabe. Ele disse à polícia, por exemplo, que Delgatti sempre se referia a um tal “professor” como alguém superior que estabelecia a estratégia de divulgação das mensagens roubadas. Também entregou o telefone que ele usava para manter contato com os comparsas e apresentou arquivos inéditos de diálogos que estavam escondidos. “O Luiz sabe sobre a história do Braga Netto. O Bolsonaro também era com ele, porque ele é de esquerda”, explicou Delgatti. “Mas esse negócio de ‘professor’ não existe”, garantiu, antes de encerrar a entrevista.
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| DELAÇÃO – Molição: revelação de que um militante do PT está envolvido na invasão |
Molição ficou preso durante 76 dias. A função dele no grupo era intermediar as negociações entre Delgatti e o jornalista americano Glenn Greenwald, editor do site The Intercept Brasil, que recebeu o pacote de mensagens da Lava-Jato. Em seu primeiro depoimento, o hacker disse que Delgatti tentou vender ao jornalista as conversas surrupiadas, mas que não teve sucesso. No acordo de colaboração, forneceu uma pista que pode levar a uma reviravolta no caso. Ele entregou aos investigadores o nome de três novos personagens que estariam envolvidos na invasão dos celulares e na divulgação das mensagens da Lava-Jato. Um deles seria um militante do PT ligado à família do ex-ministro Antonio Palocci.
Ficha de Bolsonaro ainda não caiu na Educação

Formou-se no interior do governo uma torcida pela demissão do ministro Abraham Weintraub, da Educação. Mas a ficha de Jair Bolsonaro ainda não caiu. De acordo com um auxiliar do presidente, três coisas seguram Weintraub no cargo: 1) A hesitação de Bolsonaro; 2) A ausência de um substituto; e 3) A resistência do presidente de tomar decisões sob pressão do noticiário.
Bolsonaro elegeu-se presidente da República com um discurso conservador. Sabia-se que nomearia uma equipe conservadora. Mas o capitão entregou pedaços do seu governo ao atraso. A opção preferencial pelo arcaísmo é ainda mais nítida nas áreas da cultura e da educação, dominados por apadrinhados do polemista Olavo de Carvalho.
No Ministério da Educação, o olavista Weintraub apaixonou-se pelo caos. E vem sendo totalmente correspondido. É crescente o desconforto dentro do governo com o estilo do personagem, que oscila entre o folclórico-cômico e o ideológico-raivoso.
Os parafusos da cadeira de Weintraub estão frouxos. Mas o ministro comporta-se como se dispusesse de estabilidade no emprego. Reagiu ao noticiário sobre sua fragilidade com soberba e ira.
O ministro anotou no Twitter: "Diante dos resultados positivos que começam a aparecer e de minha total intransigência com o errado e o malfeito, esquerda e monopolistas entram em desespero. A mídia podre defende tais interesses e espalha mentiras. O ladrar desses cães é prova que estou no caminho certo."

Os antecedentes do governo na área educacional recomendam cautela. Antes de Weintraub, passou pela pasta uma piada colombiana: Ricardo Velez Rodrígues, outro súdito de Olavo de Carvalho.
Assim, antes de soltar fogos, seria necessário conhecer o nome do próximo olavista a ser nomeado para o ministério. A insistência de Bolsonaro em manter uma parte do governo acorrentada ao arcaísmo estimula a suspeita de que a própria Presidência da República pertença à cota olavista.
Por Josias de Souza
Embraer faz voo inaugural do jato comercial E175-E2 em São José dos Campos
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A Embraer realizou nesta quinta-feira (12) o primeiro voo do jato comercial E175-E2 em São José dos Campos (SP). A atividade faz parte da fase de testes do novo produto para certificação.
Segundo a Embraer, o avião decolou às 11h07, da pista no complexo Faria Lima da Embraer e voou por duas horas e dezoito minutos. A tripulação avaliou o desempenho da aeronave, a qualidade do voo e o comportamento dos sistemas.
A aeronave, fabricada em São José dos Campos, faz parte da nova geração de aviões, os E-Jets E2 (que incluem ainda os E190-E2 e E195-E2). O novo avião tem capacidade para 90 passageiros.
Segundo a Embraer, o avião que decolou nesta quinta é um protótipo e os testes com o produto vão seguir pelo próximo ano. A expectativa é que a certificação seja obtida em 2021, para iniciar entrega aos clientes. A Embraer utilizará três aeronaves na campanha de certificação do E175-E2.
Os aviões da família E-Jets E2 possuem motores de última geração, novas asas aerodinamicamente avançadas e melhorias nos sistemas que permitirão redução no ruído externo, além de redução no consumo de combustível, custos de manutenção e emissões de CO2.
O E175-E2 é o terceiro integrante da família E-Jets E2. O primeiro voo dá início a uma rigorosa campanha de teste em voo de 24 meses.
Comercialização pela Boeing
O modelo E175-E2 deverá ser comercializado pela Boeing Brasil Commercial - empresa que será criada a partir da fusão da aviação comercial da brasileira com a Boeing. A parceria entre as duas empresas está em fase final de negociação.
Pelo acordo, a Boeing vai assumir o controle de 80% dos negócios da Embraer na aviação comercial, que representou 47% da receita da brasileira no último ano. A Embraer deixou fora do acordo os setores de defesa e aviação executiva.
quinta-feira, 12 de dezembro de 2019
Marco Aurélio rebate Moro sobre 2ª instância e defende conhecimento da Constituição
Em resposta ao ministro Sergio Moro (Justiça), o ministro Marco Aurélio Mello, do STF (Supremo Tribunal Federal), defendeu nesta quinta-feira (12) o fim da prisão de condenados em segunda instância. Em entrevista à Folha, Moro disse que a recente decisão da corte aumentou a percepção dos brasileiros de que o governo federal não atua como deve no combate à corrupção.
"Quem tem o mínimo de conhecimento técnico e que ame a lei das leis, a Constituição, não pode ter dúvidas", disse Marco Aurélio, em referência ao entendimento, referendado pelo plenário da corte, de que uma pessoa só pode começar a cumprir pena após o trânsito em julgado do processo (quando não cabem mais recursos, e a ação é finalizada).
Para Marco Aurélio, relator das ações sobre o tema, é compreensível que "o leigo tenha outra percepção". "Ele está indignado, quer correção de rumos e não observa as leis, mas o técnico tem de ter um olhar fidedigno sobre a Constituição."
(…)
Na Folha
Trem Intercidades está garantido para o Vale, aponta secretário de Doria

A duplicação da Rodovia dos Tamoios, obra antes prevista para ser concretizada até o mês de dezembro de 2020, deve terminar em 2021.
A informação é do secretário estadual de Logística e Transportes, João Octaviano Machado Neto, que, em entrevista a OVALE, ainda abordou o papel da RMVale na nova matriz logística de São Paulo e garantiu que a região permanece nos planos do governador João Doria (PSDB) para a implantação do Trem Intercidades. Confira os principais trechos:
Qual o papel da RMVale na nova matriz logística do estado?
A Região Metropolitana do Vale do Paraíba é fundamental para o estado. [Se] você conectar aqui todas as cargas que passam por aqui, todas as conexões rodoviárias que você tem, você vai ver que ela importante em uma conexão de São Paulo com o Brasil. Você tem aqui a Via Dutra, que você consegue acessar todo o norte, nordeste, é um grande elo de ligação, além do conjunto de indústrias que estão localizadas nesta região. Faz conexão com toda essa estrutura de logística do estado de São Paulo.
Há previsão de mudanças no sistema tarifário?
Estamos trabalhando com outras ideias no formato de tarifação rodoviária. Em uma outra região do estado, lá entre Piracicaba e Panorama, você já tem a figura do usuário frequente nos pedágios da região, você consegue identificar isso e aí você terá uma tarifa reduzida que pode chegar a 80% do valor da tarifa do pedágio.
Estamos trabalhando o conceito de trechos, em que você pagará pelos trechos. Também estamos discutindo a possibilidade de em rodovias que constituem um corredor logístico fazer uma redução de tarifa, tarifa móvel. Algumas rodovias que têm grande carga de caminhões, você pode ofertar um horário, principalmente à noite, onde você diminui a tarifa e esse horário vai ser utilizado pelo conceito de carga.
Quando?
Já nas novas concessões, na renovação das concessões, de maneira que você tenha um grande impacto positivo nessa logística do estado.
Qual o estágio da duplicação da Tamoios?
A duplicação teve um problema chamado risco geológico, previsto em contrato, e portanto o cronograma vai para 2021. Mas está dentro do esperado, dentro do que estava planejado, é algo que poderia acontecer. É importante dizer que é uma obra que está muito bem, é uma obra extremamente diferenciada, que tem soluções de engenharia inovadoras.
E em relação às obras nos contornos?
Vamos retomar as obras, o governador João Doria determinou a retomada imediata. Passamos esse ano fazendo as análises, os ajustes com as construtoras que deixaram as obras, tiveram seus contratos rescindidos. Estamos trabalhando agora na parte jurídica desse arranjo, a parte técnica já está definida, tão logo a gente resolva o arranjo jurídica, isso deve acontecer agora no primeiro semestre de 2020, nós vamos retomar as obras.
Há previsão de duplicação da Oswaldo Cruz?
Não. A Oswaldo Cruz tem um problema, a duplicação dela implicaria em discussões ambientais bastante grandes.
O que nós vamos fazer é melhorar a operação da Oswaldo Cruz. Por exemplo, ela tem curvas em que ônibus às vezes não conseguem fazer. Estamos trabalhando com correções geométricas, mudando algumas sinalizações e criando, principalmente agora no verão, uma operação intensa.
Há previsão de reforço na atuação das balsas no Litoral Norte?
Houve uma mudança no formato da manutenção, passamos a ter manutenção 24 horas. Foram reformadas oito embarcações ao longo deste ano, tivemos condições de colocar mais uma lancha para passageiros entre São Sebastião e Ilhabela, teremos agora a segunda lancha e o aumento da capacidade dessas balsas na medida que nós temos a retirada do pedestre. A grande demanda é o volume de balsas, temos que ter embarcações fazendo direto essa travessia para que você alivie as filas.
Também do lado das filas, estamos reorganizando, dando maior conforto.
O porto de São Sebastião deve passar por mudanças?
É uma boa notícia, faz parte do Plano Nacional de Privatização dos Portos. Há um estudo de fazer uma privatização conjugada com o porto de Santos. Isso no nível federal está sendo discutido. É um porto muito importante, o maior embargo de carga viva do Brasil. Temos certeza que esse modelo de privatização vai ajudar muito o porto. O que falta para São Sebastião é uma ferrovia, se tivesse uma ferrovia chegando no porto ele seria sem dúvida nenhuma um porto ainda mais competitivo.
Quando o Trem Intercidades começa a sair do papel no Vale do Paraíba?
O grande ponto é iniciar o projeto São Paulo-Campinas, porque ele consegue reordenar a questão jurídica legal dos trilhos, então entre São Paulo e Campinas você já tem trem de passageiros da CPTM chegando ate Jundiaí, depois na hora que você tem o rearranjo dos trilhos para segregar carga entre São Paulo e Campinas você resolve isso, mas isso depende de uma negociação com o Ministério da Infraestrutura. Resolvido esse arcabouço jurídico você tem o espaço para iniciar outras discussões. O governador já determinou que o trecho São Paulo-São José já faça parte dos estudos. Então isso já começou.
Como está o projeto para privatização do Aeroporto de São José dos Campos?
O aeroporto de São José dos Campos nós estamos ainda discutindo com o governo federal, porque o governo entende que ele tem um papel na malha federal. O houve foi a estadualização do aeroporto de Guaratinguetá. O de São José, como você ainda tem a questão da Aeronáutica operando no mesmo aeroporto, tem uma discussão com o governo federal. Ele tem uma característica que o governo federal entende que é mais próxima da modelagem do governo federal do que da nossa modelagem de privatização. Fato é que é um aeroporto muito importante, e ele tem aí essa discussão se ele faz parte de uma malha de privatização federal ou se ele será estadualizado. Por enquanto, ele é federal, do ponto de vista desse estudo que está sendo feito.
Como a recuperação de estradas vicinais será benéfica para a região?
O programa é fundamental para o estado, ele vai conectar as zonas produtivas às rodovias, as zonas produtivas às cidades, vai conectar as cidades entre si e em algumas situações vai cuidar daquelas vicinais que atravessam o município. Portanto, você tem aí uma grande capacidade de atuar na matriz logística do estado deslocando com mais rapidez as cargas.
É um programa muito grande, foram mapeadas 12 mil rodovias vicinais do estado.
O vice-governador conseguiu uma linha de crédito de R$ 500 milhões de dólares, essa linha precisa ser aprovada em Brasília, o que deve acontecer no início do ano que vem.
Secretário espera que RMVale ainda alcance meta de reduzir mortes no trânsito em 50%
Para o secretário estadual de Logística e Transportes, João Octaviano Machado Neto, o maior desafio para se alcançar a meta de reduzir 50% dos mortes no trânsito está na conduta dos próprios motoristas. "A grande arma para reduzir acidentes nas rodovias ou mesmo nas cidades, é atitude do condutor. a infração cometida é uma decisão pessoal do condutor, ele toma a decisão de fazer a infração, ele faz a conversão proibida, estaciona no local proibido. É isso que precisa mudar", disse.
Para ele, o papel da secretaria de Logísticas e Transportes já está sendo desempenhado no sentido de ofertar a estrutura que é necessária para os condutores. "O que o Estado tem que fazer é dar todas as condições para que as regras de trânsito estejam presentes, e essa parte de educacional. É uma meta a ser atingida e o programa Respeito à Vida, que tem várias dimensões, está trabalhando forte nisso", disse o secretário estadual.
Em O Vale
Os descalabros do TJ-PE. Ou: Vejam a quem Moro quer dar a última palavra

A Folha publica hoje uma reportagem que provoca a tal vergonha alheia em quem lê. O conteúdo é de tal sorte espantoso que mal dá para acreditar no que lá vai. Trata-se de um levantamento dos salários pagos pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco. Um dos vencimentos passa de R$ 1,2 milhão.
Vieram a público reportagens evidenciando que há áreas do Tribunal de Justiça da Bahia — e estamos a falar de dois dos maiores Estados brasileiros — que são, literalmente, caso de polícia.
Vou reproduzir abaixo alguns trechos da reportagem de hoje. Mas quero chamar a atenção de vocês para uma coisa fundamental.
Quando se defende o trânsito em julgado para as condenações em segunda instância, também se está falando em conceder aos tribunais de justiça do Brasil inteiro a última palavra.
E, por óbvio, haverá de ser nas áreas penal e cível. Qualquer coisa diferente disso, caso se venha mesmo a violar a Constituição, corresponderá a acrescentar ao estupro da Carta a marca da hipocrisia com endereço certo: nem mesmo se estará tentando fazer justiça, ainda que de modo equivocado, mas apenas criando uma estratégia para voltar a encarcerar Lula.
Sem ter a ultimíssima palavra, temos a realidade que se vê. Imaginem quando todos esses patriotas forem donos de votos irrecorríveis.
Seguem trechos da reportagem. Vejam a quais patriotas Moro e aquele grupo de celerados que se intitula "Muda Senado" quer dar o poder absoluto.
*
Juízes e desembargadores do Tribunal de Justiça de Pernambuco receberam rendimentos líquidos em novembro que chegam até a R$ 853 mil. As cifras impressionam. Em um dos casos, a quantia bruta paga pela corte a uma juíza da capital é de R$ 1.298.550,56.
O TJ-PE alega que, de maneira geral, a alta significativa registrada ocorre em razão do pagamento de férias acumuladas. A média dos valores recebidos por 53 desembargadores incluídos na folha de pagamento do mês passado, já com os descontos obrigatórios, é de R$ 206.411.
Os dados indicam que 25 desembargadores, o que corresponde a 47,1%, receberam acima de R$ 200 mil. Treze, o que representa 24,5% do efetivo, conforme dados públicos do tribunal, ganharam em novembro mais de R$ 300 mil líquidos.
Levando em consideração juízes e desembargadores, dos 699 magistrados na folha de pagamento, 211 deles, o que corresponde a 30,3%, receberam acima de R$ 100 mil.
(…)
OS 20 MAIORES RENDIMENTOS LÍQUIDOS EM NOVEMBRO
R$ 853.002,43
Marylusia Pereira Feitosa de Araújo (juíza da capital)
R$ 695.742,49
Fausto de Castro Campos (desembargador)
R$ 506.709,61
João José Rocha Targino (juiz lotado na assessoria da presidência)
R$ 487.928,58
Janduhy Finizola da Cunha Filho (juiz da corregedoria auxiliar extrajudicial)
R$ 458.128,15
Demócrito Ramos Reinaldo Filho (desembargador)
R$ 424.353,76
Leopoldo de Arruda Raposo (desembargador)
R$ 421.538,29
José Ivo de Paula Guimarães (desembargador)
R$ 403.532,10
Saulo Fabianne de Melo Ferreira (juiz da capital)
R$ 397.284,69
Antônio Carlos Alves da Silva (desembargador)
R$381.698,18
Fábio Eugênio Dantas de Oliveira Lima (desembargador)
R$ 374.936,70
Francisco José dos Anjos B de Mello (desembargador)
R$ 357.744,07
Bartolomeu Bueno de Freitas Morais (desembargador)
R$ 347.854,99
Abner Apolinário da Silva (juiz da 4º Vara do Tribunal do Júri da capital)
R$ 345.302,66
Fernando Cerqueira Norberto dos Santos (desembargador)
R$ 344.652
Karina Albuquerque Aragão de Amorim (juíza da capital)
R$ 340.131,91
Marcos Antionio Tenorio (juiz na cidade de Pesqueira)
R$ 338.966,99
Silvio Romero Beltrão (juiz lotado na assessoria especial da presidência)
R$ 338.065,87
José Fernandes de Lemos (desembargador)
R$ 337.284,71
Jovaldo Nunes Gomes (desembargador)
R$ 331.100,89
Adalberto de Oliveira Melo (desembargador e presidente do TJ-PE)
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