terça-feira, 12 de julho de 2011

Procuradoria denuncia ex-diretora da Anac por tragédia da TAM

Folha de São Paulo


Airbus da TAM atravessou a pista e se chocou com prédio da própria empresa; familiares das vítimas lembram 3 anos da tragédia


O Ministério Público Federal em São Paulo ofereceu denúncia (acusação formal) nesta segunda-feira (11) responsabilizando criminalmente três pessoas pelo acidente com o voo 3054 da TAM.

Na noite chuvosa de 17 de julho de 2007, um Airbus da companhia não conseguiu aterrissar no aeroporto de Congonhas, atravessou a avenida Washington Luís e bateu contra um galpão da própria empresa. No total, 199 pessoas morreram.

A denúncia atribui a Denise Abreu, ex-diretora da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), e a dois diretores da TAM a responsabilidade por ter exposto a aeronave a perigo. Os diretores são Alberto Fajerman (então vice-presidente de operações) e Marco Aurélio dos Santos de Miranda e Castro (então diretor de segurança).



A diretora da Anac, Denise Abreu, em depoimento a CPI do Apagão AéreoDenise Abreu, que perdeu o cargo em meio à crise provocada pela tragédia, é acusada de imprudência por ter liberado a pista de Congonhas para pousos mesmo sem o grooving, as ranhuras que facilitam o escoamento da água em dias de chuva, e sem ter feito "inspeção, após o término das obras de reforma, com o fim de atestar a sua condição operacional em conformidade com os padrões de segurança aeronáutica".

Já em relação aos então diretores da TAM, a Procuradoria os acusa de serem negligentes por terem permitido que os aviões da empresa pousassem em Congonhas mesmo sabendo das condições da pista em dias de chuva.

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