terça-feira, 29 de maio de 2012

“Phoda-se” o Brasil




Não há mais dúvida sobre a tentativa indecorosa de Lula em interferir no julgamento do mensalão. O assédio do ex-presidente foi confirmado por alguns outros ministros do Supremo e sua atitude não deveria ser surpresa a ninguém. Em seu primeiro ano de governo, ao ser informado que a Constituição não o permitia expulsar do país um jornalista norte-americano que relatou seu apreço pelo álcool, Lula exclamou: “foda-se a Constituição”.

Essa expressão foi a que regeu seus dois governos, aliás, foi a regente de sua vida. “Foda-se”. Já comentei antes com vocês e sempre volto nesse tema. Lula não tem noção de moral ou de ética simplesmente por não ter sido programado para isso. Lula não recebeu referência desses conceitos básicos.

Para Lula, transgredir regras é “driblar o destino”, é “se dar bem”, “ser esperto”. Há tempos que me convenci que Luiz Inácio é um salafrário congênito. Foi programado desde antes da concepção para ser um delinqüente. Para sua família, achado nunca foi roubado. E o produto de um roubo, se usado para fins eleitos pela família como nobres, é perdoado e exaltado.

O livro com a biografia de Lula, apesar de romancear passagens de sua vida, revela o ambiente delinqüente e sem parâmetros de moralidade em que Lula se criou, onde o roubo e o desvio de conduta eram encarados como sorte, como uma esperteza ou malandragem a ser utilizada como um drible à pobreza. Não há em sua programação princípios fundamentais como o respeito ao próximo.

Lula é uma massa amorfa moldada pelo que há de pior no ser humano. E seus dois governos foram assim. Por ignorância, má fé ou simplesmente por amoralidade, tentou desestabilizar todas as Instituições democráticas. De Agências Reguladoras, Congresso Nacional e Justiça, seu governo tentou desmoralizar, infelizmente com algum êxito, é verdade.

Lula não driblou seu destino, como gosta de afirmar sua malta. Ele forjou uma vida se apossando do que não é dele. Foi programado para isso. Para não ter caráter e “foda-se” o resto.

Movido a soberba e ira, Lula perde o faro político 0


Josias de Souza


Sete anos se passaram desde que o “mensalão” foi introduzido no léxico da política nacional. E Lula ainda não conseguiu digeri-lo. Com o vocábulo atravessado na traquéia, o ex-presidente enxergou no Cachoeiragate uma oportunidade para regurgitá-lo. Idealizou uma CPI e passou a transitar entre dois dos sete vícios capitais: a soberba e a ira.

Com a alma em desalinho e o organismo sob efeitos de medicamentos, Lula perdeu momentaneamente sua principal habilidade: o faro político. Às vésperas do julgamento do escândalo, passou a atirar a esmo. No encontro com o ministro Gilmar Mendes, um de seus alvos, cometeu o erro supremo. Deu um tiro no pé.

Por formalidade regimental, o requerimento de convocação da CPI elegeu como objeto de investigação a ação da quadrilha de Carlinhos Cachoeira junto a agentes públicos e privados. Para Lula, o bicheiro é mera escada. Escalando-o, pretende chegar à jugular dos que, segundo crê, conspiraram contra sua presidência.

Collor:‘Fui absolvido pelo STF. E meu mandato?’ 9 Josias de Souza




Alguma coisa subiu à cabeça de Fernando Collor de Mello. E não parece coisa boa. Duas décadas depois de ter sido escorraçado do Planalto, o agora senador insinua que deveriam devolver-lhe o mandato de presidente da República.

“Fui absolvido pelo Supremo”, disse ele. “E meu mandato? Não deveria tê-lo de volta?”, questionou. Collor falou à Record News. Um pedaço da entrevista irá ao ar na noite desta segunda (28).

Vivo, Bussunda gritaria: “Fala séééério, excelência!”

Demóstenes vai tentar se defender nesta terça-feira no Senado



O Globo

Depois de quase três meses em obsequioso silêncio, o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO, foto abaixo) voltará nesta terça-feira a falar publicamente no Senado sobre as denúncias que pesam contra ele.

Mas, ao contrário das peças oratórias de antes, usadas quase sempre para atacar o governo, Demóstenes terá a difícil missão de se defender no Conselho de Ética do Senado da acusação de quebra de decoro parlamentar por sua intensa e nebulosa atuação em defesa dos negócios do bicheiro Carlinhos Cachoeira.



Sua cassação no Conselho, onde o voto é aberto, já é dada como certa entre os senadores.

Segundo o advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, Demóstenes fará uma exposição inicial mostrando os pontos altos de seu mandato, para tentar convencer que teve uma atuação digna.

Em seguida, tratará de cada uma das acusações que lhe foram imputadas pela representação feita pelo PSOL e pelo relatório do senador Humberto Costa (PT-PE).

Quando terminar a defesa, que deve durar meia hora, Demóstenes se colocará à disposição para perguntas. De acordo com seu advogado, ele responderá aos colegas.

Porte de drogas para consumo pode deixar de ser crime


Veja

Segundo a comissão, a quantidade estipulada para consumo próprio será aquela em que a pessoa se valeria para uso durante cinco dias

A Comissão de Juristas do Senado, que discute mudanças no Código Penal, aprovou nesta segunda-feira proposta para descriminalizar o porte de drogas para consumo próprio. Pelo texto, não haveria mais crime se um cidadão fosse flagrado usando entorpecentes. Atualmente, a conduta ainda é considerada crime, mas sujeita à aplicação de penas alternativas.

Os juristas, porém, sugeriram uma ressalva para a hipótese do uso de drogas. A pessoa poderá responder a processo caso consuma "ostensivamente substância entorpecente em locais públicos, nas imediações de escola ou outros locais de concentração de crianças ou adolescentes ou na presença destes". Nessa hipótese, o usuário ficará sujeito a cumprir uma pena alternativa. A pena envolveria uma advertência sobre os efeitos do consumo de drogas, prestação de serviços à comunidade ou medida educativa de comparecimento a programa ou curso educativo.

O relator da comissão e procurador regional da República, Luiz Carlos Gonçalves, disse que o colegiado deu um passo para propor o fim da dúvida sobre se o porte de drogas para uso próprio é um ato criminoso ou não. Ele disse que a legislação atual, a Lei 11.343/2006, não é clara o suficiente nesse aspecto. A comissão sugeriu que a quantidade estipulada para consumo próprio será aquela em que a pessoa se valeria para uso durante cinco dias.

“A legislação ainda tratava o usuário com o estigma de criminoso", observou a defensora pública Juliana Belloque, autora da proposta que prevê a descriminalização do uso de drogas. "A proposta traz a visão, já presente na legislação de outros países, de que o uso de drogas é um problema de saúde pública e os casos de dependência não devem ser tratados com ações estigmatizantes e repressoras".

Tráfico - Os juristas decidiram que, pela proposta, o simples fato de ser realizada a venda de uma substância entorpecente seria considerado tráfico de drogas. "Se a pessoa é surpreendida vendendo, não importa a quantidade, é tráfico", disse o relator. A comissão vai discutir nesta tarde se cria a figura de tráfico de drogas com maior ou menor potencial lesivo, com penas diferentes para variados tipos de substâncias.
O conselho tem até o fim de junho para apresentar uma proposta de reforma do Código Penal ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Caberá à Casa decidir se transforma as sugestões dos juristas em um único projeto ou as incorpora em propostas que já tramitam no Congresso.

Uso eleitoral do governo pode passar a ser punido com 5 anos de prisão



Estadão

A comissão de juristas que discute mudanças ao Código Penal aprovou nesta segunda-feira, 28, uma proposta para punir com pena de até cinco anos de prisão o candidato que tenha se beneficiado pelo uso da máquina pública durante o período eleitoral. Atualmente, a pena é de apenas seis meses de prisão.


O colegiado propôs uma grande reformulação na legislação eleitoral brasileira. Os juristas enxugaram de 85 para apenas 14 os tipos de crimes existentes no Código Eleitoral, de 1965, sugerindo a incorporação deles ao Código Penal. De modo geral, os juristas sugeriram aumentar penas para crimes eleitorais graves, como a compra de votos e a coação de eleitores, e descriminalizar algumas condutas, como a boca de urna.

Atualmente, a pena prevista para o candidato que compra votos ou o eleitor que os vende é a mesma, de quatro anos de prisão mais multa. A comissão propôs separar os crimes de corrupção eleitoral ativa (praticado pelo candidato ou seu representante do partido ou coligação) e passiva (feito pelo eleitor). Foi sugerida uma pena máxima maior para quem compra votos, de dois a até cinco anos de prisão e multa.

No caso do eleitor, a pena ficaria de um ano a quatro anos de prisão. A comissão facultou ao juiz conceder um perdão judicial caso fique demonstrado que foi um eleitor em condição de "extrema miserabilidade" que recebeu a vantagem do candidato.

As maiores penas propostas referem-se aos casos em que há fraude ao processo de votação. A mais elevada delas, de quatro a dez anos de prisão, é quando ocorre a falsificação do resultado da votação manual ou eletrônica, quando fraudulentamente alguém altera a apuração parcial ou total introduzindo, alterando ou suprimindo dados. A eventual destruição da urna como mecanismo de fraude teria pena de até seis anos de prisão.

Uma inovação foi defender para quem divulgue fatos inverídicos contra um adversário uma pena de até quatro anos de prisão. Ao mesmo tempo, o colegiado decidiu descriminalizar a chamada boca-de-urna.
O relator da comissão, o procurador regional da República, Luiz Carlos Gonçalves, afirmou que a prática "sempre aconteceu no Brasil" e não tem, na avaliação dele, dignidade penal. Mas continuaria ilícito de natureza cível. "Não dá para comparar a conduta de quem distribui planfetinho no dia da eleição da de quem compra voto", afirmou.

A comissão tem até o final do mês de junho para apresentar uma proposta de reforma do Código Penal ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Caberá à Casa decidir se transforma as sugestões dos juristas em um único projeto ou as incorpora em propostas que já tramitam no Congresso.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Deputado petista ameaça jornalista e população em geral pelo twitter. Estão ficando loucos.

O deputado estadual pelo PT, que se intitula Líder do Bloco Minas sem Censura, postou o seguinte twitter:


Cabe aí uma representação por fata de decoro, no mínimo. Além disso, o deputado acha que ninguém pode "botar a mão" no Lula, o que reforça a certeza de que as suas milícias parlamentares e virtuais acham que o ex-presidente é inimputável. Uma verdadeiro atentado ao estado democrático de direito.Aqui não é a Venezuela, deputado. Se Lula cometer qualquer crime vai pra cadeia sim e o senhor vai junto, se continuar incitando a violência e desrespeitando a lei.

Longe do Jobim




Nelson Jobim já andava queimado no PMDB por causa das críticas que fez ao partido no último dia 17 deste mês, durante o 2º Fórum Nacional – o PMDB e as eleições municipais 2012. Na presença dos principais caciques peemedebistas, Jobim tratou o PMDB como uma sigla “sem opinião, sem cara e sem voz”, um partido sem projeto nacional, simples “homologador” do PT.

Agora, depois de emprestar o escritório para o polêmico encontro de Lula com Gilmar Mendes, Jobim virou uma espécie de leproso. Nenhum cacique quer chegar perto de Jobim nesse momento. Tanto que a bancada peemedebista do Senado cancelou hoje a reunião que teria nesta quarta-feira com Jobim para discutir o pacto federativo.

Oposição vai pedir que PGR investigue Lula por tráfico de influência, corrupção ativa e coação no curso do processo judicial



Folha Online:



A oposição vai ingressar nesta segunda-feira (28) pedido de investigação na Procuradoria Geral da República contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo reportagem da revista “Veja”, o ex-presidente teria pedido ao ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), o adiamento do julgamento do mensalão.DEM, PSDB, PPS e PSOL afirmam que Lula cometeu três crimes e precisa ser responsabilizado judicialmente por sua atuação contrária ao julgamento.

No pedido, a oposição diz que Lula praticou tráfico de influência, corrupção ativa e coação no curso do processo judicial — três crimes tipificados no Código Penal. “Ficam evidentes as práticas desses três crimes. Na ditadura, o STF não foi derrotado. Agora, não será também”, disse o líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PR).
(…)

Diageo adquire Ypióca por R$ 930 milhões



Diageo adquire Ypióca por R$ 930 milhões

Uma das mais tradicionais cachaças do País foi vendida para o grupo Diageo, fabricante britânica de bebidas. A cearense Ypióca foi arrematada por aproximadamente R$ 930 milhões, em um negócio anunciado nesta segunda-feira (28). A cachaçaria, fundada em 1846, em Fortaleza, é a terceira maior marca do mercado brasileiro da bebida e vem se destacando em um segmento do setor voltado, principalmente, para exportação: o premium.

A Diageo, fabricante de marcas como o whisky Johnnie Walker e a vodka Smirnoff, abocanhou parte de um mercado que responde por 80% do consumo de bebidas destiladas no Brasil. A empresa adiantou também que, assim como outros grupos internacionais de bebida, tem a intenção de garantir espaço em mercados emergentes para compensar a crise que a Europa vem passando.

No ano passado, a Ypióca registrou vendas de quase 60 milhões litros de cachaça, representando R$ 177 milhões. Os números são equivalentes a 8% do mercado de cachaça no Brasil.

Atualmente, 40% do faturamento da Diageo vem de países emergentes, como Brasil, China e Turquia. A empresa está de olho, há muito tempo, na marca de tequila Jose Cuervo, líder de vendas em todo o mundo. A própria Diageo é a responsável pela distribuição da bebida em todo o globo, com exceção do México. A indústria mexicana, fundada há 250 anos, está avaliada em mais de US$ 3 bilhões.