quinta-feira, 28 de julho de 2016

Obama exalta Hillary, a ‘mais qualificada’ para ser presidente


Barack Obama abraça Hillary Clinton durante a Convenção Democrata, na Filadélfia

Veja.com

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, fez uma defesa convicta da candidatura de Hillary Clinton à Casa Branca e afirmou que ninguém – nem mesmo ele – é mais preparado para o cargo do que a ex-senadora. “Nunca houve um homem ou uma mulher – nem eu, nem Bill nem ninguém – mais qualificado para ser presidente dos Estados Unidos”, afirmou Obama, o principal orador do terceiro dia da Convenção Democrata, realizada na Filadélfia.

Ao final do discurso, Hillary apareceu de surpresa no palco e abraçou o presidente americano. Foi a primeira vez que a ex-senadora, confirmada na terça-feira como a candidata do partido nas eleições presidenciais de 8 de novembro, apareceu pessoalmente na Convenção Democrata. Hillary discursa nesta quinta, no último dia do encontro.

Em contraste com os discursos pessimistas da Convenção Republicana, Obama ofereceu uma fala recheada de esperança. Para o presidente americano, os Estados Unidos, apesar dos problemas, “já são grandes e já são fortes”. A declaração é uma referência ao slogan de campanha do republicano Donald Trump, que promete “fazer a América grande de novo”. Em outra fala endereçada ao magnata, Obama exaltou os valores dos EUA e afirmou que “sonho americano é algo que nenhum muro vai deter” – Trump defende a construção de um muro na fronteira com o México para evitar a entrada de imigrantes ilegais.

Sempre que o nome do magnata era citado, aliás, o público vaiava. “Não vaiem, votem”, disse Obama, incentivando a presença dos anti-Trump nas eleições. Na conclusão de sua fala, o presidente americano pediu: “Rejeitem o cinismo, rejeitem o medo, e elejam Hillary a próxima presidente dos Estados Unidos”.

Discursos – Os outros discursos da noite também fizeram uma defesa apaixonada de Hillary e miraram a artilharia para Trump – descrito como um demagogo perigoso e uma ameaça para os EUA.

O atual vice Joe Biden incendiou os democratas na Filadélfia ao descrever o bilionário como um cínico desprovido de compaixão que tem prazer em dizer “você está demitido”. Já o ex-prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, questionou o sucesso empresarial de Trump, disse que ele é um “perigoso demagogo” e o acusou de hipocrisia. “Eu sou um nova-iorquino e eu reconheço um vigarista quando vejo um”, declarou o empresário.

Um dos empreendedores americanos mais bem-sucedidos do país, Bloomberg atacou a atuação de Trump à frente de seus negócios. “Ao longo de sua carreira, Trump deixou um recorde bem documentado de falências, milhares de ações judiciais, acionistas furiosos e prestadores de serviços que se sentiram enganados e clientes desiludidos, que se sentiram roubados”, ressaltou. “Trump diz que quer administrar o país como administra seus negócios. Deus nos ajude.”

O candidato a vice-presidente na chapa de Hillary, o senador Tim Kaine, disse que seu filho acabou de deixar o país para servir o Exército no exterior. Segundo ele, as famílias americanas não podem correr o risco de confiar a vida de seus filhos a Trump. Kaine também apelou à comunidade latina ao falar várias vezes em espanhol. “Somos todos americanos”. Em resposta, a plateia respondeu “si, se puede”, a versão em espanhol do slogan usado na eleição de Obama.

(Com Estadão Conteúdo)

SENADOR TELMÁRIO É ACUSADO DE ESPANCAR GAROTA ATÉ DEIXÁ-LA DESACORDADA


SENADOR DO PDT ACUSADO DE BRUTALIZAR GAROTA DE 19 ANOS

Uma jovem de 19 anos, identificada como Maria Aparecida Nery de Melo, registrou ocorrência contra o senador Telmário Mota (PDT). No boletim, da Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher (Deam), ela disse que foi espancada com chutes e socos com tanta violência que chegou a desmaiar.

A jovem diz que viveu com o suposto agressor um "caso" e que nos últimos três anos e meio estava sofrendo ameaças de morte. E pediu providências à delegada. O caso foi revelado pelo jornal Folha de S. Paulo nesta quarta-feira (27).

A delegada da Deam, Verlânia Silva, disse à reportagem que ficou caracterizada "violência contra a mulher" e que as agressões foram confirmadas pelo exame de corpo de delito, que apontou "múltiplas lesões". O laudo apontou lesões na cabeça, boca, orelha esquerda, região dorsal, braço direito e joelho esquerdo.

O senador negou ter agredido a garota e ter mandito relacionamento amoroso com ela. "Não teve negócio de agressão, não existe isso, até porque não tenho nada com ela", disse à Folha.

Como o parlamentar tem foro privilegiado, a delegada enviou o inquérito em 31 de maio à Procuradoria da República de Roraima. Rodrigo Janot, da Procuradoria-Geral da República, recebeu os autos logo depois e abriu procedimento preliminar interno. A PGR já intimou a defesa de Telmário Mota, em 22 de junho.

quarta-feira, 27 de julho de 2016

TSE envia ao STF novos indícios contra campanha de Dilma


Dilma Rousseff terá 30 dias para responder aos quesitos apresentados pelo TCU
Dilma Rousseff terá 30 dias para responder aos quesitos
apresentados pelo TCU (Eraldo Peres/AP/AP)


Veja.com

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) encontrou novos indícios de irregularidades nas contas de uma empresa que prestou serviço para a campanha à reeleição da presidente afastada Dilma Rousseff. O presidente da Corte, ministro Gilmar Mendes, enviou as informações para compor a ação que trata da prestação de contas da petista no Supremo Tribunal Federal (STF).

Os novos detalhes envolvem a empresa DCO Informática, contratada para disparar mensagens para celulares via WhatsApp durante a campanha. A empresa tem sede na cidade mineira de Uberlândia e recebeu 4,8 milhões de reais pelo serviço, em quatro repasses feitos ao longo de uma semana em outubro de 2014.

“O estabelecimento não possui identificação na fachada, aparentemente também funciona como residência e não tivemos acesso ao interior do mesmo”, aponta o relatório da Secretaria Municipal de Finanças de Uberlândia feito a pedido do ministro. Além disso, a empresa possui apenas um servidor, um notebook e três funcionários que trabalham sem carteira assinada.

Um dos funcionários da DCO relatou que a campanha de Dilma contratou a empresa por 0,06 centavos a 0,16 centavos para cada disparo, e que o preço variava de acordo com o porte e solicitação. Ele também disse que a empresa desenvolveu o programa para fazer os disparos de mensagens e subcontratou a 2K Comunicações para fazer os relatórios das atividades.

Em fevereiro, Mendes já havia pedido que órgãos de controle fiscalizassem a DCO e outras seis empresas por suspeitas de irregularidades. Os indícios foram apontados pelo PSDB, que alegou possível ilegalidade na contratação e pagamento efetuado às empresas supostamente sem capacidade operacional para prestar os serviços à campanha petista.

Inquérito – O TSE aprovou em 2014 as contas da campanha de Dilma, mas o ministro, relator da prestação feita pela presidente afastada, determinou que as investigações sobre supostas irregularidades continuassem. Em outubro do ano passado, a Polícia Federal instaurou um inquérito sobre o assunto com base numa determinação do ministro.

Mendes utiliza informações reveladas pelas investigações da Operação Lava Jato para dizer que a campanha foi supostamente financiada com recursos da Petrobras. Por ser uma empresa de capital misto – recursos públicos e privados – a petroleira é vedada de financiar campanhas eleitorais.

O inquérito da PF, no entanto, aguarda uma decisão do STF para saber se o caso deve ser conduzido pela primeira instância ou pela própria Suprema Corte, já que envolve autoridade com foro privilegiado. O caso no Supremo está sob a relatoria do ministro Edson Fachin, para quem as novas informações sobre a DCO foram enviadas.

A campanha de Dilma nega qualquer irregularidade. “Todas as contribuições e despesas da campanha de 2014 foram apresentadas ao TSE, que após rigorosa sindicância, aprovou as contas por unanimidade”, diz uma nota assinada por Edinho Silva, que foi tesoureiro da campanha de Dilma.

(Com Estadão Conteúdo)

Funcionários da Cebrace entram em greve em Caçapava


Funcionários anunciaram greve por tempo indeterminado (Foto: Alessandro Silva/Vanguarda Repórter)
Funcionários anunciaram greve
 por tempo indeterminado
(Foto: Alessandro Silva/Vanguarda Repórter)

G1 Vale do Paraíba 

Os funcionários da fabricante de vidros Cebrace entraram em greve na manhã desta quarta-feira (27) nas unidades da empresa Jacareí e Caçapava. Segundo o Sindicato dos Vidraceiros, mais de 900 trabalhadores das duas unidades paralisaram as atividades. O ato é contra o aumento nos descontos na folha de pagamento para custeio de benefícios.

De acordo com o sindicato, a mobilização começou por volta das 5h nas duas unidades e cerca de 50 trabalhadores mantêm um ato na porta das undiades.

A entidade afirma que a empresa justificou que passa por dificuldades financeiras e que por isso teria de reajustar os descontos na folha salarial os trabalhadores. No caso do vale alimentação, que é pago R$ 294 ao mês, o desconto iria variar de R$ 17,23 a R$ 95,88, de acordo com a faixa salarial.

Os funcionários ainda protestam contra o desconto no vale transporte, que seria de 1,5% a 2,5% a depender do valor do salário - o valor não era cobrado anteriormente. De acordo com o sindicato, como a empresa não faz o desconto há 20 anos, isso seria um direito adquirido.

“Nós entendemos o momento de instabilidade, mas também acompanhamos os retornos da empresa e sabemos que não é necessário esse tipo de cobrança. No caso do vale-alimentação, o aumento é de 60% na cobrança e representa mais de 30% do valor do benefício. No caso do transporte, esse é um direito adquirido nosso. A crise também afeta o trabalhador, com tudo subindo, restringir nosso poder de compra compromete o orçamento de famílias”, disse Francisco da Silva, diretor do sindicato.

A entidade estima que 600 trabalhadores da fábrica de Jacareí e 320 da unidade de Caçapava tenham deixado seus postos de trabalho nesta quarta. Afirmou ainda que aguarda a sinalização da empresa para negociação e que não há prazo para o fim da paralisação.

Outro lado

A Cebrace informou em nota que tem feito esforços para minimizar os impactos da crise e lamenta que tais medidas afetem parcialmenteos colaboradores, porém reforça que a revisão no modelo de alguns benefícios foi indispensável e mandatória para que a empresa possa enfrentar este período turbulento da economia.

Levantamento mostra os senadores com maior número de funcionários. Hélio José, Collor e João Alberto têm os maiores gabinetes


...e ontem com o novo visual
Collor: gabinete com 81 assessores

Radar on-line

Não chega a ser novidade a quantidade de mordomias que os senadores desfrutam em Brasília. Tem residência oficial, verba para gastos pessoais, plano de saúde fabuloso, carro com motorista… A lista é grande. Entre os benefícios do cargo, está também a possibilidade da contratação de assessores. Através do site do Senado, agora é possível dimensionar as equipes de apoio a cada um dos parlamentares. Salta aos olhos o tamanho de alguns gabinetes. A medalha de ouro vai para o senador Hélio José (PMDB/DF), com 91 funcionários. O do ex-presidente Fernando Collor (PTC/AL) ganha o segundo lugar, medalha de prata, com 80 assessores. Formando o pódio está João Alberto Souza (PMDB/MA), logo atrás, com 79.

No time dos que menos contratam, estão os senadores Reguffe (Sem Partido/DF) com 9 assessores, Lasier Martins (PDT/RS), com 19, e Tasso Jereissati (PSDB/CE), com 20.

60% dos municípios estão acima ou no limite dos gastos permitidos



Chegou para milhares de prefeituras em todo o país a conta pela era dos gastos descontrolados. Uma ampla maioria de municípios brasileiros não tem como pagar as inchadas folhas de funcionários e nem sabe como conseguir dinheiro.

Para perceber o tamanho da crise do país, basta ver a situação dos municípios: 60% ou já estouraram ou estão para estourar o limite de gastos com pessoal permitido pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

São milhares de prefeituras em apuros para pagar os salários dos funcionários públicos, e os prefeitos têm motivo para estar pessimistas: com a queda na arrecadação do governo federal, o repasse do fundo de participação dos municípios, que é a única fonte de receita para a maioria deles, deve ser 13% menor que a previsão do início do ano.

CAÇA DA MARINHA CAI DURANTE TREINAMENTO NO RIO DE JANEIRO


PILOTO SE EJETOU DA AERONAVE, MAS AINDA NÃO
HAVIA SIDO ENCONTRADO. FOTO: DIVULGAÇÃO

Um caça modelo AF-1B (A-4KU-Skyhawk), da Marinha do Brasil, caiu no mar na tarde desta terça-feira, 26, em Saquarema, Região dos Lagos, no Rio de Janeiro. O piloto se ejetou da aeronave, mas ainda não havia sido encontrado até o fim da tarde. O acidente ocorreu durante treinamento com outro avião, que pousou sem problemas na Base Aeronaval de São Pedro D’Aldeia.

Por meio de nota, a Força lamentou o ocorrido: “A Marinha deu início às buscas pelo piloto e está prestando todo o apoio necessário à família do militar. O acidente aconteceu quando a aeronave retornava de exercícios operativos e suas circunstâncias estão sendo apuradas.” A operação de busca e salvamento envolve cinco helicópteros e dois navios – um deles a fragata Liberal.

O acidente ocorreu a 25 milhas da costa. O aparelho passou por processo de modernização na Embraer. (AE)

Polícia apreende pacotes de cocaína com rótulo da Rio-2016



Papelote de cocaína com o logotipo dos Jogos apreendido na Lapa pela polícia
Papelote de cocaína com o logotipo dos Jogos apreendido
 na Lapa pela polícia (
Reprodução\Reuters)

A polícia do Rio de Janeiro apreendeu nesta segunda-feira pacotes de cocaína carimbados com o rótulo da Rio-2016 e os desenhos dos anéis olímpicos. A embalagem contém também uma recomendação: “Use longe das crianças”. A operação aconteceu no bairro da Lapa, faltando apenas 10 dias para o início da Olimpíada. Ao todo, foram apreendidos 93 papelotes de cocaína, 28 papelotes de crack e 13 munições de calibre 40, de uso restrito. (Por: Veja)

terça-feira, 26 de julho de 2016

PF indicia Paulo Bernardo na Operação Custo Brasil


Preso na operação Custo Brasil, o ex-ministro Paulo Bernardo chega à sede da Polícia Federal, em São Paulo (SP)

Veja.com

A Polícia Federal indiciou o ex-ministro dos governos Lula e Dilma Rousseff Paulo Bernardo por envolvimento nos crimes investigados pela Operação Custo Brasil, deflagrada em junho. A PF atribui a Bernardo, que ocupou as pastas do Planejamento e das Comunicações durante os governos petistas e foi preso pela operação, os crimes de organização criminosa e corrupção passiva no esquema que desviou 100 milhões de reais de contratos da empresa Consist com o Ministério do Planejamento.

O indiciamento de Paulo Bernardo, ou PB, como é conhecido no PT, foi concluído pela Polícia Federal na última sexta-feira e enviado ao à Justiça Federal de São Paulo, a responsável pela operação, no mesmo dia. Caberá agora ao Ministério Público Federal analisar as provas reunidas pela PF e denunciar ou não o ex-ministro à Justiça.

A Operação Custo Brasil mirou contratos fraudulentos da Consist com o Ministério do Planejamento à época que Paulo Bernardo comandou a pasta, entre 2005 e 2011. Cada funcionário do ministério que tivesse contratos de empréstimo consignado pagava um real à empresa a título de taxa de administração, serviço que custa, normalmente, cerca de 30 centavos.

O sobrepreço, que teria alcançado a cifra de 100 milhões de reais entre 2010 e 2015, era repassado a políticos, como Paulo Bernardo, além de operadores do esquema e, principalmente, o PT, por meio de dezenas de empresas-fantasmas.

Em relação aos pagamentos feitos ao ex-ministro Paulo Bernardo, a PF identificou em cerca de 100 notas fiscais apreendidas um repasse de 7.170.031,74 reais para o escritório do advogado Guilherme Gonçalves, que prestou assessoria jurídica às campanhas da senadora Gleisi Hoffmann (PT-RR), mulher de Bernardo. Oitenta por cento desse valor seria destinado a pagar despesas do ex-ministro, como, por exemplo, a renumeração de um assessor, do motorista e do próprio advogado.

Segundo os investigadores da Custo Brasil, o acerto inicial era de que Paulo Bernardo receberia 9,6% do total do faturamento da Consist. Quando ele deixou o Ministério do Planejamento, em 2011, para assumir o das Comunicações, a propina destinada a ele foi reduzida para 4,8%, e entre 2014 e 2015, baixou novamente para 2,9%. Quem teria assumido o seu posto como mantenedor do esquema foi o então secretário de Gestão do Planejamento, Valter Correia da Silva, que também foi secretário de Gestão do prefeito Fernando Haddad (PT), de São Paulo.

Menos de uma semana após ser preso, Paulo Bernardo teve a prisão revogada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli. Em sua decisão, o magistrado considerou que a detenção do petista foi um “flagrante constrangimento ilegal” e, por isso, concedeu habeas corpus de ofício em favor dele. Embora tenha acolhido pedido da defesa de Bernardo, Toffoli rejeitou suspender as investigações da Operação Custo Brasil, como queriam os advogados.

Eduardo Suplicy (PT), candidato a vereador em São Paulo foi preso ao tentar impedir uma reintegração de posse na Zona Oeste da capital


Ex-senador Eduardo Suplicy é detido pela Polícia Militar durante reintegração de posse na Cidade Educandário, na região da Raposo Tavares, em São Paulo

O ex-senador Eduardo Suplicy (PT), candidato a vereador em São Paulo, afirmou nesta segunda-feira que foi bem tratado pelos policiais militares que o prenderam e o encaminharam ao 75º Distrito Policial no bairro Jardim Arpoador, na Zona Oeste da capital paulista. O político foi detido ao tentar impedir uma reintegração de posse na Cidade Educandário, na região da Rodovia Raposo Tavares. Ao deixar a delegacia, Suplicy brincou com a situação.

“Fomos conversando no caminho numa boa. Eu perguntei que idade eles tinham, acho que era 28, 32 e 43 anos. Perguntaram a minha, eu falei 75 anos. Disse a eles que ainda hoje de manhã, às 6h45, eu tinha feito minha aula de ginástica, mantenho a boa forma”, declarou o ex-senador. “Dos 15 ao 21, eu treinei boxe, participei do campeonato da Gazeta Esportiva. E procuro me manter sempre em boa forma. Se necessário for, eu sei como fazer. Mas eu continuo um grande discípulo da não violência.”

Em seguida, um fã entregou um marmitex ao político, que sorriu, aceitou o presente e agradeceu, deixando a delegacia em seguida.

Suplicy disse que se pôs na frente da Polícia Militar pois temia que um possível confronto pudesse terminar com pessoas feridas. “Felizmente nada aconteceu. Todo meu esforço foi para que não houvesse violência”, afirmou. “Houve uma preocupação maior depois do que aconteceu comigo. Não houve confrontos maiores.” O ex-senador se deitou diante dos policiais militares, precisou ser levantado à força e carregado pelos agentes para ser colocado na viatura.

Em nota, a Secretaria de da Casa Civil lamentou que o ex-senador “tenha aproveitado a fragilidade de famílias para tumultuar uma reintegração de posse em cumprimento a uma ordem judicial solicitada pela prefeitura de São Paulo, dona do terreno”. A Secretaria também informou que três reuniões prévias foram realizadas e parte das 400 famílias já tinham deixado o local.

(Com Estadão Conteúdo)

Quase 82% dos brasileiros querem Lula na cadeia (47,7%) ou aposentado da política (34,1%), diz pesquisa



Veja\Por: Felipe Moura Brasil

O dado mais interessante do último levantamento do instituto Paraná Pesquisas, feito entre os dias 20 a 23 de julho e obtido nesta segunda-feira (25) por este blog, é que 47,7% dos brasileiros querem que Lula seja preso pelo juiz Sergio Moro e 34,1% preferem que Lula se aposente da política.

Quase 82% da população, portanto, quer Lula preso ou aposentado, enquanto apenas 15,2% preferem que ele volte a ser presidente.

Um fim melancólico para qualquer líder de massa.

Em outra questão estimulada, a permanência de Michel Temer obteve mais que o dobro (23,8%) da pontuação relativa à volta de Dilma Rousseff (11,1%), em nova prova cabal de que uma parte maior da população prefere o peemedebista à petista, ainda que a maioria (62,4%) tenha optado por novas eleições.

(Não houvesse esta opção pergunta, a distância entre Temer e Dilma provavelmente seria bem maior.)

Obviamente, a população não foi informada de que novas eleições não estão previstas pela Constituição, a menos que Temer renuncie, o que está fora de cogitação, já que acabou de assumir o governo e ainda lida – no exercício do mandato e na confusão da opinião pública – com a herança maldita da ex-titular do cargo.

Felizmente, a imensa maioria dos senadores sabe disso e, segundo o ministro Eliseu Padilha, ao menos 60 votarão em agosto pelo afastamento definitivo de Dilma.

GILMAR MENDES: FIM DE FINANCIAMENTO PRIVADO FOI UM "SALTO NO ESCURO"


PARA MENDES, A ELEIÇÃO MUNICIPAL DESTE ANO
É UM "EXPERIMENTO INSTITUCIONAL"

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes, declarou nesta segunda-feira, 25, que a proibição do financiamento privado para as campanhas sem mudança no sistema eleitoral foi um "salto no escuro". Para Mendes, a eleição municipal deste ano é um "experimento institucional" e em novembro deverá haver uma discussão sobre uma reforma no sistema eleitoral.

Ele disse que há a preocupação no TSE de que "organizações criminosas atuem de maneira mais enfática" no processo, em outubro. Um dos principais desafios, de acordo com o ministro, é fiscalizar quem são os doadores pessoa física para saber se têm condições de repassar a quantia declarada aos candidatos.

Ele informou que há preocupação de que haja compra de CPFs, como tentativa de burlar as novas regras. Mendes também reforçou que há uma preocupação com a realização de caixa 2, considerando o teto de gastos fixado em um valor mais baixo do que em eleições anteriores e a falta de recursos regulares.

Para Mendes, há "distorções" no teto de alguns municípios e por isso o TSE deverá discutir casos separadamente. "Não teremos condições de evitar a judicialização, questões ligadas ao Ficha Limpa, vamos ter impugnações das eleições, inclusive por essa questão ligada ao teto, abuso de caráter econômico. Por isso dizemos até constrangidamente que o resultado na proclamação será provisório (...) Vamos chegar a outubro sem que temas estejam definitivamente resolvidos."

Gastos. Mendes anunciou nesta segunda-feira que o gasto total com a eleição municipal deste ano deverá ficar em torno de R$ 600 milhões. Apesar de apenas 122 pessoas terem registrado candidatura a prefeito, vice-prefeito ou vereador até o momento, a expectativa de Mendes é de que o número chegue a cerca de 530 mil candidatos até o dia 15 de agosto, prazo final para os registros eleitorais.

"As convenções ocorreram também agora, no final de semana, e então nós estamos diante de decisões que certamente vão multiplicar esses números nos próximos dias", disse o ministro. Segundo o presidente do TSE, não há nenhuma "razão específica" para o baixo número de registros. "Ninguém desistiu da política. Certamente nos mais de 5 mil municípios teremos um número expressivo de candidatos", declarou.

De acordo com Mendes, já houve uma redução nos prazos de campanha este ano e qualquer alteração no período estipulado para os registros eleitorais deve ser pensada para as eleições de 2018. Para ele, a ideia da redução de prazo já vinha sendo reforçada pelo TSE e somente após a eleição deste ano será possível fazer uma verificação para analisar os benefícios reais do encurtamento dos prazos.

"Isso talvez seja até uma contribuição para o barateamento das campanhas e tudo mais, embora também tenha consequências, certamente depois saberemos quem foi eleito, se houve mais sucesso na reeleição ou não (...) A redução de prazo tem consequência no que diz respeito à judicialização e à insegurança jurídica quanto ao verdadeiramente eleito, vamos ter anulações de eleições, realizações de eleições suplementares."

O TSE divulgou ainda que cerca de 144 milhões de brasileiros estão aptos para votar em 5.568 cidades. São Paulo é a que possui o maior número de eleitores: 8.886.324. Já o menor eleitorado está em Araguainha, no Mato Grosso, com 954 eleitores. Do total de eleitores, a maioria (52,21%) é mulher.

Houve uma redução entre os eleitores jovens. Do total, apenas 2,3 milhões de eleitores têm 16 ou 17. Em 2012, esse número chegou a quase três milhões. Para o ministro, a redução pode representar uma descrença dos jovens sobre a política e uma falta de incentivo dos políticos a esses eleitores. Do total de eleitores aptos, 11,3 milhões têm mais de 70 anos.

Segundo o TSE, 92 municípios poderão ter segundo turno porque têm mais de 200 mil eleitores. Em 2.380 cidades haverá votação com identificação biométrica, sendo que em 1.540 haverá 100% de biometria e em 840 cidades o sistema será híbrido, com a verificação pela digital apenas para parte dos eleitores, aqueles que já possuem dados coletados. (AE)

SEQUESTRADORES EXIGEM R$120 MILHÕES DE RESGATE PELA SOGRA BRASILEIRA DE ECCLESTONE


FABIANA, MULHER DE BERNIE ECCLESTONE, SUA
 MÃE APARECIDA E O "DONO" DA FÓRMULA 1.

A sogra brasileira do influente empresário Bernie Ecclestone, 85, Aparecida Schunck, foi sequestrada na sexta-feira (22) à noite, no bairro de Interlagos, em São Paulo, e os bandidos pedem um resgate de R$120 milhões para libertá-la com vida. Aparecida é mãe de Fabiana Flosi, 38, casada desde 2012 com Ecclestone, “dono” da Fórmula 1.

Fabiana e Bernie se conheceram em 2009, quando ela trabalhava na organização do Grande Prêmio do Brasil. A notícia do seqüestro foi divulgada pela revista Veja. Em 2010, Ecclestone, dono de uma fortuna avaliada em quase R$8 bilhões, se divorciou durante um rumoroso processo ao final do qual concordou em pagar R$1,7 bilhão à ex-mulher Slavica Radic uma ex-modelo croata com quem viveu por 25 anos. Fabiana se casou com Ecclestone em Gstaad, na Suíça. O resgate de R$120 milhões torna esse sequestro o maior já ocorrido no Brasil.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

ATLETA DE JIU-JITSU DA NOVA ZELÂNDIA DIZ TER SIDO ASSALTADO POR POLICIAIS, NO RIO



Por: Diário do Poder

A 12 dias do início dos Jogos Rio 2016, o atleta neozelandês Jason Lee diz ter sido vitima de “seqüestro relâmpago” por homens vestidos com uniformes da polícia para levantar dinheiro de duas caixas eletrônicos.

Atleta de Jiu-Jitsu, Jason Lee mudou-se em fevereiro para o Brasil para treinar, e contou sua história neste domingo (24), nas suas contas de Facebook e do Twitter: teria sido raptado por um grupo de homens vestidos de policiais e obrigado a retirar de caixas eletrônicos elevada soma de dinheiro, segundo informou o jornal NZ Herald on line.

“Fui ameaçado de prisão se não entrasse no carro privado deles para os acompanhar a dois caixas, a fim de levantar uma avultada soma de dinheiro para um suborno”. Depois o atleta comenta: “Não sei o que é mais deprimente, se isto acontecer a estrangeiros tão perto do início dos Jogos Olímpicos, se o fato de os brasileiros terem de viver numa sociedade que permite diariamente esta absoluta porcaria”.

O caso, que acontece a 12 dias do início dos jogos, é relatado também pela namorada de Lee, a jornalista neozelandesa Laura McQuillian, na sua conta de Twitter: “O meu namorado foi abordado por agentes da Polícia Militar que levaram a dois caixas e o forçaram a levantar dinheiro”.

Dilma diz que continua na luta e rejeita renúncia



Dilma Rousseff abespinhou-se com o noticiário do final de semana. Em notadivulgada por sua assessoria, a presidente afastada negou que esteja cogitando bater em retirada. “Não existe, nem nunca existiu, a hipótese de renúncia.”

O texto esclarece que Dilma “segue firme e determinada na luta para voltar ao Palácio do Planalto.” Deseja “resgatar a democracia, em respeito aos 54,5 milhões de votos que obteve em 2014.”

A revista Veja noticiou que, em reunião com Michel Temer, ministros e Rodrigo Maia, novo presidente da Câmara, Renan Calheiros disse ter ouvido de Dilma o seguinte desabafo: “Quero acabar logo com essa agonia.”

“Não é verdade que a presidenta Dilma Rousseff tenha se encontrado recentemente com o presidente do Senado”, realçou a nota. Em timbre otimista, o texto deu a entender que Dilma ainda rumina a expectativa de reverter o placar do impeachment:

“A resistência ao golpe vai continuar por meio de viagens da presidenta pelo Brasil e por meio do diálogo político construtivo com o Senado.”

Dilma parece viver sua agonia como uma pessoa que despenca do décimo andar e, ao passar pelo nono, constata: “Até aqui, tudo bem.” Aproximando-se do segundo, reflete: “Se nada me ocorreu até aqui, continuo na luta.”

domingo, 24 de julho de 2016

HOMEM AMEAÇA SE EXPLODIR DURANTE EXAME DA OAB, EM SALVADOR



Uma ameaça de bomba causou tumulto e desespero durante o exame da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), em Salvador, neste domingo (24). Um homem, com supostos explosivos amarrados ao corpo ameaçou se explodir no local da prova, no Centro Universitário Jorge Amado (Unijorge). Cerce de 3,4 mil pessoas estavam no local. Não há informações sobre possíveis reféns. A polícia tenta negociar com o homem.

Segundo a polícia local, antes de a prova começar, o homem entrou em uma das salas e fez a ameaça. Informações preliminares apontam que o suspeito também realizaria a prova. Segundo uma testemunha que estaria na mesma sala no momento da ameaça, o homem teria dito que há 11 anos tentava passar na prova sem sucesso. Neste domingo é realizada a primeira fase do exame em todo o país.

Desespero

Após a ameaça, houve muita correria no prédio. Testemunhas relataram os momentos de terror antes de deixarem o prédio. Um rapaz que estava no prédio contou a versão que escutou de uma mulher. “Ele chegou na sala, fechou a porta, levantou a blusa. Tinha gomas ao redor. Todos saíram correndo. Estamos esperando um pronunciamento da OAB, mas prova eu não faço mais hoje”, disse.

Muito assustada, uma moça relatou o desespero das pessoas que estavam no prédio. “Eu tinha acabado de sentar, começaram a correr. Todo mundo desesperado, fechando a porta, jogando cadeiras na porta para não abrirem, todos se jogando no chão”, disse.

Um outro depoimento, explicou que o homem abriu uma mala e mandou que todos deixassem o prédio. “Ele abriu a mala, pegou um papelote com fios, falou que queria dar um recado. Abriu a jaqueta, estava com esparadrapo e bombas no corpo. Ele disse: ‘dou dez minutos para vocês saírem e vou explodir’”, contou.

Vídeo mostra a correria e o desespero das pessoas que estavam no prédio.

Projeto que libera cassinos e jogos de azar no Brasil ganha apoiadores


boni

Uma turma de peso se juntou para apoiar o projeto que libera cassinos e jogos de azar no país.

Reúne o bicheiro Anísio Abraaão David, o presidente do Ibope Carlos Augusto Montenegro e José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, ex-todo poderoso da Globo.

O grupo faz reuniões periódicas para debater o tema e ajuda os parlamentares a favor da lei com dinheiro e pesquisas.

MPF OBTÉM PROVAS DE QUE LULA COMETEU CRIME DE OBSTRUÇÃO DA JUSTIÇA



Por: Diário do Poder

O Ministério Público Federal reforçou a denúncia contra Lula e outras seis pessoas pela tentativa de obstruir a Justiça, crime cuja pena máxima chega a oito anos de prisão. Apontado como chefe da trama, o ex-­presidente “impeliu a adoção de medidas para a compra do silêncio de Nestor Cerveró”, ex-diretor da Petrobras envolvido no escândalo, segundo documento do MPF à Justiça. revelado na revista Veja que circula neste fim de semana.A intenção do grupo, de acordo com a denúncia, era ocultar fatos que pudessem comprometer o ex-presidente e um de seus amigos mais próximos, o pecuarista José Carlos Bumlai, também preso, numa operação fraudulenta que rendeu 12 milhões de reais ao PT.

Lula escalou o então senador Delcídio do Amaral (PT-MS), líder do governo Dilma no Senado, para “contornar” o problema por eio de suborno. O MPF entregou à Justiça extratos bancários com as transferências de dinheiro, mensagens de funcionários do Instituto Lula e bilhetes aéreos que comprovam as reuniões entre o ex-presidente e o senador, cujo mandato foi cassado após o escândalo.

O ex-presidente é alvo de múltiplas investigações em três capitais. Em Curitiba, há duas investigações que apuram suspeitas de corrupção, ocultação de patrimônio e organização criminosa a respeito da compra de um sítio em Atibaia, interior de São Paulo, e de um apartamento tríplex no Guarujá, litoral paulista. Em São Paulo, o Ministério Público pediu a prisão preventiva de Lula sob a acusação de ter praticado os crimes de lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. Em Brasília, o terceiro pólo das investigações, além dos dois casos de obstrução da Justiça, Lula é investigado por suspeita de tráfico de influência internacional em favor da Odebrecht em países onde a empreiteira desenvolve projetos financiados pelo BNDES.

PROCURADORIA PEDE AO STF URGÊNCIA NO CASO DE GLEISI E PAULO BERNARDO



O Mistério Público Federal requereu ao Supremo Tribunal Federal (STF) urgência no julgamento da denúncia criminal contra a senadora Gleisi Hoffmann (PT/PR) e do marido dela, o ex-ministro do Planejamento (Governo Lula), Paulo Bernardo. A acusação diz que em 2010 a campanha de Gleisi recebeu R$ 1 milhão do esquema de propinas instalado na Petrobras.

Em manifestação ao STF, a procuradora-geral da República em exercício Ela Wiecko afirma que Paulo Bernardo agiu como "verdadeiro operador" de Gleisi. Segundo Ela Wiecko, o ex-ministro solicitou recursos de origem ilícita para abastecer a campanha da mulher.

A base da denúncia da Procuradoria-Geral da República são as delações premiadas do ex-diretor da Petrobtras Paulo Roberto Costa (Abastecimento) e do doleiro Alberto Youssef, personagens decisivos da Operação Lava Jato - suas revelações incriminaram dezenas de políticos com foro privilegiado perante a Corte máxima, entre deputados e senadores.

Paulo Bernardo foi preso na Operação Custo Brasil, deflagrada em junho pela Polícia Federal e pela Procuradoria em São Paulo. Ele teria recebido R$ 7,1 milhões em propinas de um esquema com empréstimos consignados no âmbito do Ministério do Planejamento, entre 2010 e 2015.

Seis dias depois de sua prisão, o ex-ministro foi solto por ordem de Dias Toffoli, ministro do STF.

A denúncia contra Gleisi e o marido ao Supremo foi apresentada em maio por Rodrigo Janot, procurador-geral da República. O casal foi indiciado pela Polícia Federal por corrupção passiva.


A PF sustenta que Paulo Bernardo pediu o dinheiro a Paulo Roberto Costa. Durante dez anos, Costa comandou a Diretoria de Abastecimento da estatal petrolífera. Indicado pelo PP para o cargo, Costa foi o precursor do esquema de propinas na Petrobrás segundo a Lava Jato.

A operação de entrega dos recursos para a campanha de Gleisi ficou a cargo do doleiro Yousseff, segundo a Lava Jato. O dinheiro teria sido repassado por um empresário de Curitiba. A PF concluiu que Paulo Bernardo sabia da origem ilícita do dinheiro.

Quando a Procuradoria denunciou Gleisi e Paulo Bernardo ao Supremo, a defesa da senadora e do ex-ministro rechaçou a acusação. "Todas as provas que constam no inquérito comprovam que não houve solicitação, entrega ou recebimento de nenhum valor por parte da senadora", destacaram, na ocasião, os advogados Verônica Sterman e Rodrigo Mudrovitsch. "A denúncia sequer aponta qualquer ato concreto cometido. Baseia-se apenas em especulações que não são compatíveis com o que se espera de uma acusação penal", disseram.

Os advogados que defendem Gleisi e Paulo Bernardo anotaram, ainda, que "são inúmeras as contradições nos depoimentos dos delatores que embasam a denúncia, as quais tiram toda a credibilidade das supostas delações". "Um deles apresentou, nada mais, nada menos, do que seis versões diferentes para esses fatos, o que comprova ainda mais que eles não existiram", afirmam.

"As referências ao ex-ministro Paulo Bernardo na denúncia baseiam-se em declarações contraditórias e inverossímeis. Não houve qualquer envolvimento dele com os fatos narrados na denúncia. Demonstraremos isso com veemência e acreditamos que a denúncia não pode ser recebida", ressaltaram Verônica Sterman e Rodrigo Mudrovitsch.

sábado, 23 de julho de 2016

Terrorismo à brasileira: o que há por trás das prisões


AMEAÇA Nível 4 - As forças de segurança simularam diversas situações de ataque terrorista durante os Jogos do Rio de Janeiro
AMEAÇA Nível 4 - As forças de segurança simularam diversas situações
 de ataque terrorista durante os Jogos do Rio de Janeiro (YASUYOSHI CHIBA/AFP)

Na revista Veja desta semana

Estirado em um velho sofá azul, vestindo calças camufladas de combatente e com os cabelos desgrenhados, um jovem imberbe esforça-se para explicar a um interlocutor as suas convicções sobre algo que parece conhecer pouco, o Islã. Brasileiro, ele se confessa admirador de uma certa “doutrina do terror”. Explicando melhor, considera justificável que inocentes sejam assassinados em ataques suicidas para vingar a morte de muçulmanos. Ele sabe que está sendo filmado. “Fomos nós, muçulmanos, que invadimos o país deles?”, questiona. O diálogo não segue uma lógica cartesiana, mas fica claro que ele se refere ao atentado ocorrido na Flórida, em que 49 pessoas morreram num ataque terrorista a uma boate gay. “Mataram cinquenta lá. E os 10 000 do Afeganistão? Não tiro a razão dos caras”, diz. O rapaz sofre para organizar o raciocínio, enquanto pronuncia palavras arrastadas, balbucia coisas incompreensíveis, chegando a aparentar uma descompensação mental. Por fim, festeja o atentado em Nice, na França, que fez 84 mortos, “infiéis”, como ele os chama.

As cenas desse vídeo levaram a Polícia Federal a desencadear a operação antiterror da semana passada, a maior do gênero já vista no Brasil. Foram expedidos vinte mandados de busca e apreensão em dez estados. Onze homens foram presos e um ainda estava foragido até o fechamento desta edição de VEJA. Todos foram transferidos para o presídio de segurança máxima em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. O rapaz que admira a “doutrina do terror” vinha sendo monitorado havia meses por agentes da Divisão Antiterrorismo. Ele e outros onze brasileiros participavam de grupos que juraram lealdade ao Estado Islâmico, discutiam estratégias de combate, tentavam aliciar pessoas. Eram só observados, até o momento em que um deles tentou comprar um fuzil AK-47 pela internet, outro recomendou que fizessem treinamento de tiro, um terceiro conclamou os colegas a se matricularem em cursos de artes marciais — e todos conversavam sobre um ataque durante os Jogos do Rio de Janeiro.

A suposta “célula brasileira do Estado Islâmico” vinha sendo monitorada pela Polícia Federal e pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Os investigadores acompanhavam os passos do grupo pela internet, no Facebook, no Twitter e em aplicativos de troca de mensagens. A princípio, os “defensores da sharia”, código de leis seguido pelos muçulmanos radicais, não pareciam ameaçadores. Entre as mensagens captadas pela polícia estão discussões sobre se o grupo deveria ou não considerar a possibilidade de cometer um atentado no Brasil, já que, como disse um dos integrantes, o país não participa da coalizão que combate o Estado Islâmico (ao que outro participante retrucou que o Brasil não, mas alguns dos países que virão ao Rio para a Olimpíada sim). Em outro diálogo, um dos suspeitos afirma estar juntando dinheiro para “combater na Síria” e pergunta se alguém conhece um recrutador por lá. Nas mensagens, eles pronunciam palavras em árabe e trocam imagens de armas e vídeos que mostram execuções perpetradas pelos terroristas do EI. Também manifestam ódio aos xiitas — os membros do EI são muçulmanos sunitas. Os suspeitos presos na operação batizada de Hashtag são, na maioria, cidadãos de baixa renda que vivem na periferia das capitais.

Depois dos atentados em Orlando e Nice, e com a proximidade da Olim­píada, a polícia brasileira achou que esse bando de amadores não podia ser desprezado. Invocou a Lei Antiterror, recém-­aprovada, e pediu a prisão preventiva do grupo, decretada pelo juiz Marcos Josegrei da Silva, titular da 14ª Vara Federal de Curitiba. Deflagrada num momento de tensão global com a ameaça de ataques, a operação provocou grande repercussão na imprensa mundial.

A ação policial está absolutamente correta do ponto de vista preventivo, mas acabou escancarando o que poucos brasileiros sabem: a disputa renhida entre a Abin e a PF pelo protagonismo no combate ao terrorismo. A Abin e a PF não se entendem, embora devessem trabalhar em parceria. Neste caso, a Abin defendia a ideia de que a “célula terrorista” continuasse sendo monitorada, sem alarde, mantendo-se a estratégia adotada em grandes eventos. Para a Abin, publicidade gera imitação. Outros grupos podem querer suplantar a atenção e promover atos ainda mais sensacionais. Além disso, a publicidade excessiva pode provocar medo, até pânico, em setores da população. Na Copa do Mundo, em julho de 2014, a Abin foi informada sobre a possibilidade de um atentado no Maracanã, inclusive com o uso de drones. Discretamente, deteve os suspeitos, fez um cerco ao estádio, bloqueou o espaço aéreo, e ninguém percebeu nada de anormal. É o que os serviços secretos chamam de “operação invisível”.

Com reportagem de João Pedroso de Campos, Caio Salles e Giulia Vidale

CNJ SEPULTA 14 QUEIXAS DE SUSPEITOS CONTRA O JUIZ FEDERAL SÉRGIO MORO



Políticos suspeitos ou leais a ex-governantes suspeitos protocolaram inúmeras queixas contra Sérgio Moro, o juiz da Operação Lava Jato, mas o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) já julgou improcedentes 14 dessas ações. Entre os que pretendem afastar Moro estão senadores investigados como Gleisi Hoffman (PR) e Lindbergh Farias (RJ), além de parlamentares dilmistas e lulistas citados em delações premiadas.

A corregedora do CNJ, ministra Nancy Andrighi, negou dois pedidos liminares pedindo afastamento de Sérgio Moro das funções de juiz.

Tentam melar a Lava Jato, afastando Sergio Moro, tipos como Telmário Mota (PDT-RR), cuja mulher deputada foi condenada por corrupção.

Dilmistas provocaram risos alegando que Moro incita a “subversão da ordem política e social”, ao punir os ladrões ligados ao antigo governo.

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Moro nega pedido da defesa de Lula e diz: ‘Falta seriedade’


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a presidente Dilma Rousseff e o juiz federal Sergio Moro (Foto: Daniel Teixeira/Estadão Conteúdo/Arquivo; Gisele Pimenta/Framephoto/Estadão Conteúdo)

G1

O juiz federal Sérgio Moro se manifestou nesta sexta-feira (22) sobre o pedido da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que pedia ao magistrado para que se considerasse suspeito para julgar os processos envolvendo a figura de Lula. No texto de 14 páginas, o magistrado rebate os argumentos da defesa e diz que não vê problemas em continuar conduzindo as ações em trâmite na Justiça Federal que falam sobre o ex-presidente.

A petição dos advogados foi protocolada no dia 5 de julho. A defesa de Lula citava diversos momentos em que consideraram que Moro teria extrapolado o papel de juiz, interferindo ainda na forma como a opinião pública passaria a pensar a figura do ex-presidente. Para os advogados, Sérgio Moro perdeu a condição de imparcialidade com a qual o juiz deveria conduzir os julgamentos.

Moro começa o texto lembrando que sob a 13ª Vara Federal de Curitiba correm três inquéritos que investigam o ex-presidente. Nenhum deles, porém, tem qualquer conclusão, nem mesmo a abertura de ação penal contra Lula até o momento.

O juiz lembra que ao longo dessas três investigações, em vários momentos, ele indeferiu pedidos do Ministério Público Federal e da Polícia Federal. Entre eles, estaria o pedido de prisão temporária de associados de Lula e também um pedido de condução coercitiva da ex-primeira-dama, Marisa Letícia Lula da Silva.

"Então não vislumbro como se pode extrair dessas decisões ou de qualquer outra decisão interlocutória dos processos, motivada a apreciação judicial pelo requerimento das partes, causa para suspeição", diz o juiz.

A defesa de Lula questionava, por exemplo, a imparcialidade de Moro ao deferir o pedido de condução coercitiiva, realizado em março deste ano. Para os advogados, houve motivação política na decisão do juiz. "Se houve exploração política do episódio, isso não ocorreu da parte deste julgador, que, aliás, proibiu rigorosamente a utilização de algemas, a filmagem ou registro fotográfico do episódio. Nem aparenta ter havido exploração política do episódio pela Polícia Federal ou pelo Ministério Público Federal", pontuou Moro.

Quanto à alegação de que houve excesso do juiz ao interceptar os terminais telefônicos ligados ao advogado Roberto Teixeira, que faz parte da defesa de Lula, Moro disse que o jurista é também investigado, porque teria auxiliado os empresários que compraram o sítio usado pelo ex-presidente e que é alvo de um dos inquéritos que correm em Curitiba. "Somente foi interceptado Roberto Teixeira, com resultados parcos, mas isso diante de indícios de seu envolvimento em crimes de lavagem de dinheiro e não como advogado", escreveu o juiz.

Acerca do levantamento de sigilo dos grampos envolvendo o ex-presidente e autoridades como o então ministro da Casa Civil, Jacques Wagner e a presidente afastada Dilma Rousseff, Moro disse que também não há qualquer indício de que ele tenha agido de forma parcial ao divulgar essas informações. "Por outro lado não há qualquer afirmação deste julgador da procedência das suspeitas do MPF contra o ex-Presidente no esquema criminoso da Petrobrás", diz.

Moro também negou que tenha participado de eventos políticos de pessoas contrárias ao ex-presidente ou ao PT. "Trata-se aqui de afirmação falsa. Este julgador jamais participou de evento político. Nenhum dos eventos citados, organizados principalmente por órgãos da imprensa, constitui evento político. Quanto à afirmação do Excipiente de que seria vítima de calúnias ou difamações por parte dos órgãos de imprensa organizadores dos eventos, oportuno lembrar que, ainda que isso fosse verdadeiro, não controla este julgador a linha editorial de tais órgãos de imprensa", disse.

Moro também fez críticas à atuação da defesa, por invocar a suspeição do juiz sem ter provas para tal, na avaliação dele."Em síntese de todo o exposto, não há nenhum fato objetivo que justifique a presente exceção, tratando-se apenas de veículo impróprio para a irresignação da Defesa do Excipiente contra as decisões do presente julgador e, em alguns tópicos, é até mesmo bem menos do que isso. Rigorosamente, apesar do direito à ampla defesa, não se justifica o emprego da exceção de suspeição sem que haja mínimos fatos objetivos que a justifiquem", disse Moro.

Ao final do documento, Moro determinou que os autos fossem enviados ao Ministério Público Federal e à defesa de Lula. Assim que ambas as partes se manifestarem, os documentos deverão ser encaminhados ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre, para que os desembargadores decidam se mantêm o processo nas mãos de Moro ou encaminham a outro juiz.

Outro lado

Em nota, o advogado Roberto Teixeira voltou a dizer que Moro é quem cometeu crimes ao liberar os grampos nos telefones dele. "É ridículo o argumento usado por Moro para me atribuir – sem a existência sequer de uma acusação formal do Ministério Público – a prática de ato criminoso. Segundo ele, a minha presença na prática criminosa estaria caracterizada porque eu participei da elaboração das minutas de escritura de compra e venda de um sítio em Atibaia (SP) e do recolhimento das assinaturas necessárias para formalização do documento à época assessorando meus clientes Fernando Bittar e Jonas Suassuna", diz.

Segundo o advogado, esses atos fazem parte do exercício da advocacia, sem nenhuma conotação com qualquer atividade criminosa. "O Conselho Federal da OAB já se manifestou em relação ao caso concreto perante o Supremo Tribunal Federal e confirmou que apenas pratiquei atos privativos da advocacia, que não configuram qualquer crime", afirma Teixeira.

Ele diz ainda que levará a situação à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) "e também aos órgãos que têm a obrigação de fazer cumprir a Constituição Federal, os Tratados Internacionais e as leis".

Facebook liberou dados de investigados por terrorismo, diz juiz


Zaid Mohammad Abdul Rahman Duarte
Zaid Mohammad Abdul Rahman Duarte, um dos investigados pela PF (Reprodução)

Veja.com

O juiz Marcos Josegrei, titular da 14ª Vara Federal de Curitiba, afirmou nesta quinta-feira que o Facebook abriu todos os dados dos suspeitos de tramar um atentado durante a Olimpíada quando a empresa foi informada de que a investigação apurava suposta prática de terrorismo. De acordo com o magistrado, a rede liberou acesso a informações de comunidades e chats secretos. “Eles abriram geral. Colaboraram bastante”, afirmou. Josegrei foi o responsável por decretar a prisão de doze investigados.

A postura da rede social condiz com a política global adotada pelo Facebook em relação ao terrorismo: a empresa costuma alertar as autoridades dos países quando detecta conteúdo terrorista em chats ou páginas. Procurado, o Facebook informou que não pode se posicionar sobre um caso específico.

Sobre as conversas capturadas via WhatsApp, contudo, o magistrado não deu mais detalhes. A empresa não repassa conteúdos de mensagens à Justiça porque alega que seu sistema de criptografia impede que o próprio aplicativo tenha acesso às conversas.

Confira a seguir a nota do Facebook sobre a questão:
“Temos tolerância zero com terrorismo no Facebook. Removemos contas de terroristas e conteúdos que promovam terrorismo assim que tomamos ciência sobre esse tipo de material. Se identificarmos perfis ou material com teor terrorista, também buscamos contas ou conteúdos relacionados e os removemos da plataforma. Se detectarmos evidências de ameaça de dano iminente ou ataque terrorista, nós acionamos as autoridades para a aplicação da lei”

IRMÃOS SCHINCARIOL SERÃO PROCESSADOS POR MONTAR ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA



Por: Diário do Poder

O juiz federal de Assis (SP) Luciano Tertuliano da Silva recebeu denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra os irmãos Fernando Machado Schincariol e Caetano Schincariol Filho (proprietários da Cervejaria Malta) e mais quatro pessoas. Presos preventivamente desde maio deste ano, eles são acusados de organização criminosa, falsidade ideológica, fraude processual e sonegação de tributos que totalizam cerca de R$ 2 bilhões.Outros quatro acusados – o advogado Mauro Henrique Alves Pereira, o contador Marcos Oldack Silva, o ex-policial militar Edson de Lima Fiúza e a empresária Roberta Silva Chacon Pereira – também responderão pelos mesmos crimes atribuídos aos Schincariol.

Segundo a denúncia, os réus ‘montaram uma organização criminosa estável por mais de 10 anos’. Eles agiriam por meio de diferentes artifícios. “Recentes sentenças em processos de reclamações trabalhistas reconheceram a ‘associação’ da Cervejaria Malta a outras quatro empresas de ‘fachada’, as distribuidoras de bebidas Oeste Beer, Corner Beer, VMX e a transportadora COC, que se sucediam frequentemente, trocando empregados entre si, para deixar de assumir obrigações trabalhistas”.

“Os réus montaram harmoniosa e estruturada organização voltada a propiciar à Cervejaria Malta mecanismos patrimoniais e financeiros à continuidade de suas atividades, com finalidade específica de cometimento de crimes”, sustentam os procuradores da República Célio Vieira da Silva e Diego Fajardo Maranha Leão de Souza, autores da denúncia.

ITAMARATY FAZ REPARAÇÃO A DIPLOMATA SABOIA, PERSEGUIDO NA ERA DILMA


DIPLOMATA EDUARDO SABÓIA. FOTO: FÁBIO RODRIGUES POZZEBOM/ABR

O diplomata Eduardo Saboia, herói brasileiro que salvou a vida do ex-senador boliviano Roger Molina, entrou no Quadro de Acesso para promoção a embaixador. Começa-se a fazer justiça no Itamaraty. Perseguido no governo Dilma, foi deixado no limbo da carreira pela covardia do então chanceler Antônio Patriota, cujo gabinete chegou a ordenar que Molina fosse confinado a um cubículo, durante o longo e penoso asilo de 456 dias da embaixada do Brasil em La Paz. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Eduardo Sabóia foi punido por honrar as tradições da Casa de Rio Branco, desafiando a omissão e a crueldade do governo brasileiro.

Chefiando interinamente a embaixada de La Paz, Sabóia percebeu que Molina corria risco de morrer. E assumiu o risco de tirá-lo da Bolívia.

O chanceler José Serra faz justiça a Sabóia, mas comete o erro de aceitar a indicação de Patriota para a embaixada do Brasil em Roma.

João Santana diz ter mentido para poupar Dilma



Interrogado pelo juiz Sérgio Moro num dos inquéritos do petrolão, o marqueteiro João Santana admitiu que os US$ 4,5 milhões depositados pelo lobista Zwi Skornicki em sua conta secreta na Suíça referem-se a serviços que prestou à campanha de Dilma Rousseff em 2010. Tudo no “caixa dois”, escondido da Justiça Eleitroal. Reconheceu que mentiu ao afirmar, em depoimento que prestou em fevereiro, que a verba fora amelhada em campanha no exterior. Falseou a verdade para não incriminar Dilma.

“Eu achava que isso poderia prejudicar profundamente a presidenta Dilma”, afirmou Santana. “Eu raciocinava comigo: eu, que ajudei, de certa maneira a eleição dela, não serei a pessoa que vai destruir a Presidência. Nessa época, já iniciava um processo de impeachment. Mas ainda não havia nada aberto. Eu sabia que isso poderia gerar um grave problema, sinceramente, até para o próprio Brasil.” (...)



quinta-feira, 21 de julho de 2016

Saiba quem são os brasileiros suspeitos de planejar atentado


Isis do Brasil
Vitor Magalhães e Antônio Andrade dos Santos (o primeiro à direita
 e primeiro à esquerda na foto acima) estão entre eles

O grupo de brasileiros alvo da Operação Hashtag da Polícia Federal, que prendeu dez pessoas sob suspeita de tramar ataques terroristas durante a Olimpíada, inclui catorze nomes – alguns deles adotaram nomes árabes ou falsos para se comunicar nas redes sociais: Alisson Luan de Oliveira, Antonio Andrade dos Santos Junior (Antonio Ahmed Andrade), Daniel Freitas Baltazar (Caio Pereira), Hortencio Yoshitake (Teo Yoshi), Israel Pedra Mesquita, Leandro França de Oliveira, Leonid El Kadri de Melo (Abu Khalled), Levi Ribeiro Fernandes de Jesus (Muhammad Ali Huraia), Marco Mario Duarte (Zaid Duarte), Matheus Barbosa e Silva (Ismail Abdul-Jabbar Al-Brazili), Mohamad Mounir Zakaria (Zakaria Mounir), Oziris Moris Lundi dos Santos Azevedo (Ali Lundi), Valdir Pereira da Rocha (Valdir Mahmoud) e Vitor Barbosa Magalhães (Vitor Abdullah). Da lista, dois suspeitos foram conduzidos coercitivamente para depor e outros dois estão foragidos. El Kadri e Pereira da Rocha já foram condenados por homicídio.

Levantamento de VEJA publicado nesta semana revela que 32 brasileiros juraram fidelidade ao Estado Islâmico. Pelo menos quatro deles, incluindo Vitor Magalhães e Antônio Andrade dos Santos (o último à direita e o primeiro à esquerda) estão entre os investigados pela Operação Hashtag.

MP do DF denuncia Lula por obstrução da Justiça


O ex-presidente Lula, participa de evento com líderes sindicais, contra a privatização de empresas estatais brasileiras e contra o presidente da República em exercício, Michel Temer, no Rio de Janeiro (RJ) - 06/06/2016
Lula: denunciado (MP do DF denuncia Lula por obstrução da Justiça/AFP/AFP)

Veja.com

O Ministério Público Federal no Distrito Federal apresentou nesta quinta-feira denúncia contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-senador Delcídio do Amaral, o pecuarista José Carlos Bumlai, o banqueiro André Esteves e outras três pessoas sob a acusação de interferir para atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato. O processo corre em sigilo.

O caso foi encaminhado ao MP do DF depois que Delcídio do Amaral perdeu o foro privilegiado, ao ter o mandato cassado pelo Senado. Também foram denunciados Diogo Ferreira Rodriguez, Edson Siqueira Ribeiro Filho e Maurício Barros Bumlai

Em dezembro do ano passado, o procurador-geral da República Rodrigo Janot já havia denunciado o grupo com base na delação de Delcídio. Segundo Janot, ficou claro que Lula é que coordenava a operação de compra de silêncio de Nestor Cerveró, então prestes a fazer um acordo de delação premiada. As tratativas acabaram por colocar Delcídio na cadeia.

Como VEJA revelou em maio, o depoimento de Delcídio do Amaral, combinado a provas como mensagens eletrônicas e extratos telefônicos, reforçam a convicção dos investigadores de que o ex-presidente coordenou operação para comprar o silêncio de uma testemunha que poderia comprometê-lo.

Após analisar quebras de sigilo bancário e telefônico e cruzar essas informações com dados de companhias aéreas, além de depoimentos de delatores da Lava Jato, Janot concluiu que Lula exerceu papel de mando numa quadrilha cujo objetivo principal era minar o avanço das investigações do petrolão. Disse o procurador-geral na denúncia: “Ocupando papel central, determinando e dirigindo a atividade criminosa praticada por Delcídio do Amaral, André Santos Esteves, Edson de Siqueira Ribeiro, Diogo Ferreira Rodrigues, José Carlos Costa Marques Bumlai e Maurício de Barros Bumlai (…), Luiz Inácio Lula da Silva impediu e/ou embaraçou a investigação criminal que envolve organização criminosa”.

PF prende grupo que preparava ataques terroristas no Brasil


Polícia Federal deflagra Operação Boca Livre, em São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal

Veja.com

Há um mês, VEJA revelou a existência de um relatório de inteligência do serviço secreto brasileiro que indicava a existência de células do Estado Islâmico no Brasil. Um dos alvos prioritários no monitoramento de terroristas no Brasil era um militante do Estado Islâmico que se identifica nas redes de propaganda do grupo como Ismail Abdul Jabbar Al-Brazili, “O Brasileiro”. Nesta quinta-feira, faltando 15 dias para a abertura dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, a Polícia Federal deflagrou a Operação Hashtag, que prendeu um grupo de dez brasileiros – um menor de idade incluído – que planejava um atentado durante as competições.

Para a Justiça, há indícios de que o grupo é uma célula do Estado Islâmico no país. Foram expedidos 12 mandados de prisão temporária por 30 dias podendo ser prorrogados por mais 30. “Eles passaram de simples comentários sobre o Estado Islâmico para atos preparatórios [de terrorismo]”, disse o ministro da Justiça Alexandre de Moraes. As autoridades identificaram que o grupo fez uma espécie de “batismo”, de “juramento” ao Estado Islâmico.

A Divisão Antiterrorismo da Polícia Federal monitorou mensagens trocadas pelos brasileiros em redes sociais, especialmente via Telegram e Whatsapp, e detectou que havia o risco real de se repetir no Rio atos extremistas como o que vitimou 50 pessoas na boate Pulse, em Orlando, há pouco mais de um mês. As ordens eram para adquirir armamento e iniciar ou ampliar treinamento em artes marciais. Um dos investigados entrou em contato com um site de armas clandestinas no Paraguai, solicitando a compra de um fuzil AK-47.

Nas conversas monitoradas com autorização judicial, os suspeitos também discutiam táticas de guerrilha e propagavam intolerância racial, de gênero e religiosa. Foram interceptadas mensagens de comemoração pelas execuções feitas pelo grupo extremista e pelos recentes massacres em Orlando e em Nice.

Foram realizadas buscas e apreensões no Amazonas, Ceará, Paraíba, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul. Uma ONG com atuação na área humanitária também é investigada.

O recrutamento do grupo preso nesta quinta-feira foi feito via internet, prática habitual do Estado Islâmico. VEJA revelou em junho a existência de um relatório reservado em que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) estipulava em 4, numa escala de 1 a 5, o nível de ameaça terrorista ao Brasil durante os Jogos Olímpicos do Rio.

SOBRINHO DE LULA É MORTO EM GUARUJÁ APÓS BRIGA



Por: Diário do Poder

Marcelo Rúbio Lima Gomes, o Pernão, de 36 anos, filho de um irmão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por parte de pai, foi assassinado em Guarujá, no litoral sul de São Paulo. Segundo a polícia, Gomes foi assassinado por Marcelo Machione Mendes Faria, o Marcelinho, de 34 anos, após uma briga entre os dois. O acusado está foragido. A vítima foi sepultada na segunda-feira (18).

O crime aconteceu na noite deste domingo, 17, em um bar localizado na esquina da Avenida São João com a Rua Professor Carvalho Pinto, no bairro do Pae Cará, no distrito de Vicente de Carvalho, e é investigado por uma equipe do 2º Distrito Policial do Guarujá.

De acordo com os investigadores, Pernão, armado com uma faca, e Marcelinho, que portava um revólver, estavam com um grupo que bebia e escutava funk no local quando começaram a discutir. A polícia ainda não sabe o motivo da discussão.

quarta-feira, 20 de julho de 2016

TSE divulga limite de gastos para eleições municipais deste ano


Ao todo, prefeitos de 22 capitais têm a possibilidade de disputar um segundo mandato consecutivo

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou nesta quarta-feira os limites de gastos para as campanhas e contratação de pessoal na eleição municipal deste ano. Segundo a tabela, candidatos a prefeito de São Paulo são os que poderão gastar mais: 45,4 milhões de reais no primeiro turno da disputa e 13,6 milhões de reais em um eventual segundo turno.

Já os candidatos a vereador de Manaus (AM) são aqueles que poderão usar a maior quantia na campanha para ocupar uma vaga no Legislativo: até 26,8 milhões de reais. O limite de gastos é baseado na eleição passada. No primeiro turno, corresponde a 70% do maior gasto declarado para o cargo de prefeito ou vereador em 2012. Nos locais onde houve dois turnos, corresponde a 50%.

Já para o segundo turno das eleições deste ano, o teto fixado para as despesas corresponde a 30% dos 70% fixados para o primeiro turno. Os valores foram corrigidos de acordo com a variação de 33,76% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de outubro de 2012 a junho de 2016.

Nos cerca de 3.800 municípios com até 10.000 eleitores, o limite será de 108.000 reais para campanha de prefeito e de 10,8 mil reais para vereador, segundo a lei da reforma eleitoral de 2015.

Caçapava - Com 69.720 eleitores, terá eleições em turno único. E os gastos permitidos nas eleições deste ano, segundo o TSE, serão:

Prefeito = R$ 372.288,27

Vereador = R$ 27.694,03

Veto à Kátia Abreu


Por Ricardo Noblat

Está com os dias contados o sonho da senadora Kátia Abreu (PMDB-TO), ex-ministra da Agricultura do governo Dilma, de voltar à presidência da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil.

O poderoso Sindicato Rural de Uberaba (o maior PIB agrícola de Minas Gerais e o quarto do Brasil) rebelou-se contra a pretensão de Kátia em carta enviada por seu presidente ao presidente da Federação da Agricultura do Estado de Minas Gerais, Roberto Simões.

Kátia não deve ser reconduzida ao cargo porque ela se compôs com "forças tradicionalmente contrárias ao setor do agronegócio" (leia-se: PT e partidos de esquerda).

Antes conservadora, Kátia rendeu-se aos encantos de Dilma (sim, ela deve possui-los!) e prometeu descer com a presidente afastada a rampa do Palácio do Planalto se o impeachment triunfar.

SRU (Foto: João Bosco Rabello)

PAULO BERNARDO DIZ NA PF QUE NÃO RECEBEU PROPINA DE R$7,1 MILHÕES


ELE SUGERE QUE AMIGO ADVOGADO FICOU COM O DINHEIRO SURRUPIADO


Alvo da Operação Custo Brasil, Paulo Bernardo (ex-ministro do Planejamento do governo Lula e ex-ministro das Comunicações no governo Dilma) declarou à Polícia Federal em São Paulo, nesta terça-feira (19), que não recebeu propinas de R$7,1 milhões do esquema Consist.

A Consist é uma empresa de software que fez acordo com entidades contratadas pelo Planejamento na gestão de Paulo Bernardo, em 2010. Cabia à Consist gerenciar o dinheiro emprestado a milhões de servidores públicos. O esquema teria desviado R$ 100 milhões de empréstimos consignados entre 2010 e 2015 por meio da cobrança de taxas altas.

Questionado sobre anotações encontradas no escritório do advogado Guilherme Gonçalves, de Curitiba, que indicam supostos repasses de valores em seu favor, Paulo Bernardo negou ter sido beneficiário. Ele sugeriu que Gonçalves pode ter ficado com o dinheiro.

O ex-ministro afirmou à PF que não teve relação com o acordo de cooperação técnica firmado por entidades com a Consist, contratada para administrar a liberação dos consignados a milhões de servidores. Mas admitiu ter tido uma reunião com as entidades para tratar do tema.

A PF insistiu sobre os registros encontrados no escritório do advogado. Paulo Bernardo disse que não pode responder pelas anotações de Guilherme Gonçalves. O ex-ministro deu a entender que Gonçalves pode ter se valido do seu nome para obter benefícios.

Paulo Bernardo foi preso na Operação Custo Brasil no dia 23 de junho, sob suspeita de recebimento de propinas de R$ 7,1 milhões do esquema de empréstimos consignados no âmbito do Ministério do Planejamento.

A Custo Brasil é um desdobramento da Pixuleco II que, em agosto de 2015, descobriu o esquema dos consignados. Um dos alvos da Pixuleco II, o advogado Alexandre Romano, o Chambinho, fez delação premiada e revelou os bastidores do caso Consist.

Valores obtidos ilicitamente teriam abastecido a campanha de Gleisi Hoffmann (PT/PR), mulher de Paulo Bernardo, ao Senado em 2010.

No dia 29 de junho, o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou soltar Paulo Bernardo.

A Custo Brasil investiga suposto desvio de R$ 100 milhões de empréstimos consignados no âmbito do Planejamento, desde 2010 (gestão Paulo Bernardo). Por meio de seus advogados, ele nega categoricamente ligação com o esquema Consist.

Quando Paulo Bernardo foi preso, a Procuradoria da República destacou. "O esquema permaneceu durante mais de cinco anos. Não era um esquema isolado, um ato isolado. Era um esquema permanente e estável em que havia recebimento de valores altos, valores milionários. Em alguns casos, isso não se aplica a todos, se verificou atitudes fraudulentas para induzir em erro o juízo, como por exemplo, por meio da simulação de contratos de serviços após a deflagração da Pixuleco II, em agosto de 2015. Houve atos nesse sentido de tentar simular uma prestação de serviços", declarou Andrey Borges na sexta-feira (24), após audiência de custódia de Paulo Bernardo e de outros alvos da Custo Brasil.

À saída da PF, após cerca de quatro horas de depoimento, o ex-ministro declarou a jornalistas que não tem envolvimento com a Consist. "Esse contrato não existe, o Ministério do Planejamento nunca contratou a Consist."

Segundo ele, a Consist trabalha para a Associação Brasileira de Bancos Comerciais e para o Sindicato das Entidades de Previdência Privada. "A Consist não é contratada pelo Ministério do Planejamento, é contratada por essas duas entidades que representam os bancos e as entidades que fazem empréstimos para servidores", disse o ex-ministro.