sábado, 1 de outubro de 2016

DELAÇÃO REVELA COMO PROPINA DA TRANSPETRO CHEGAVA ATÉ RENAN


INVESTIGADO EM OITO INQUÉRITOS NO STF, RENAN PODE SEGUIR
 DESTINO DE DILMA E CUNHA (IMAGEM: TVEJA)

A derrocada de quem ousou desafiar as instituições brasileiras foi destino comum e contundente para protagonistas dos maiores escândalos da história política do Brasil nos últimos meses. Após as quedas da ex-presidente Dilma Rousseff e do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, o presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB) volta à alça de mira do combate à corrupção e vive o início de uma contagem regressiva até o desfecho esperado pela vigilância cidadã dos órgãos de controle e da opinião pública no Brasil.

A convicção de que as técnicas de escapismo de Renan não sobreviverão ao próximo episódio da Operação Lava Jato tem origem na disposição do carregador de malas de propinas do PMDB para dedurar como funcionava o delivery do esquema do petrolão montado na subsidiária da Petrobras, a Transpetro.

De acordo com reportagem de capa da edição desta semana da Revista Veja, o propineiro Felipe Parente fechou acordo de delação para contar o destino das malas de dinheiro que carregava para Renan Calheiros e outros coronéis peemedebistas.


Cerco fechando

Não será a primeira vez que o nome do senador alagoano estará ligado ao esquema de corrupção. O ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, deixou de ser homem de confiança de Renan quando revelou que repassava R$ 300 mil mensais ao presidente do Senado.

Há três dias, o ministro do STF Teori Zavascki prorrogou até novembro um dos oito inquéritos em que Renan é investigado na Operação Lava Jato, pela suspeita de receber R$ 1 milhão do doleiro Alberto Youssef.

O senador tem negado todas as acusações e suspeitas.

HERANÇA MALDITA DE DILMA: UMA BOLÍVIA DE DESEMPREGADOS



O IBGE anunciou nesta sexta-feira (30) os números do desemprego no Brasil, em 2016: oficialmente são 12 milhões de desempregados, equivalente à população da Bolívia. Quando foi afastada do cargo em maio, a ex-presidente Dilma Rousseff deixou ao sucessor Michel Temer o País com a economia destroçada e 11,1 milhões de pessoas sem empregos. Em apenas 4 meses, mais 800 mil ficaram desempregados.

Em fevereiro deste ano o IBGE apontou que o desemprego havia ultrapassado a marca dos 9,1 milhões; aumento de 42% em um ano.

Entre fevereiro e abril deste ano o Brasil perdeu mais de 2 milhões de empregos com carteira assinada, ainda sob o governo Dilma.

O curioso é que a metodologia de pesquisas no Brasil só considera “desempregados” aqueles que procuram emprego e não acham.

Dilma fura fila do INSS para obter aposentadoria



Menos de 24 horas depois de ter assinado, em 31 de agosto, a notificação do Senado avisando que seu impedimento fora aprovado, Dilma Rousseff já estava aposentada pelo INSS. Com a velocidade de um raio, ela obteve a remuneração mensal de R$ 5.189,82, o teto da Previdência. O tempo médio de espera para que um brasileiro comum consiga marcar uma data para requerer a aposentadoria é de 74 dias. Em Brasília, onde pedido de Dilma foi deferido, o suplício chega a 115 dias.

Dilma não precisou nem colocar os pés do lado de fora do Alvorada. Em notíciaveiculada no site de Época, o repórter Bruno Boghossian conta que madame furou todas as filas servindo-se dos préstimos do petista Carlos Gabas, seu ex-ministro da Previdência. Na pele de pistolão da ex-chefe, Gabas entrou pelos fundos de uma agência da Previdência na quadra 502 da Asa Sul de Brasília. Estava acompanhado de uma mulher munida de procuração de Dilma.

A dupla se dirigiu a uma área restrita a servidores da repartição. Atendeu-os o chefe da agência, Iracemo da Costa Coelho. Encerrado o encontro, Dilma já estava formalmente aposentada. Não há nos computadores do INSS nenhum vestígio de que a presidente deposta ou seus prepostos tenham solicitado o agendamento que se exige dos cidadãos comuns.

Ouvidos, Dilma e Gabas afirmam que não houve privilégio ou tratamento diferenciado. Nessa versão, o atendimento ocorreu longe do balcão, numa sala de frequencia restritra a servidores por decisão do chefe da agência do INSS. Alegou-se, de resto, que o agendamento fora solicitado “meses” antes. Algo que o sistema informatizado da Previdência contesta.

Noutro procedimento fora dos padrões, o INSS realizou entre 8h42 e 18h43 do dia 10 de dezembro de 2015 notáveis 16 alterações na ficha laboral de Dilma. Tudo homologado por uma única servidora: Fernanda Cristina Doerl dos Santos, da Diretoria de Atendimento do INSS. Oito dias antes, o então presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) anunciara sua decisão de aceitar o pedido de impedimento de Dilma.

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Mulheres são apenas 13% na disputa por prefeituras


Urna eletrônica. Foto: Divulgação

Xandu Alves em O Vale

As mulheres são mais da metade do eleitorado e da população na Região Metropolitana do Vale do Paraíba, mas estão longe de conseguir a mesma representatividade nas eleições.

Neste ano, concorrem ao cargo de prefeito 172 candidatos nas 39 cidades do Vale do Paraíba, sendo 150 homens (87%) e apenas 22 mulheres (13%). As mulheres aparecerão nas urnas eletrônicas para disputar o cargo no Executivo em 18 das 39 cidades da região.

Em 21 municípios, simplesmente não há candidatas no páreo. As cidades que têm mais candidatas à prefeitura são Ilhabela (3), Taubaté (2) e São Luís do Paraitinga (2). Outros 15 municípios têm uma mulher concorrendo ao cargo, como em São José, Jacareí e Pinda.

Natividade da Serra e São Luís do Paraitinga destacam-se na região com o mesmo número de candidatos homens e mulheres. No país, 3.815 dos 5.570 municípios têm apenas homens concorrendo, o que equivale a 68% do total. Em apenas 56 cidades, distribuídas por 17 estados, só haverá mulheres na disputa para a prefeitura.

Média. A proporção da mulher na política vai na contramão da participação dela na sociedade. Dos 2,4 milhões de habitantes na RMVale, 1,2 milhão são mulheres, correspondendo a 50,8% do total. A diferença é ainda maior considerando apenas os eleitores: 52% são do sexo feminino.

Ou seja, as mulheres podem decidir o destino político de uma cidade, mas não podem escolher pelo gênero por pura falta de opção. “A sociedade é machista e conservadora, e isso fica latente na política”, avalia o cientista político Maurício Cardoso. “É uma questão cultural difícil de ser quebrada”.

Candidatos. Considerando todos os candidatos a prefeito e vereador na região, as mulheres atendem o mínimo exigido pela lei eleitoral: elas são em torno de 30% das candidaturas. Em cidades como São José, Taubaté e Jacareí, elas conseguem alcançar 32% dos postulantes aos cargos políticos. Mas não passam disso. “É muito pouco. A mulher é sub-representada na política e tem que vencer a desconfiança masculina para encontrar o seu lugar de direito”, afirma a cientista social e política Dora Soares.

Na eleição de 2012, quatro mulheres se elegeram para comandar municípios na região: Ana Bela em Queluz, Ana Karin em Cruzeiro, Daniela Brito em Monteiro Lobato e Ana Gouvêa em Piquete.

Candidatas dizem ser alvo de desconfiança

Candidatas que disputam os cargos de prefeitas na região esse ano dizem que precisam vencer dois adversários nas eleições: os candidatos homens e a desconfiança de parte do eleitorado. “Como tudo na sociedade, a mulher tem que se esforçar muito mais para conquistar a confiança das pessoas”, argumentou Claude Moura (PV), que disputa a prefeitura contra cinco postulantes homens em São José dos Campos. “Muitas pessoas ainda desconfiam da capacidade das mulheres, mesmo que elas sejam mais bem preparadas do que os homens”, completou.

Para Claude, eleger mulheres é uma forma de incentivar que outras ingressem na política. “Precisamos da referência feminina nos cargos públicos. Esse simbolismo é importante”, afirmou.

Disputando a prefeitura de Taubaté com cinco homens e uma mulher, fato raro na região, Pollyana Gama (PPS) diz que a sensibilidade feminina e a razão são as ferramentas que as mulheres têm para fazer a diferença nas prefeituras. “Política não é apenas uma questão de gênero, mas de cérebro”, disse.

Milícias fazem do Rio faroeste sem John Wayne



Por Josias de Souza

Existe o Rio de Janeiro e existe o “Rio de Janeiro”. Existe a cidade, existe o Estado e existe tudo o que está implícito quando se diz “Rio de Janeiro.” Sem aspas, o Rio é o cartão postal do Brasil. Seus habitantes desbravam novas fronteiras sem sair da praia. Com aspas, o Rio é uma espécie de filme de faroeste sem um John Wayne, alguém para carregar a virtude no coldre de xerife e distribuir rajadas de civilização sempre que necessário.

Ainda ontem, o Rio encantava o mundo cedendo sua exuberância natural para servir de pano de fundo para as Olimpíadas. Hoje, o “Rio” constrange o país com a ousadia de milicianos que fazem da violência o pretexto para sua existência. Noutros tempos, o atraso localizava-se nos fundões de Estados como Alagoas. Agora, a capital carioca e pedaços da Baixa Fluminense viraram uma Alagoas hipertrofiada. Ali, instalou-se uma miliciocracia.

As milícias cobram pedágio para autorizar candidaturas. Quem não paga morre. Desde dezembro, foram passados nas armas 14 candidatos. Ou o Estado brasileiro prova que é capaz de adicionar mocinhos como protagonistas desse enredo ou a exuberância do Rio sem aspas será desmascarada. E a violência do “Rio” com aspas perderá todos os seus disfarces.

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Gilmar responde a Lewandowski: ‘Tropeço foi fatiar impeachment’


Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF)

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, disse nesta quinta-feira que o único tropeço no processo de impeachment de Dilma Rousseff foi a realização de uma votação fatiada. O comentário de Gilmar foi uma resposta ao comentário do ministro Ricardo Lewandowski, que lamentou o impeachment de Dilma Rousseff, classificando o episódio como “um tropeço na democracia”.

“Acho que o único tropeço que houve foi aquele do fatiamento, o DVS (destaque para votação em separado) da própria Constituição, no qual teve contribuição decisiva o presidente do Supremo”, disse Gilmar, ao analisar a conduta do então presidente do STF, Ricardo Lewandowski, na condução do processo de impeachment.


Lewandowski classifica impeachment como ‘tropeço’ da democracia



Veja.com

Um dos responsáveis pela manobra que ‘fatiou’ o julgamento e permitiu que Dilma Rousseff mantivesse os direitos políticos (contrariando a Constituição), o ministro do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski se referiu ao impeachment da petista como ‘tropeço’ da democracia brasileira. E culpou o chamado presidencialismo de coalizão pela saída de Dilma do poder – embora ela tenha sido condenada por crime de responsabilidade pelo Senado, em um julgamento presidido justamente por Lewandowski, e cujos ritos foram definidos pela corte que ele presidia. De fato, Dilma, vítima sobretudo da própria incompetência, perdeu apoio no Congresso. Mas ainda que o processo de impeachment seja não apenas jurídico como também político, mesmo abandonada pelos parlamentares Dilma não teria perdido o cargo caso não houvesse comprovação do crime de responsabilidade.

A declaração foi dada durante uma aula do ministro na Escola de Direito do Largo São Francisco, da Universidade de São Paulo, na qual Lewandowski leciona Teoria do Estado. Aos que o ouviam, ele ainda definiu a cassação de Dilma como “lamentável”. Embora tenha feito as afirmações na segunda-feira, o caso veio á tona nesta quarta, por meio de um áudio divulgado pelo site da revista Caros Amigos. “A cada 25, 30 anos temos um tropeço na nossa democracia. Lamentável, quem sabe vocês jovens conseguem mudar o rumo da história”, disse. Lewandowski ainda classificou como um erro do STF não ter aprovado a cláusula de barreira – que reduziria o número de partidos. De acordo com ele, a profusão de siglas acabou por desorganizar o presidencialismo de coalizão: “Deu no que deu”.

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Ex-prefeito de Itumbiara Zé Gomes (PTB) é morto a tiros, e vice-governador, José Eliton (PSDB), baleado durante uma carreata na cidade


Itumbiara, Goiás

Veja.com

O Ministério Público de Goiás e a Polícia Civil vão apurar o envolvimento de outros políticos no atentando a tiros que matou nesta quarta-feira o ex-prefeito de Itumbiara Zé Gomes (PTB), novamente candidato à prefeitura, durante uma carreata na cidade. A principal suspeita é que o crime tenha sido encomendado por adversários de Gomes.

“Com certeza houve motivação política”, disse a VEJA o promotor de Justiça Clayton Korb Jarczewki, responsável pelas eleições na cidade. “Esse é um problema político local. Pelo perfil do criminoso, pelo modus operandi, é possível que tenha sido um crime sob encomenda. Nós temos essa linha de investigação que deve chegar a outros políticos locais.”

No ataque a tiros, também morreu o cabo da PM Vanilson João Pereira, que fazia a escolta do governador em exercício José Eliton (PSDB) – vice do tucano Marconi Perillo, ele levou dois tiros na região do abdômen e foi operado no hospital da cidade. Perillo estava em viagem aos Estados Unidos. Para o promotor, que acompanha as investigações, o vice-governador não era alvo do ataque e foi alvejado pelos disparos por estar ao lado do candidato a prefeito. O autor dos disparos também foi morto por policiais que faziam a segurança do vice.

A Polícia Civil já descobriu que o atirador agiu sozinho na cena do crime. Segundo o promotor, Gilberto Ferreira do Amaral, de 53 anos, dirigiu um Fiat Siena preto com placa fria, registrada em Curitiba, até encontrar a carreata, que vinha na direção contrária em uma avenida de Itumbiara. Ele então desceu do carro e correu em direção à caminhonete com a pistola em punho. Ao se aproximar, reconheceu um policial militar sem farda que corria ao lado da picape e atirou. Em seguida abriu fogo contra Zé Gomes (PTB) e acabou por atingir também o vice-governador.

Funcionário da prefeitura, Gilberto Ferreira do Amaral teria ocupado inclusive cargos em comissão e também já havia trabalhado em delegacias da cidade – portanto, conhecia os policiais. No Portal da Transparência da prefeitura, ele tem registro como pedreiro admitido em 1998 e servidor de carreira. O Ministério Público investiga se ele trabalhava na campanha de um vereador da cidade. A Polícia Civil já começou a ouvir testemunhas. O foco da apuração é desvendar pessoas vinculadas ao atirador que teriam relação com o crime.

Caçapava - Portal G1 da Globo inclui Vilela na lista de candidatos


Resultado de imagem para G1


Primeiro foi a retratação da Band Vale. Agora o portal G1 da Globo, para desconsolo da cambada, corrige erro e inclui Carlos Vilela na lista de candidatos a prefeito de Caçapava. É o Blog jogando "caquinha" no ventilador da turma.

Vejam aqui no G1

Caçapava - G1 errou ou é mal intencionado?


Resultado de imagem para G1

O uso da vigarice intelectual e política em época de eleição é, notoriamente, o que mais mostra quem tem interesses escusos.

No Facebook, funcionários comissionados interessados em manter seus empregos por mais 4 anos, e para não variar a Rádio Capital, agora comandada por um, digamos assim, Cesar Nascimento passado no corretor ortográfico – o raciocínio, as brincadeiras obscenas e os autoelogios são iguais - usam de qualquer besteira para tentar denegrir o candidato que representa o fim de seus interesses. 

Vejam:

O G1 Vale do Paraíba deixou de relacionar o nome de Carlos Vilela como candidato a prefeito de Caçapava em seu portal “Eleições 2016”. A súcia saiu gritando... “Se o G1 não publicou o nome do Vilela é porque ele não pode concorrer”. O G1 certamente errou! Ou, pode ter tido alguma interferência financeira nisso!? Não sei! Em política tudo é possível. Fosse regra de conduta jornalística do G1, não publicar nome de candidatos indeferidos em seu portal, deveria, além de omitir o nome de todos os candidatos indeferidos, informar aos seus leitores essa regra. Não é isso que acontece! A relação de candidatos de Taubaté (por exemplo), publicado pelo G1, consta o nome de Ortiz Junior que teve sua candidatura indeferida, e pior, teve seu mandato de prefeito cassado. Então por que Ortiz consta e Vilela não? A conferir!!!

Vejam aqui no G1

Bem, todo mundo sabe que na política a ordem é bater em quem está na frente. Então..."Pau no Vilela"! Vale como pesquisa, certo?

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo viram réus na Lava Jato


Paulo Bernardo e Gleisi Hoffmann

Veja.com

A senadora Gleisi Hoffmann e o marido, o ex-ministro Paulo Bernardo, se tornaram réus nesta terça-feira no Supremo Tribunal Federal pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A Segunda Turma da corte decidiu por unanimidade, 5 votos a 0, aceita a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República. Notabilizada pelas defesas acaloradas que fez da ex-presidente Dilma Rousseff no julgamento do impeachment, a petista Gleisi se torna a primeira senadora ré pela Lava Jato no STF. 

Ministro do Planejamento no governo Lula e ministro das Comunicações no governo Dilma, Paulo Bernardo é acusado de ter orquestrado um esquema milionário de desvio de dinheiro no Ministério do Planejamento quando ocupava a pasta. A Consist, uma empresa de São Paulo, foi escolhida para administrar a lista de funcionários públicos, pensionistas e aposentados endividados que recorriam aos empréstimos consignados, cujas parcelas vêm descontadas automaticamente na folha de pagamento. Quem recorria aos créditos pagava uma taxa de administração — o lucro da empresa. A taxa cobrada dos funcionários e aposentados, claro, era superfaturada. O excedente era dividido, e o PT ficava com 70% de tudo. De acordo com a Polícia Federal, o partido arrecadou mais de 100 milhões de reais em cinco anos com base nesse método. 

A senadora Gleisi Hoffmann foi fisgada pela Lava Jato logo nos primeiros meses da investigação. Os policiais descobriram que ela recebera 1 milhão de reais em propinas desviadas da Petrobras. Dinheiro repassado por doleiros. Era o fio da meada de um escândalo muito maior para o casal mais poderoso da Esplanada. O escritório de advocacia de Curitiba para o qual o dinheiro era desviado gozava da confiança absoluta de Paulo Bernardo e Gleisi — um de seus sócios, Guilherme Gonçalves, era encarregado de defender a senadora em processos na Justiça. Era o álibi perfeito. A Consist fazia de conta que pagava pelos serviços de advocacia e os advogados pagavam as despesas do casal sem deixar rastros. Descobertos, todos entoaram o mesmo mantra. Paulo Bernardo não sabia de nada. Gleisi não sabia de nada. O advogado Guilherme Gonçalves, que também defendeu a ex-presidente Dilma em processos no Tribunal Superior Eleitoral, não sabia de nada. 

Mas havia gente que não sabia e tentou descobrir. Acusado de envolvimento no escândalo, um dos sócios da banca, o advogado Sacha Reck, resolveu agir. Pediu a uma empresa independente que fizesse uma auditoria nas contas e nos arquivos do escritório. O resultado surpreendeu. Foi então que ele descobriu aquilo que a Polícia Federal não demoraria a desbaratar: o contrato de serviços jurídicos com a Consist não passava de fachada. Mensagens e planilhas guardadas em pastas secretas registravam o destino final do dinheiro: “Eleitoral — Gleisi”.

Morre Sérgio Sombra, do caso Celso Daniel


O empresário Sergio Gomes da Silva, conhecido como o Sombra, que estava com o prefeito de Santo André, Celso Daniel, no momento em que ele foi sequestrado, sendo conduzido para prestar depoimento

Veja.com

Morreu nesta terça-feira o empresário Sérgio Sombra, acusado pelo Ministério Público de encomendar o sequestro e a morte do ex-prefeito de Santo André Celso Daniel. Ex-segurança do político que se transformou em um fantasma para o PT, Sombra morreu às 6h30, no Hospital Montemagno, em São Paulo. Ele fazia tratamento contra um câncer.

O empresário chegou a ser preso durante as investigações do assassinato e foi pronunciado a júri popular em 2010. O processo, no entanto, saiu dos escaninhos da 1ª Vara da Comarca de Itapecerica da Serra (SP) e foi remetido a Brasília por uma série de recursos da defesa de Sombra. Ele sempre negou envolvimento no homicídio.

No ano passado, o Supremo Tribunal Federal anulou de vez parte da instrução processual e determinou que ação retornasse à fase de interrogatórios, além de conceder a Sombra o direito de responder em liberdade. O advogado Roberto Podval alegou no habeas corpus cerceamento de defesa, porque não pode fazer perguntas aos corréus durante os depoimentos à Justiça de São Paulo.

Podval tentou anular também o processo para os executores do crime. Mas como a ação penal contra Sombra corria em separado, só ele se beneficiou da regressão do caso. Os comparsas, defendidos por criminalistas menos badalados e defensores públicos, tiveram destino diferente: seis integrantes da quadrilha da Favela Pantanal foram condenados e continuam presos. São eles Itamar Messias da Silva Santos, Ivan Rodrigues da Silva, José Edison da Silva, Rodolfo Rodrigo dos Santos Oliveira, Elcyd Oliveira Brito e Marcos Roberto Bispo dos Santos.

Sombra foi sócio de Ronan Maria Pinto, o dono do jornal Diário do Grande ABC e empresário dos ramos de transporte público preso na 27ª fase da Operação Lava Jato, a Carbono 14. Segundo a Justiça paulista, eles também se associaram em outra empreitada: o esquema de corrupção e achaque de empresários de ônibus desvendado pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) na gestão Celso Daniel. Ambos foram condenados no ano passado pela 1ª Vara Criminal de Santo André, ao lado do comparsa Klinger Luiz de Oliveira Souza, ex-secretário de Serviços na administração de Celso Daniel. Sombra e Klinger pegaram 15 anos, 6 meses e 19 dias de prisão; Ronan, 10 anos e 4 meses e 12 dias. Ele recorria em liberdade, assim como os demais.

STJ PODE INTERROMPER IMPUNIDADE NO CASO DO ASSASSINATO DE CINEGRAFISTA


SANTIAGO TRABALHAVA FILMANDO A MANIFESTAÇÃO
  QUANDO FOI ATINGIDO POR UM ROJÃO.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) deve julgar hoje (27) recurso do Ministério Público no processo que trata do assassinato do cinegrafista da TV Bandeirantes Santiago Andrade, ocorrida no dia 6 de fevereiro de 2014, quando manifestantes favoráveis ao governo Dilma Rousseff atiraram contra ele um rojão, matando-o enquanto ele filmava. Até o momento, ainda não foi definido o juízo responsável para proferir a sentença sobre o caso. Familiares de Andrade vão comparecer ao julgamento, previsto para começar às 14h.

O ministro Jorge Mussi, relator do recurso, deverá trazer seu voto sobre a decisão da Justiça do Rio de Janeiro que desqualificou a denúncia contra Fábio Raposo e Caio Silva de Souza, acusados de matar o cinegrafista, após soltarem um rojão, que atingiu a cabeça do profissional. O fato ocorreu durante uma manifestação na praça Duque de Caxias, no centro do Rio. A morte cerebral de Santiago foi anunciada quatro dias depois.

Acatando o recurso dos advogados de defesa, os desembargadores da 8ª Câmara do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro entenderam que o crime hediondo não pode ser tipificado como dolo eventual no caso dos acusados. Para os magistrados, os denunciados "não tinham consciência" sobre o resultado provocado pela trajetória do rojão. Com a decisão, o caso seguiu para uma vara criminal e não para o Tribunal do Júri.

Lava Jato vai da cozinha à sala de estar do PT


Danilo Verpa/Folha

Por Josias de Souza

A Lava Jato, que havia ingressado no PT pela entrada de serviço, chegou à sala de estar. Forçava a porta desde a prisão de José Dirceu. Arrombou-a com a conversão de Lula em réu. Agora, levanta o tapete que esconde a sujeira administrada pelos ex-ministros Antonio Palocci e Guido Mantega. Escapam pelas bordas contas secretas, pacotes, fraudes e transações legislativas.

Preso nesta segunda-feira, Antonio Palocci é um companheiro de mostruário. Teria sido presidente da República no lugar de Dilma não fosse sua mania de viver perigosamente. Quando escalou as manchetes nacionais, em 2002, Palocci já trazia atrás de si um rastro de transações pegajosas do tempo em que fora prefeito de Ribeirão Preto.

Guindado à chefia da pasta da Fazenda, domou a febre especulativa que ameaçava a estabilidade da economia na transição do ocaso de FHC para o alvorecer de Lula. Quando parecia consolidar-se na fila das opções presidenciais, foi arrancado do pedestal, em 2006, por um escândalo em que se misturavam o lixo mal administrado de sua ex-prefeitura, grampos, dinheiro por baixo da mesa e amigos que haviam fundado numa casa alugada em Brasília a República de Ribeirão Preto.

Palocci jurou várias vezes que não frequentara a sucursal brasiliense de Ribeirão, onde negócios eram tançados em meio aos lençóis. Foi desmentido pelo caseiro Francenildo. Demitido, foi pedir votos em São Paulo. Jamais retornaria à lista de presidenciáveis do PT. Porém, eleito deputado federal, livrou-se da acusação de quebra do sigilo bancário do caseiro, num julgamento que não honra as melhores tradições do Supremo Tribunal Federal.

A Lava Jato informa que, dentro ou fora do governo, Palocci manteve-se à frente de sua missão estratégica de cupido das boas relações do PT com o empresariado que se encantou com o socialismo companheiro. Em determinados momentos, teve o auxílio luxuoso de Guido Mantega. Mas não perdeu o protagonismo. Apenas com a Odebrecht, imforma a força-tarefa de Curitiba, Palocci geriu uma espécie de “conta corrente” que sorveu do Estado R$ 128 milhões em propinas.

A verba suja escorreu inclusive no ano de 2011, quando Palocci teve uma passagem relâmpago pela Casa Civil de Dilma. Caiu antes de fazer aniversário de seis meses na função, quando os repórteres Andreza Matais e José Ernesto Credendio noticiaram que acumulava um patrimônio incompatível com seus contracheques. Coisa de R$ 7,5 milhões. Dinheiro de troco, perto do que se descobriria depois. Alegou ter enriquecido com o trabalho de sua empresa de consultorias.

A exemplo de José Dirceu, Palocci naufragou no socialismo à moda petista, com excesso de capital. Os investigadores avançam agora da sala de estar em direção ao porão do PT, onde estão guardados os segredos da caixa das campanhas de Dilma e da prosperidade da ex-presidência de Lula.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Embraer tenta firmar acordo em que abre mão do lucro em vendas feitas à base de propina


Avião da Embraer (Foto: Divulgação)
Avião da Embraer (Foto: Divulgação)

Por Murilo Ramos em Época

A Embraer negocia um acordo com o Ministério Público Federal para abrir mão do lucro obtido nos contratos em que pagou propina a representantes de governos no exterior, tais como República Dominicana e Arábia Saudita. Em troca, espera punições mais brandas. O acordo, no entanto, precisa ser chancelado pelas autoridades americanas, que investigam a corrupção na empresa brasileira desde 2011. A Embraer diz ter separado US$ 200 milhões para resolver o assunto.

A ‘pasta rosa’ de Marisa Letícia e a propina para Lula



Por: Laryssa Borges (Veja.com)

Peritos da Polícia Federal reuniram uma avalanche de evidências para caracterizar a relação cada vez mais nebulosa entre o ex-presidente Lula e o Grupo Odebrecht. Relatório da PF que embasou a 35ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada hoje, mostra que uma “pasta rosa” direcionada à ex-primeira-dama Marisa Letícia e apreendida no notório sítio de Atibaia reunia informações sobre a compra de terreno que iria sediar uma nova sede do Instituto Lula. A aquisição do imóvel, na rua Doutor Haberbeck Brandão, 178, faria parte do abatimento de propina que a Odebrecht devia pagar ao PT e a pessoas indicadas pelo partido. Segundo a PF, “o terreno foi objeto de negociação para atender interesses do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, uma vez que foi identificada em sua residência comunicação com tratativas para compra da propriedade, mediadas por Roberto Teixeira [advogado e compadre de Lula] e tendo como promitente comprador José Carlos Bumlai”. Mensagens eletrônicas de Marcelo Odebrecht e em poder da Polícia Federal evidenciam que o imóvel seria destinado à construção do prédio do Instituto Lula. O projeto acabou não sendo executado, mas a PF estimou em 4,48 milhões de reais o custo da reforma para atender ao petista, o que equivale a 1.024 reais o metro quadrado reformado.

Faustão não sabe “porra nenhuma” da reforma do ensino médio, fala bobagem e desinforma os brasileiros


Resultado de imagem para fausto silva

Por Reinaldo Azevedo

O apresentador Fausto Silva tem um apelido: “Faustão”, que rimou com o seu “Domingão”. O aumentativo certamente deriva de seu corpo avantajado. A partir deste domingo, designa também a ligeireza truculenta a que pode recorrer para opinar a respeito de um assunto sobre o qual está escandalosamente desinformado. Foi o que fez ao investir contra a reforma do ensino médio. Dado o canhão de influenciar a opinião pública que tem nas mãos, trata-se de uma irresponsabilidade. Seu programa já teve altos e baixos. Chegou ao fundo do poço quando levou uma mulher nua que servia de bandeja de sushi. Ou quando transformou pessoas com deformidades físicas em atração. A televisão italiana vista pelos olhos de Fellini ficaria ruborizada. Depois reencontrou o eixo entre o entretenimento e um papo sempre meio moralista sobre política, com sotaque esquerdizante.

Vindo da cobertura futebolística, Fausto foi repórter de campo e levou para a TV o estilo zagueiro de fazenda: “Deixa que eu chuto”. Às vezes, a bola vai parar no mato. Neste domingo, logo depois de Diego Hypólito narrar as agruras por que passou e sua autossuperação — reclamando que atleta não tem aposentadoria (no Brasil, se a gente não toma cuidado, tudo termina em teta… no mau sentido!) —, num papo chato pra caramba, o apresentador resolveu opinar sobre a reforma no ensino médio nestes termos:
“A educação física, os caras iam tirar. Essa porra desse governo nem começou, não sabe se comunicar e já faz a reforma sem consultar ninguém. Então, o país que mais precisa de educação faz uma reforma com cinco gatos-pingados que não entendem porra nenhuma, que não consultam ninguém e aí, de repente, tiram a educação física, que é fundamental na formação do cidadão. Aí, quando você percebe, um país como esse, que tem uma saúde de quinta [categoria], não tem segurança, não tem emprego, não tem respeito a profissões básicas. O país que não respeita professor, pessoal da polícia e pessoal da área de saúde é um país que não oferece o mínimo aos seus cidadãos”.

Vamos lá
Comecemos pelo óbvio. Quem não sabe porra nenhuma da reforma é Faustão. Opinar é coisa séria. Não basta dar uma de zagueiro de fazenda. Especialmente quando está falando a milhões de pessoas. Poderia observar que Faustão jamais se referiu às gestões petistas como “essa porra desse governo”. E olhem que aquela porra daquele governo:
– quebrou o país;
– quebrou a Petrobras;
– elevou a dívida pública a um patamar insuportável;
– produziu 12 milhões de desempregados;
– rebaixou a segurança e a saúde a patamares inéditos;
– roubou e espoliou os pobres, como resta provado.

Eu não teria grande dificuldade, caso a tanto me dedicasse, de demonstrar que, se Fausto Silva não foi exatamente um estafeta daquele regime, foi um seu aliado objetivo durante boa parte do tempo. “Porra de governo”? Ele mal começou, ocupado que está ainda em desarmar as bombas que herdou. Mas não quero me ater a isso.

Crítica ignorante
É claro que Fausto Silva não leu a proposta e ignora o debate. Está vocalizando as críticas corporativistas da esquerda. Está repetindo a bobajada que circula entre os grupelhos das redes sociais. Vamos ver.

1: O governo não decidiu quais disciplinas ficam e quais saem da grade. Isso será definido com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC). A previsão é que ocorra no primeiro semestre de 2017. E já estamos muito atrasados nisso;
2: se Fausto Silva entrar no Google para consultar a Constituição de 1988 — SIM, FAUSTO, ELA JÁ VAI COMPLETAR 30 ANOS —, encontrará lá o caput do Artigo 210, em que se lê:
“Serão fixados conteúdos mínimos para o ensino fundamental, de maneira a assegurar formação básica comum e respeito aos valores culturais e artísticos, nacionais e regionais”;
3: ao longo de quase três décadas, isso não saiu do papel; um dos empecilhos está no corporativismo e no assembleísmo dos esquerdistas de meia-tigela aos quais, tudo indica, Fausto deu ouvidos;
4: é mentira que o a proposta tenha ouvido só alguns gatos-pingados. A MP repete boa parte do conteúdo da Lei 6.840, que está sendo debatida na Câmara desde 2013;
5: a MP não definiu que disciplinas vão desaparecer, mas quais serão fixas nos três anos: português, matemática e inglês;
6: nos primeiros 18 meses, os alunos do Brasil inteiro terão o mesmo número de disciplinas — definidas pela BNCC; nos 18 meses finais, poderão eles próprios compor a grade, segundo seus interesses;
7: implementado adequadamente — e o desafio é hercúleo —, ter-se-á ensino considerado integral: pelo menos sete horas diárias;
8: abre-se a possibilidade de conciliar a capacitação técnica com o ensino de segundo grau.

Notem: o que a MP faz é apenas dar o primeiro passo, para romper o marasmo. Muita energia terá de ser dispensada para fazer esse modelo funcionar. Seus fundamentos estão absolutamente corretos: aumentar a arbitragem do aluno; aproximar o ensino médio da vida real; manter o estudante mais tempo na escola; criar as condições para a implementação da BNCC; combater a evasão escolar.

Isso é bom para os brasileiros e é especialmente positivo para os alunos mais pobres, que frequentam a escola pública, uma vez que as melhores instituições privadas há muito fizeram adaptações para que a camisa de força da lei em vigor não as impeça de oferecer uma formação melhor a seus clientes.

A crítica de Fausto Silva é desinformada, obscurantista, grosseira e, obviamente, despropositada porque vazada numa linguagem incompatível com o debate, impedindo o lado atacado de se defender.

“Ah, o governo se comunica mal…”, ele diz. Pode até ser. Mas não há comunicação eficiente quando se enfrentam a desinformação e a truculência. De resto, nada impede Fausto Silva de se informar antes de disparar os seus petardos. Ou de recorrer a um trabalho competente de produção que possa municiá-lo com os dados corretos. Ele tem condições para isso.

É claro que Fausto Silva tem a liberdade de dizer o que quiser. Mas também tem de se desculpar quando passa uma informação inverídica a milhões de brasileiros.

PT QUER TIRAR MORO DO SÉRIO PARA DEPOIS ALEGAR ‘SUSPEIÇÃO’


ORDEM DO PT É PROVOCAR ATÉ MORO PERDER A PACIÊNCIA E REAGIR

A estratégia foi definida em reunião reservada do PT e segredada por Lula, há dias, em sua visita ao Ceará: provocar ao máximo o juiz Sérgio Moro a fim de que ele perca a paciência e reaja com declaração forte contra o ex-presidente Lula. O objetivo da estratégia, recomendada por advogados petistas, é criar pretexto para alegar “suspeição” do juiz que faz Lula tremer de medo, conseguindo tirar o processo das suas mãos. 

Lula teve reuniões dramáticas com seus advogados, aos quais pediu uma única coisa: conseguirem, a qualquer preço, livrá-lo de Moro.

Foram destacados para provocar Sérgio Moro o próprio Lula, seus advogados, parlamentares, sindicalistas e o presidente do PT.

Lula difunde a fantasia de que virou réu por “razões políticas”. Diz apostar que ninguém terá “coragem” de prendê-lo.

Polícia Federal cumpre a 35ª fase da Lava Jato e prende Antonio Palocci


Resultado de imagem para Antonio Palocci

Adriana JustiDo G1 PR

O ex-ministro Antonio Palocci foi preso na 35ª fase da Operação Lava Jato, que foi deflagrada pela Polícia Federal (PF), na manhã desta segunda-feira (26). Foram expedidos 45 mandados judiciais, sendo 27 de busca e apreensão, três de prisão temporária e 15 de condução coercitiva, que é quando a pessoa é levada para prestar depoimento, em São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal.

A ação foi batizada de "Omertà". Antônio Palocci, que foi ministro da Casa Civil no governo Dilma Rousseff e ministro da Casa Fazenda no governo Lula, foi preso.

As suspeitas sobre Palocci surgiram na delação de outro acusado na Lava Jato, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa. Ele disse que, em 2010, Alberto Youssef lhe pediu R$ 2 milhões da cota de propinas do PP para a campanha presidencial da presidente Dilma Rousseff. O pedido teria sido feito por encomenda de Palloci.

Segundo a PF, a atual fase investiga indícios de uma relação criminosa entre um ex-ministro com o comando da principal empreiteira do país. O investigado principal atuou diretamente como intermediário do grupo político do qual faz parte perante o Grupo Odebrecht.

"Há indícios de que o ex-ministro atuou de forma direta a propiciar vantagens econômicas ao grupo empresarial nas mais diversas áreas de contratação com o Poder Público, tendo sido ele próprio e personagens de seu grupo político beneficiados com vultosos valores ilícitos", diz a PF.

As investigações apontam ainda que dentre as negociações estão tratativas entre o grupo Odebrecht e o ex-ministro para a tentativa de aprovação do projeto de lei de conversão da MP 460/2009, que resultaria em imensos benefícios fiscais, aumento da linha de crédito junto ao BNDES para país africano com a qual a empresa tinha relações comerciais, além de interferência em licitações da Petrobras para aquisição de 21 navios sonda para exploração da camada pré-sal.

domingo, 25 de setembro de 2016

‘MOVIMENTO INTERNACIONAL’ DE APOIO A LULA NADA TEM DE ESTRANGEIRO



Petistas agora são acusados de fraudar até a campanha “Stand With Lula”, em Nova York, supostamente promovida por “entidades internacionais” em defesa do ex-presidente que é réu por corrupção. O suposto “movimento internacional”, lançado simultaneamente à abertura da assembleia geral da ONU, é bem brasileiro, chefiado por um João Felício, sindicalista fundador do PT e ex-presidente da CUT. A informação é do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

A central sindical petista CUT, que ganhou orçamento milionário nos governos do PT, é patrocinadora do “movimento internacional”.

No Brasil, o evento foi divulgado como iniciativa de líderes estrangeiros solidários a Lula, mas eram apenas dois advogados do ex-presidente.

A iniciativa, ordenada pelo PT, tenta minimizar os danos à imagem de Lula no exterior, hoje vinculada a notícias de roubo do dinheiro público.

O tal “movimento” foi lançado no Rockfeller Center, ícone da pátria do capitalismo localizado na 5ª Avenida, região tomada por grifes de luxo.

sábado, 24 de setembro de 2016

Caçapava - Não adianta apelar, o povo sabe!


Resultado de imagem para Imprensa marrom

Caçapava vive as últimas semanas das eleições de 02 de outubro. E na captura da consciência dos eleitores ingênuos e desatentos, vale tudo. Vale mentir, fazer insinuações maliciosas e até contratar jornal de outra cidade para atacar quem mais se destaca na preferência popular. 

Esta semana um jornal de Taubaté, “Jornal SOS Bairros”, invadiu Caçapava como se fosse um panfleto, para disseminar notícia falsa que a candidatura de Carlos Vilela foi barrada pela juíza de Caçapava. Certamente matéria paga! Todos sabem que Vilela foi vítima de politicagem de alguns vereadores que, contrariando parecer do Tribunal de Contas do Estado, votaram pela reprovação das contas de 2011 quando ele era prefeito. Por isso, e ciente do jogo rasteiro que a política proporciona, a juíza, no seu indeferimento permitiu que fosse interposto recurso a instância superior. Foi o que foi feito! Vilela é candidato e parece ser o preferido do eleitorado caçapavense, para desespero daqueles que não querem largar o “osso” e não têm argumentos para mantê-lo. 

Não é a primeira vez que esse jornal de quinta categoria, desprezado pelos leitores taubateanos, que não tem circulação normal em Caçapava, faz esse tipo de coisa. Tempos atrás, ele foi jogado em grande quantidade em Caçapava, estampando matéria contra cidadãos caçapavenses que costumavam denunciar mal feitos da administração Henrique Rinco. À época, um cidadão mencionado no jornal, interpelou o Sr. Amauri Próspero, proprietário do jornal. Ele abriu o jogo! Contou quem o contratou! E disse mais, quem o contratou trouxe a matéria pronta para ser publicada. Simples assim... 

Não é à toa a falta de remédios na rede pública de saúde. Ano que vem as coisas estarão diferentes, aí sim, iremos atrás dessas e de outras, “cositas mas”.

Brasil Paulo Bernardo e Gleisi Hoffmann: sr. Propina e sra. Caixa Dois



Na revista Veja desta semana

Paulo Bernardo e Gleisi Hoffmann são casados há duas décadas. Ela, senadora da República, foi ­ministra-chefe da Casa Civil de Dilma Rousseff. Ele foi ministro do Planejamento no governo Lula e ministro das Comunicações no governo Dilma. Ambos são petistas. Ambos integram a seleta lista de companheiros da estrita confiança do ex e da ex-presidente. Ambos são investigados pela Operação Lava-Jato. Paulo Bernardo chegou a ser preso pela Polícia Federal há três meses. Gleisi é alvo de inquéritos em curso no Supremo Tribunal Federal que a colocam como beneficiária de dinheiro do petrolão. Embora os dois sejam investigados em frentes diferentes, as suspeitas que recaem sobre eles se entrelaçam. E, nestes tempos em que os políticos se esforçam para tentar restringir os flagrantes de roubalheira a inocentes deslizes destinados a financiar campanhas eleitorais, o casal petista é a mais perfeita prova de que caixa dois e corrupção são, quase sempre, inseparáveis — um casamento, digamos assim, sólido.

Paulo Bernardo é acusado de ter orquestrado um esquema milionário de desvio de dinheiro no Ministério do Planejamento quando ocupava a pasta. A Consist, uma empresa de São Paulo, foi escolhida para administrar a lista de funcionários públicos, pensionistas e aposentados endividados que recorriam aos empréstimos consignados, cujas parcelas vêm descontadas automaticamente na folha de pagamento. Quem recorria aos créditos pagava uma taxa de administração — o lucro da empresa. A taxa cobrada dos funcionários e aposentados, claro, era superfaturada. O excedente era dividido, e o PT ficava com 70% de tudo. De acordo com a Polícia Federal, o partido arrecadou mais de 100 milhões de reais em cinco anos com base nesse método.

O ex-ministro sempre foi considerado um homem de partido, um soldado, como os petistas gostam de dizer. Um quadro técnico, competente e pragmático. A Operação Lava-Jato desmontou uma parte dessa biografia. A competência e o pragmatismo eram de fato reais, mas serviam a propósitos nada nobres. O dinheiro arrecadado por Paulo Bernardo e seu bando foi usado para garantir a aposentadoria e a tranquilidade de alguns companheiros dele do PT, financiou apartamentos de luxo em Miami para outros amigos meliantes, além de ajudar a eleger Gleisi Hoffmann, a senadora mais votada do Paraná, depois de uma campanha suntuosa. A cota do ex-ministro era transferida diretamente pela Consist para um escritório de advocacia de Curitiba, que providenciava a redistribuição da propina. A ideia era não deixar rastro. Mas não funcionou…

A senadora Gleisi Hoffmann foi fisgada pela Lava-Jato logo nos primeiros meses da investigação. Os policiais descobriram que ela recebera 1 milhão de reais em propinas desviadas da Petrobras. Dinheiro repassado por doleiros. Era o fio da meada de um escândalo muito maior para o casal mais poderoso da Esplanada. O escritório de advocacia de Curitiba para o qual o dinheiro era desviado gozava da confiança absoluta de Paulo Bernardo e Gleisi — um de seus sócios, Guilherme Gonçalves, era encarregado de defender a senadora em processos na Justiça. Era o álibi perfeito. A Consist fazia de conta que pagava pelos serviços de advocacia e os advogados pagavam as despesas do casal sem deixar rastros. Descobertos, todos entoaram o mesmo mantra. Paulo Bernardo não sabia de nada. Gleisi não sabia de nada. O advogado Guilherme Gonçalves, que também defendeu a ex-presidente Dilma em processos no Tribunal Superior Eleitoral, não sabia de nada.

Mas havia gente que não sabia e tentou descobrir. Acusado de envolvimento no escândalo, um dos sócios da banca, o advogado Sacha Reck, resolveu agir. Pediu a uma empresa independente que fizesse uma auditoria nas contas e nos arquivos do escritório. O resultado surpreendeu. Foi então que ele descobriu aquilo que a Polícia Federal não demoraria a desbaratar: o contrato de serviços jurídicos com a Consist não passava de fachada. Mensagens e planilhas guardadas em pastas secretas registravam o destino final do dinheiro: “Eleitoral — Gleisi”.

VEJA teve acesso aos documentos da auditoria entregues às autoridades. Ao todo, o escritório recebeu 7,2 milhões de reais da Consist. Não se sabe ainda, com precisão, quanto desse valor foi parar no caixa dois eleitoral de Gleisi, mas há fartos indícios de que não foi pouco. De acordo com os investigadores, a propina teria sido usada para pagar de tudo: ônibus para transporte de cabos eleitorais, jantares para prefeitos, motorista particular da senadora, aluguel de um flat usado como escritório informal da campanha. Um estagiário do escritório fazia o papel de entregador de dinheiro vivo, sempre que necessário. Em depoimento, ele disse ter ouvido do antigo chefe uma frase que resume bem o esquema: “O dinheiro pertencia a Paulo Bernardo, que intentava bancar a campanha de Gleisi Hoffmann para os cargos que disputasse”. Na próxima terça-feira, o STF decide se aceita ou não a acusação de corrupção contra a senadora no caso do petrolão. O casamento entre corrupção e caixa dois, ao contrário do que dizem os que desejam uma anistia generalizada, nunca foi tão perfeito.

DELAÇÃO LIGA RENAN E EX-PREFEITO DE MACEIÓ A ESQUEMA DE CORRUPÇÃO NA MERENDA


RENAN E SEU APADRINHADO CÍCERO ALMEIDA.

Diário do Poder

O presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL) voltou a ser citado como figura central de mais um escândalo de corrupção e pagamento de propina, a partir do depoimento de um ex-integrante do grupo empresarial de São Paulo que foi pivô do escândalo da Máfia da Merenda paulista.

Genivaldo Marques dos Santos é o ex-funcionário da SP Alimentação que detalhou para o Ministério Público do Estado de São Paulo o sistema de pagamentos de propina a diversas prefeituras no País, que envolvia o nome de Renan. A revelação foi feita em reportagem da revista IstoÉ, que circulou nesta sexta-feira (23).

Citado como o “homem da mala” e operador do presidente do Senado, Milton Lyra não é a única pessoa próxima a Renan citada no esquema de entrega da propina. O ex-prefeito de Maceió e deputado federal Cícero Almeida (PMDB) é citado por Genivaldo como integrante do esquema. Conhecido como Ciço, o parlamentar é candidato a prefeito de Maceió apoiado por Renan e pelo governador Renan Filho (PMDB). O ex-deputado João Lyra também foi relacionado entre os beneficiários das propinas.

De acordo com a revista, o delator disse ao MP paulista que os repasses saíam do superfaturamento do contrato para fornecimento de merenda às escolas municipais de Maceió, à época em que o ex-prefeito conhecido como Ciço comandava o Poder Executivo da capital alagoana. “A propina paga a Milton Lyra e outros era de 15% sobre o valor pago pela Prefeitura de Maceió à SP Alimentação. O dinheiro [papel moeda] era entregue quinzenalmente no município de São Paulo, na sede da SP Alimentação, a Milton Lyra”, disse Genivaldo.

A investigação avança na tentativa de descobrir se o dinheiro da propina foi efetivamente recebido por Renan.

Escola da propina

A reportagem do jornalista Aguirre Talento relatou que uma das formas de pressionar o então secretário da Educação de Maceió para ampliar a terceirização da merenda de mais escolas materializou-se em dois pagamentos de R$ 25 mil, em abril e em maio de 2006. Os dados foram encontrados por investigadores em uma planilha e foram traduzidos pelo depoimento de Genivaldo Marques dos Santos.

O repasse foi feito sob a rubrica “despesa de inauguração de escola”, para disfarçar o real objetivo de ampliar o alcance da máfia, que somente atingia cerca de 30 escolas maceioenses.

Insatisfação e o terno azul

Chamou a atenção da reportagem o relato de Genivaldo sobre detalhes como a roupa que o lobista costumava vestir ao ir receber o dinheiro da propina. Mas além de relatar que Milton Lyra voava de jatinho particular para ir São Paulo recolher a propina, geralmente vestido em um terno azul, o delator citou diretamente o envolvimento do então prefeito Cícero Almeida no acerto.

Genivaldo falou ao MP de São Paulo sobre uma reunião no Hotel Ritz, de Maceió, entre o então prefeito e o dono da SP Alimentação, Eloizo Durães. Na ocasião, o afilhado político de Renan estaria insatisfeito por não receber sua parte de propina, chamada de “retorno” por ser o desvio de uma parte do contrato da merenda. Neste momento do depoimento, entra em cena o ex-deputado federal alagoano João Lyra, ex-aliado de Renan e padrinho político de Cícero Almeida.

“Ficou sabendo por Eloizo Durães que o prefeito Cícero Almeida foi informado de que o valor do ‘retorno’ estava sendo entregue a Milton Lyra, para que este repassasse a João Lyra. Eloizo disse que Cícero determinou que o pagamento do ‘retorno’ fosse feito diretamente a este. Depois dessa reunião, contudo, foi feito ainda um último pagamento a Milton Lyra, que foi chamado à sede da SP Alimentação para ser comunicado da insatisfação de Cícero Almeida”, disse Genivaldo.

Evidências da relação

A partir de indícios de que Milton Lyra intermediava a entrega de propina de empresa a Renan e seus aliados peemedebistas no Senado, a casa do lobista e suas empresas foram alvo de mandados de busca e apreensão obtidos pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e cumpridos pela Polícia Federal em 1º de julho.

Tudo reforçado pela delação premiada em que um ex-diretor da Hypermarcas, Nelson Mello, revelou que repassou R$ 26 milhões em propina para Renan e os peemedebistas por meio de Milton Lyra.

Outro lado

Milton Lyra encaminhou nota à IstoÉ em que disse que “não conhece o referido ‘suposto delator’. São falsas as inferências”. Senador Renan não comenta o caso. E a assessoria de imprensa do candidato Cícero Almeida encaminhou a seguinte nota ao Diário do Poder:

“Sobre denúncia veiculada pela revista IstoÉ, tendo como origem uma suposta delação premiada, o candidato Cícero Almeida, através de seus advogados, informa que desconhece por completo a tal delação e seu conteúdo. Não tendo como se posicionar sobre o que não sabe. Mesmo assim, adianta que nunca manteve nenhum contato ou tratativa com ninguém, nos temas e termos sugeridos pela matéria. Ao mesmo tempo, manifesta sua profunda estranheza e indignação com a ebulição de denúncias ‘surgidas’ às vésperas da eleição. Não serão ardis que o afastarão do seu foco em trabalhar pelo povo de sua Maceió”, diz a nota de Ciço.

Pobreza de espírito de candidato dá engulhos


Resultado de imagem para Rafael Greca

Favorito na corrida pela prefeitura de Curitiba, Rafael Greca fez uma dessas declarações que costumam custar caro em política. Disse ter vomitado depois de inalar o cheiro de um pobre. A frase escapou-lhe dos lábios durante uma sabatina.

Em resposta a uma pergunta sobre moradores de rua, disse: ''Nunca cuidei dos pobres, não sou São Francisco de Assis. Até porque a primeira vez que tentei carregar um pobre pra dentro do meu carro eu vomitei por causa do cheiro.''

Greca prosseguiu: ''Era um homem muito sujo. Quando cheguei no albergue, a freira me disse: 'lavo o doutor primeiro ou ele?'.'' Crivado de críticas, pediu perdão. E transferiu suas culpas para a imprensa: ''…Mais uma vez, descontextualizam o que falo para tentar enganar as pessoas.''

De todas as pobrezas que assediam o ser humano a mais devastadora é a pobreza de espírito. Nessa matéria, Greca é um miserável perpétuo. Não há megassena que acabe com a pobreza de espírito. Essa evidência deve provocar em muitos eleitores ânsia de vômito.

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

TSE identifica novo ‘golpe’ para derrubar candidatos a prefeito


Sem reservas
Imaginação fértil

Radar online

A substituição de candidaturas a poucos dias, ou até mesmo na véspera dos pleitos, foi um ‘golpe’ usado por muitos candidatos nas eleições passadas.

Parar evitar a propagação da trapaça eleitoral, a minirreforma de 2013 fixou que substituições só podem ser feitas, no máximo, a 20 dias do pleito.

O problema é que a inteligência de alguns políticos para malfeitos parece não ter limite.

O TSE identificou uma série de chapas de candidatos a prefeito que, de uma hora para outra, o vice resolveu desistir do pleito.

Como não é possível haver substituições, a chapa cai como um todo.

A Justiça Eleitoral desconfia que estes vices possam estar negociando o passe e prejudicando a lisura das eleições. Os casos serão investigados.

DOENÇA DA MULHER DE MANTEGA NÃO INIBIU FALCATRUA NO PETROLÃO



Se a prisão Guido Mantega motivou queixas, em razão do estado de saúde da sua mulher, o ex-ministro da Fazenda não se preocupou com isso quando houve os crimes atribuídos a ele. O câncer da psicanalista Eliane Mantega foi diagnosticado dois anos antes de o marido pedir R$5 milhões a Eike Batista para pagar dívida de campanha do PT, por meio de contrato superfaturado com a Petrobras. Dinheiro roubado. A informação é do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

O câncer da mulher de Mantega foi detectado em dezembro de 2011, e o acerto criminoso, revela Eike Batista, ocorreu em novembro de 2013.

Se a Lava Jato quisesse induzir Guido Mantega à delação premiada, esta seria a hora adequada. Mas a revogação da prisão desmente isso.

Ao contrário do que dizem os petistas, os policiais foram tão discretos, na prisão de Mantega. Até usaram veículo sem inscrições da PF.

Senadores do PT, quase todos investigados, chamaram a prisão de Mantega de “desumanidade”. Mas silenciaram sobre a sua soltura.

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Doações de beneficiários do Bolsa Família para eleições superam R$ 15 milhões


Gilmar Mendes

Agência Brasil

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou hoje (22) que o valor de doações para as eleições deste ano realizadas por beneficiários do programa Bolsa Família superou R$ 15.970 milhões até a última segunda-feira (19). Os dados foram coletados a partir de um cruzamento entre o cadastro de beneficiários de programas sociais do governo federal e o sistema de prestação de contas do tribunal.

Cerca de 16 mil pessoas que fazem parte do programa fizeram doações a partidos políticos ou candidatos. De acordo com o TSE, para o cargo de vereador foram doados R$ 12.254.281,02 por beneficiários do Bolsa Família em todo o país. 

Para o cargo de prefeito, as doações alcançaram R$ 3.511.722,48 e para os partidos R$ 204.433,00. Com a apuração, foi possível identificar que a maior doação realizada por um beneficiário do programa foi de R$ 67 mil.

Para o presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes, com os dados analisados, alguns valores podem indicar a ocorrência de fraude.

Cruzamento de dados. “Vamos ter de investigar, mas indica que está havendo fraude. Ou esta pessoa de fato não deveria estar recebendo o Bolsa Família. Essa é uma das hipóteses ou está ocorrendo aquele fenômeno que nós chamamos do 'caça CPF', a ideia de se manipular o CPF de alguém que está inocente nessa relação. Tudo isso terá de ser devidamente investigado”, adiantou o ministro.

De acordo com Gilmar Mendes, com o cruzamento de dados as irregularidades poderão ser identificadas antecipadamente. “No sistema anterior, só sabíamos depois, se é que sabíamos. Ficávamos sabendo quando fazíamos alguma análise das prestações de conta. Agora, estamos fazendo esse exame prévio. Estamos dialogando com o Tribunal de Contas da União, Ministério do Desenvolvimento Social, Polícia Federal, Ministério Público e Coaf. Portanto, estamos em condições muito mais confortáveis de fazer esse exame, cumprindo bem nosso papel.”

O ministro do Desenvolvimento Social e Agrário, Osmar Terra também participou da coletiva. Segundo o ministro, os dados serão investigados. “Vai ser investigado. Às vezes está sendo usado o CPF da pessoa e ela nem sabe. Vamos fazer uma investigação. Cada caso desse vai ser investigado agora.”

Doações. Conforme as informações do TSE, do total doado pelos beneficiários do Bolsa Família mais de R$ 10.813 milhões correspondem a doações estimadas, ou seja, quando é feita em forma de prestação de serviço e não em dinheiro.

Segundo o TSE, os R$ 5.157.328,45 restantes correspondem a doações em dinheiro. Os cinco partidos que mais receberam doações de beneficiários do programa foram o PTB (R$ 1.767.262,33), PMDB (R$ 1.517.122,36), PSD (R$ 1.109.949,30), PSDB (R$ 1.008.855,00) e PT (R$ 914.233,14).

No caso das doações estimadas, o PTB foi o que mais recebeu e o PSB o que teve menor caso de prestações de serviços prestados. Sobre doações financeiras, o PMDB foi o que mais recebeu doações em valores, enquanto o PP aparece com menor registro.

Moro é eleito o décimo mais influente do mundo na lista da Bloomberg


sergio-moro

O juiz federal Sergio Moro, que conduz a Lava Jato na primeira instância em Curitiba, foi eleito uma das 50 personalidades mais influentes do mundo segundo a revista americana Bloomberg. No ranking, ele aparece na décima posição, na frente do cofundador e CEO do Facebook, Mark Zukerberg, do presidente da Rússia, Vladimir Putin, e do fundador do conglomerado de empresas chinesas Alibaba, Jack Ma. Os três primeiros da lista são, na ordem, a primeira-ministra Theresa May e os candidatos à presidência dos Estados Unidos, Donald Trump e Hilary Clinton. Moro já aparecia como o único brasileiro na lista deste ano dos cem mais influentes da revista Time.

Brasil terá novo ensino médio


Estudantes chegam para o segundo dia para a prova do Enem, em São José dos Campos. 07/11/2010

Finalmente saiu. A tão debatida e aguardada reforma do ensino médio brasileiro está sendo anunciada agora, em Brasília. Será sacramentada por uma medida provisória, assinada pelo presidente Michel Temer. O texto subverte uma fórmula que leva ao fracasso e, seguido à risca, pode resgatar o Brasil das últimas posições que já se habituou a ocupar nos rankings que comparam jovens estudantes do mundo inteiro. Passa a vigorar imediatamente, mas as redes de ensino e escolas precisarão de tempo para se adaptar. Em 2018, a expectativa é de que já estará tudo diferente.

Primeiro e decisivo ponto positivo: a flexibilização. Hoje, 100% dos jovens fazem o mesmíssimo percurso durante os três anos do ciclo médio. São treze disciplinas obrigatórias ensinadas com idêntica profundidade – ou superficialidade – a estudantes de interesses e capacidades distintas. De acordo com a MP, a grade deixa de ser engessada, permitindo ao aluno escolher a metade das matérias que irá cursar. Isso dentro de cinco áreas mestras: linguagens, matemática, ciências humanas, ciências da natureza e formação técnica profissionalizante.

A outra metade do currículo seguirá igual para todos. O que entra e sai da grade ainda está por definir, provavelmente até janeiro, dentro da Base Nacional Curricular. Mas que vão se enxugar conteúdos não há dúvida. Afinal, hoje o ensino médio consome uma média de 2400 horas. Como 1200 delas serão escolhidas pelo estudante, restarão apenas outras 1200 horas para acomodar a parte obrigatória. Matemática e português continuarão com a carga atual, durante os três anos, e inglês passará a ser uma exigência.

A nova fórmula – que aliás só é nova aqui, já que países de boa educação a conhecem há tempos – é um caminho para expurgar a atual rigidez do ensino médio. Sendo igual para todo mundo, pressupõe que todo mundo seja igual. Assim, não atrai a maioria, um desastre do ponto de vista da trajetória desses jovens e do país. Atualmente, 1,7 milhão de brasileiros entre 15 e 17 anos estão fora da sala de aula. De cada 100 alunos que ingressam no ensino médio, apenas 50 se formam, e mal. “O modelo atual precisa mudar já. É uma catástrofe”, resume Marcos Magalhães, presidente do Instituto de Co-Responsabilidade pela Educação (ICE).

Segundo e também decisivo ponto da MP: um dos trajetos possíveis ao longo do ensino médio será o curso técnico. Esses estudantes, é bom esclarecer, também cumprirão a ala obrigatória de disciplinas. O impulso para o ensino técnico é mais do que bem-vindo. Modalidade ainda vista no Brasil como de segunda classe, já produziu resultados espetaculares em países como Coreia do Sul, Suíça e Alemanha. Braços especialmente talhados para certos ofícios funcionam como mola para a economia. Atualmente, o adolescente pode fazer no Brasil o ensino técnico, mas antes disso precisa encerrar todo o roteiro de disciplinas do ciclo médio. O resultado é desastroso: muita gente debanda antes. Não à toa, menos de 10% dos brasileiros seguem esta rota, enquanto em países mais desenvolvidos eles passam da metade.

A medida provisória prevê ainda algo crucial, repassar verbas aos estados para que consigam implantar o ensino integral. Hoje os jovens brasileiros batem outro desses recordes desfavoráveis: estão entre os que têm jornada escolar mais curta, de quatro horas e meia. A média na OCDE (organização que reúne os países mais ricos) é de sete horas. Está claro que é preciso estudar mais e melhor para que a juventude daqui possa brigar por um lugar ao sol no disputado tabuleiro global. As mudanças agora anunciadas têm tudo para ser um primeiro passo.

Sérgio Moro revoga prisão de Guido Mantega


O ex-ministro Guido Mantega chega à sede da Polícia Federal, em São Paulo, após ser preso temporariamente durante a 34ª fase da Operação Lava Jato, intitulada Operação Arquivo X - 22/09/2016

No G1:

O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato, revogou a prisão do ex-ministro Guido Mantega. Ele tinha sido preso temporariamente na 34ª fase da operação, deflagrada hoje.

“Considerando os fatos de que as buscas nos endereços dos investigados já se iniciaram e que o ex-Ministro acompanhava o cônjuge no hospital e, se liberado, deve assim continuar, reputo, no momento, esvaziados os riscos de interferência da colheita das provas nesse momento.Procedo de ofício, pela urgência, mas ciente de essa provavelmente seria também a posição do MPF e da autoridade policial. Assim, revogo a prisão temporária decretada contra Guido Mantega, sem prejuízo das demais medidas e a avaliação de medidas futuras, declarou o juiz.

Guido Mantega acabou de ser preso pela Lava Jato


Guido Mantega

Guido Mantega acabou de ser preso pela Lava Jato, segundo a coluna do Estadão.

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira a 34ª fase da Operação Lava-Jato. A casa do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, em São Paulo, é um dos alvos de busca e apreensão. Também estão sendo cumpridos mandados no Rio de Janeiro, em Minas Gerais, no Rio Grande do Sul, na Bahia e no Distrito Federal.

O ex-comandante da Fazenda, segundo revelou VEJA, é citado na proposta de delação premiada do marqueteiro João Santana e de sua esposa Mônica Moura. De acordo com o casal, Mantega foi designado pela ex-presidente Dilma Rousseff para cuidar da arrecadação do caixa dois da campanha de 2014 junto aos empresários.

Em maio, Mantega foi conduzido pela PF para prestar esclarecimento na Operação Zelotes, que o investiga irregularidades no Conselho Administrativo de Recurso Fiscais (Carf). Conforme revelou VEJA, ele é suspeito de ter usado o seu cargo como ministro para favorecer um amigo empresário.