O Globo

No convívio com o economista Paulo Sérgio Passos, a presidente
Dilma Rousseff abandona a formalidade. E o tom ríspido que já deixou marcas em
outros assessores dá lugar a um tratamento quase fraternal.
O novo ministro dos Transportes é considerado, desde o governo Lula, um dos
escolhidos da presidente da República. Eles se aproximaram quando Dilma, então
ministra-chefe da Casa Civil, transformou-se na mãe do PAC, o Programa de
Aceleração do Crescimento, e tinha Passos como o interlocutor na área dos
transportes.
A presidente viu no economista, a quem chama carinhosamente de Paulinho, um
técnico competente e aplicado, que jamais deixou uma pergunta sem resposta nas
reuniões onde tantos outros assessores já passaram por saias-justas. E a empatia
colocou o agora ministro dos Transportes naquele grupo seleto de colaboradores
em quem Dilma confia sem reservas.
O economista que ingressou no serviço público em 1973, por meio de concurso,
ocupando postos de comando em vários governos, também conquistou a confiança do
ex-presidente Lula. Ele mantém, desde o lançamento do PAC, em 2007, um canal
direto com Dilma.
Baiano de Muritiba, o novo ministro tem 60 anos, três filhos e é casado com a
cantora e compositora Rosa Passos.
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