
Mesmo após o diretor ter poupado o governo em seus depoimentos no
Congresso, presidente afirma que sua decisão ‘está tomada’
A presidente Dilma Rousseff desautorizou líderes da base aliada que admitiram
a possibilidade de recondução de Luiz Antonio Pagot ao Departamento Nacional de
Infraestrutura de Transportes (Dnit).
Irritada com as especulações sobre o assunto, Dilma foi taxativa: disse a
mais de um ministro que sua decisão está tomada e que ele não voltará ao comando
do Dnit.
Sem saber da bronca dada por Dilma nos aliados que recomendaram o seu
retorno, Pagot afirmou [ontem], 13 que o Dnit precisa ter mais "independência"
do Ministério dos Transportes para reduzir a burocracia.
Embora esteja na berlinda, envolvido em denúncias de superfaturamento de
obras para abastecer o caixa de seu partido, o PR, ele ainda impôs ontem
condições para permanecer na autarquia.
"Se a presidente Dilma assim quiser, eu posso continuar à frente do Dnit, mas
preciso ter uma longa conversa com ela", disse ele, após prestar depoimento de
mais de sete horas, na Câmara dos Deputados. "Eu gostaria de ficar. Comecei a
fazer mudanças lá e posso continuar a fazê-las. Mas não posso mais ficar
dependendo do Serpro, que fica dois anos encarregado de um estudo e não entrega.
Preciso de uma infraestrutura de ponta na informática."
Indagado se aceitaria outra cadeira, respondeu: "Não aceito convite para
outra área que não seja o Dnit".
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