
A importação de carros este ano vai ser a maior da história da indústria
automobilística brasileira. A participação nas vendas, que era de 5% em 2005,
deve chegar aos 23%, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos
Automotores (Anfavea).
Esse índice, porém, é considerado conservador por analistas, para quem
modelos feitos em outros países devem responder por quase um terço do mercado, o
equivalente a 1 milhão de veículos - mais que a produção da Volkswagen, maior
fabricante do setor, que foi de 826 mil unidades em 2010.
No fim de 1995, ao assistir aos importados ficarem com 21,8% das vendas, o
então presidente Fernando Henrique Cardoso elevou a alíquota de importação de
32% para 70%. No ano seguinte, a participação caiu para 12,9%.
Agora, com o câmbio sobrevalorizado, metalúrgicos fazem passeatas por temerem
perda de vagas e montadoras reivindicam do governo Dilma Rousseff medidas para
melhorar sua competitividade e enfrentar os preços mais atrativos dos
importados.
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