terça-feira, 8 de maio de 2012

PT e PMDB resistem a acordo para blindar governadores na CPI


Estadão.com.br


PT e PMDB dificilmente aceitarão um acordo para blindar os governadores do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, e de Goiás, Marconi Perillo, na CPI do Cachoeira. Contudo, os dois maiores partidos da base aliada do governo têm motivos diferentes para rejeitar o acerto que é comentado nos corredores do Congresso.

O PMDB não vê motivos para convocar Cabral à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), já que ele não foi citado, até agora, nas investigações das operações Vegas e Monte Carlo, da Polícia Federal.

O elo de Cabral com as investigações está na sua amizade com o ex-presidente da Delta Construções, Fernando Cavendish. A construtora está no centro das apurações da comissão.

Já o PT acredita que um acordo para blindar ou amenizar os depoimentos dos governadores, convocando-os para uma sessão conjunta da CPI mista, só interessa ao PSDB, porque a PF diz em seus relatórios que Perillo recebeu dinheiro de Cachoeira e ainda nomeou uma pessoa da confiança do empresário para comandar o Detran de Goiás.

O PT acredita ainda que o elo estabelecido entre Queiroz e o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, preso desde fevereiro acusado de comandar uma rede de jogos ilegais, é fraco e não atingiria diretamente o governador, apenas poderia incriminar alguns assessores próximos.

"Não existe hipótese de acordo. Cabral nunca foi pago, por Cachoeira. O Perillo está envolvido até o pescoço. E o Agnelo perdeu na Justiça quando pediu para a Delta sair do contrato que tinha no DF. Isso só interessa à oposição", disse à Reuters o deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), que integra a CPI.

O presidente da CPI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB)6, afirmou que ainda não chegou o momento de convocar os governadores, mas descartou a possibilidade aprovar requerimentos em bloco para os depoimentos dos governantes, como defende a oposição.

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