sexta-feira, 11 de maio de 2012

Venda da Delta é “uma afronta aos princípios da legalidade e da moralidade”, diz procurador



O procurador regional da República Nívio de Freitas Silva Filho requereu, nesta quinta-feira (10), a abertura de inquérito civil público para apurar possíveis irregularidades na venda da construtora Delta, alvo de denúncias de fraude, corrupção e superfaturamento. A construtora foi vendida ao grupo J&F. Segundo Freitas, um motivo para o Ministério Público Federal apurar com urgência a venda é a participação de 31% do BNDES na JBS, principal controlada da J&F.

Silva Filho considera “uma afronta aos princípios da legalidade e da moralidade”, a concretização do negócio que tem como sócio o BNDES e uma empresa que poderá ser declarada inidônea. O procurador regional considera urgente a tomada de medidas para evitar a alienação do patrimônio da Delta, dada a gravidade e a extensão das fraudes noticiadas recentemente.

Para ele, deve ser verificada a possibilidade de enviar recomendação às instituições públicas envolvidas, bem como a de mover ação na Justiça com pedido de liminar para suspender a transação recém-confirmada pela J&F. O ofício será apreciado por um procurador da área de Patrimônio Público, a quem caberá definir as linhas de atuação do MPF. No ano passado, a Procuradoria abrira um inquérito civil público para investigar a regularidade da participação do BNDES no grupo JBS.

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