Estadão
O delegado da Polícia Federal Raul Alexandre Marques constrangeu o deputado
federal Protógenes Queiroz (PCdoB-SP, foto abaixo) no fim da sessão secreta da
CPI do Cachoeira, que durou mais de sete horas.
Em meio a questionamentos de Protógenes sobre o envolvimento de setores da
mídia com a organização criminosa, o delegado o rebateu, citando a proximidade
do parlamentar com o araponga Idalberto Matias de Araújo, o Dadá, braço-direito
de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.
Marques lembrou de escutas da operação Vegas em que Protógenes foi flagrado
conversando com Dadá. Segundo o delegado, um dos diálogos indica o interesse do
deputado em se aproximar do ex-diretor da Delta no Centro-Oeste, Cláudio Abreu,
apontado pela PF como um dos principais aliados do bicheiro. Protógenes teria
dito no grampo ter uma missão para o araponga: apresentá-lo ao dirigente da
empreiteira.
Membro da CPI, o deputado federal aparece também nas investigações da
operação Monte Carlo. Conforme revelou o Estado, Protógenes foi flagrado em pelo
menos seis conversas suspeitas com o araponga.
Segundo a PF, Dadá esteve a serviço de Protógenes na Operação Satiagraha e,
nas conversas, recebe orientações do ex-delegado sobre como agir para embaraçar
a investigação aberta pela corregedoria da PF sobre desvios no comando da
operação que culminou com a prisão do banqueiro Daniel Dantas - a
Satiagraha.
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