Augusto Nunes
“Não foi a corrupção que aumentou; o governo Lula é que tornou as
investigações mais rigorosas e eficazes”, recomeça a balir o rebanho companheiro
sempre que algum sacerdote da seita se junta à interminável procissão de
escândalos.
O mantra malandro foi destruído de vez pela descoberta do milagre da
multiplicação do patrimônio de Antonio Palocci e pelo desbaratamento da
quadrilha em ação no Ministério dos Transportes. O estuprador de sigilo bancário
que se converteu em traficante de influência não foi desmascarado por agentes da
Polícia Federal, mas por repórteres da Folha de S. Paulo.
Os meliantes a serviço do PR foram identificados por jornalistas de VEJA, não
pela Corregedoria Geral da União. Os órgãos de controle do governo não apuram
nada. São coiteiros de delinquentes de estimação.
Nunca antes neste país os larápios federais roubaram tanto e tão
descaradamente quanto nos últimos oito anos e meio, confirmam as revelações que
precipitaram a troca do ministro Alfredo Nascimento por outro figurão do bando
liderado pelo deputado federal Valdemar Costa Neto.
Em junho de 2002, quando presidia o Partido Liberal, foi o parlamentar
paulista quem celebrou o acordo com o PT que resultou na formação da dupla Lula
e José Alencar, senador eleito pelo PL mineiro. As investigações sobre o
escândalo do mensalão revelaram que o aluguel do partido custou R$10 milhões.
Mais o Ministério dos Transportes, sabe-se agora.
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