Depois de perder o comando do Ministério dos Transportes sob acusações de
corrupção, o PR manda ao governo seu recado: não quer pagar sozinho pelas
denúncias que abalaram a pasta e já faz ameaças a petistas que estão na
estrutura do órgão.
Afastado após ser envolvido nas acusações que derrubaram o ex-ministro
Alfredo Nascimento, o diretor-geral do Dnit (Departamento Nacional de
Infraestrutura de Transportes), Luiz Antonio Pagot, deu prévia ontem de como
será seu primeiro depoimento sobre o caso, terça-feira, no Congresso.
"O Dnit é um colegiado. O Hideraldo manda tanto quanto o Pagot", disse, em
referência ao petista Hideraldo Caron, diretor de Infraestrutura Rodoviária do
Dnit, e listando, em seguida, todo o colegiado do órgão.
Caron, filiado ao PT do Rio Grande do Sul desde 1985, é apontado por
políticos como uma espécie de "espião" de Dilma Rousseff no Dnit.
Segundo Pagot, ele era responsável por 90% das obras, já que cuidava da
diretoria de Infraestrutura do órgão.
"No Dnit só se aprova por unanimidade. É claro que cada um é responsável por
sua área. A responsabilidade pelas obras é do Hideraldo. Como ele é diretor de
Infraestrutura Rodoviária, é óbvio que tem um volume maior concentrado", disse
Pagot, ressalvando que "não é Hideraldo que toma as decisões".
A pedido do senador Blairo Maggi (PR-MT), seu padrinho político, Pagot dará
explicações públicas na Câmara e no Senado.
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