domingo, 28 de fevereiro de 2016

Lula roda um filme tipo B e reivindica um épico



Não dá para imaginar os executivos da OAS e da Odebrecht, pés sobre a mesa, copo de uísque na mão, charuto entre os dedos, calculando quanto da rapina na Petrobras caberia ao Lula. Segundo o Datafolha, a maioria dos brasileiros acha que houve toma-lá-dá-cá. Os governos do PT azeitaram negócios para as construtoras e, em troca, essas empresas beneficiaram Lula com reformas no tríplex do Guarujá e no sítio de Atibaia. Esse seria o filme classe B, a simples reiteração da tomada do Estado brasileiro por uma quadrilha e sua descoberta por jovens procuradores e agentes federais depois que a prataria já havia sido vendida.

O filme verdadeiro deve ser um épico, salpicado de nuances psicológicas. Nele, Luís Inácio, no papel de Lula, é um homem convencido de sua missão divina e dos privilégios que ela lhe concede. Personagens como os empreiteiros e o primeiro-amigo José Carlos Bumlai são apenas escudeiros providenciais, versões pós-modernas de Sancho Pança. Todos com as algibeiras recheadas com verbas do BNDES e dos cofres de estatais. O papel dos escudeiros é o de livrar Lula dos cuidados banais, como a conta das reformas do sítio e do tríplex, a montagem das cozinhas planejadas, a troca do assoalho, a instalação do elevador privativo…

Na festa de aniversário do PT, Lula disse que anda de “saco cheio” com os inimigos, com a imprensa e com os procuradores e magistados que se curvam para as manchetes. Natural que Lula se sinta injustiçado, acossado não pela indignação moral da sociedade, mas pela mesquinhez das pessaos, pela incapacidade geral de reconhecer que tudo que lhe caía no colo, viesse de onde viesse, não era mais do que o merecido. Que diabos, ele saiu de Garanhuns para dar dinheiro do BNDES aos ricos e dignidade aos pobres! Isso já o distinguia como um cidadão especial, portanto merecedor de favores excepcionais.

No STF, a defesa de Lula pediu a suspensão das investigações sobre o tríplex e o sítio. Os advogados reiteraram que o apartamento não pertence a Lula. Quanto ao sítio, registrado em nome de dois sócios de Lulinha, alega-se que foi comprado por iniciativa de um velho amigo, Jacó Bittar, para que o ex-presidente da República pudesse “acomodar” os objetos que ganhou do “povo brasileiro”. Como oas instalações eram precárias, o primeiro-amigo Bumlai ofereceu-se para reformá-lo. Ouvido, o advogado de Bumlai levou o pé atrás: “Só se a Odebrecht for propriedade de Bumlai, o que não me consta.''

Seja como for, julgar Lula pela generosidade com que foi tratado por amigos e congêneres seria julgá-lo como um presidente qualquer. E Lula foi eleito duas vezes com a promessa de que não seria um presidente qualquer. Lula passaria pelo Planalto como a “alma viva mais honesta” que Lula já conheceu. Tem todo o direito de estar de “saco cheio”. Seus eleitores votaram nele porque queriam a diferença. Agora, reclamam da diferença. Dizem que a OAS, a Odebrecht, o Bumlai, o Jacó Bittar, os sócios do Lulinha não faziam parte da diferença. Queriam um Messias. Mas com horário comercial e limite de saque.

No filme B, Lula seria um espertalhão que engana todo mundo e impõe uma trama conhecida: os amigos comercializam sua influência no governo, enriquecem à base de propinas e dividem o proveito com o presidente. No enredo épico, Lula e o Brasil se enganam mutuamente. Lula, reivindica para si um figurino de idealista incompreendido. Vira protagonista de inquéritos graças às más-companhias e à campanha de perseguição. Um final tipo B seria mais realista. Mas Lula avalia que o Brasil merece uma tragédia grandiosa. A autoestima nacional não resistiria a um enredo simplório, em que que tudo não passasse de uma vigarice banal.

3 comentários:

AHT disse...

Por falar em festa de aniversário do PT, em meio à Crise que impuseram ao Brasil, aqui vai outra festa típica daqueles que não admitem largar o osso e sugar todo o tutano do povo:

No G1:

"Mugabe tem festa de US$ 800 mil em área arrasada pela seca no Zimbábue
Comemoração de presidente no poder há 35 anos revolta oposição.
Líder diz que Ocidente condiciona ajuda humanitária a política pró-gays.

Da Reuters

O presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, comemorou seu aniversário de 92 anos com uma festa de quase US$ 800 mil, organizada por seus apoiadores em uma região devastada pela seca. A celebração, ocorrida neste sábado (27), foi duramente criticada por opositores do regime.

Líder do país desde que o Zimbábue se tornou independente do Reino Unido em 1980, prometeu que ninguém passaria fome como resultado da estiagem que deixou 3 milhões de pessoas desamparadas e desencadeou a declaração de estado de desastre na maioria das áreas rurais.

Mas em uma bravata característica direcionada a países ocidentais, ele afirmou que o Zimbábue não aceitaria ajuda externa se ela fosse oferecida sob a condição de o país aceitar os direitos dos gays.

O Zimbábue havia pedido quase US$ 1,6 bilhão para ajudar a pagar por grãos e outros alimentos, mas nenhuma organização humanitária impôs tais condições para oferecer ajuda.

Na festa organizada pela União Africana Nacional do Zimbábue-Frente Patriótica -- partido que sustenta a perpetuação de Mugabe no poder -- jovens soltaram 92 dois balões ao ar e fizeram uma apresentação musical com leitura de poesias que louvavam o líder africano como um visionário.

A comemoração ocorreu em Masvingo, província que perdeu 75% da colheita de milho neste ano por causa da seca.

Seu bolo tinha o formato das ruínas de Grande Zimbábue -- vila medieval que deu origem ao nome do país. A comemoração recebeu ainda estudantes, diplomatas, ministros de governo e chefes de segurança."

O DIA QUE O APEDEUTA E SEUS APEDEUTETES FORAM TIRADOS DE CIMA DE SEUS ALAZÕES disse...

Com a diferença de apenas um ano, o Zimbábue também comemora o seu grande líder e no Poder há 35 anos. Aqui, a festa de aniversário de 36 anos do PT comemorado e dando "o maior apoio" ao Lula.

A seca aqui judia do povo de boa parte do Nordeste e, nos últimos tempos, em outras regiões do Brasil. Na África, ha povos sofrendo com a seca.

Vítimas das secas constituem um rico capital votante, arrebanhadas em valiosos currais eleitorais de propriedade de grandes bandidos travestidos de políticos.

Na África e Brasil, vítimas das secas justificam ajudas em dinheiro e outros recursos, que acabam em grande parte desviados para os patrimônios pessoais de governantes, politicalha agregada e até de burocratas subalternos.

No Brasil, a esperteza assessorada por oportunistas dá de 10 x 0 nos "Opositores", cândidos políticos e homens da mídia que não saem de cima do muro. Até o dia que...

O Grande Apedeuta, não adepto aos livros, mas sempre atento aos intelectuais e banqueiros que não paravam de cochichar em seus ouvidos. Inteligente, ladino e ardiloso, tornou-se exímio na arte da política. Entre drinques finíssimos e até cachaça, estava sempre a pensar em artimanhas políticas, em discursos e até em estratégias e táticas, graças ao que ouvira de um tal Fidel e de alguns ex-companheirinhos, entre esses um tal de Zé Dirceu, fiel escudeiro que não se abriu nem mesmo estando no xilindró.

"... ao povo, para amolecer seu coração, propaganda, circo e um pouco de pão. Opinião manipulada, oh, que emoção! Sufoco a sua razão, povo vai amansando, se conformando com a situação. Porque somos poderosos, muitos nos criticarão. Tentarão, em vão, nos derrubar de cima de nossos alazões. Coitados, logo nós, protegidos com armaduras e lanças. Finalmente, teremos a boiada mansa, pelo medo de ser chuchada por nós... Avançaremos sobre outros territórios vizinhos e além-mar... Eu, Imperador Trabalhista... Oh, que emoção!..."

Mas quando menos se espera...

Chega o sonhado dia... um cidadão foi iluminado por uma nave espacial, e começou a falar, ainda mansamente, "Não posso deixar de falar... não somos o povo fraco e tanto que dizem que somos. Não somos! Absolutamente, não somos!"

De repente, todos se dão conta do que lhe fizeram. Alienígenas recém chegados à Terra, condoídos com o que viam a um certo tempo aqui, resolveram dar um ajuda: telepaticamente ensinaram muito àquele povo, reavivando o sub-consciente coletivo, aflorando habilidades e dons, até de ler pensamentos.

E aquele cidadão que primeiro se expressou e foi ouvido por todos, como se estivessem saindo de um longo sono, se aproximou do Grande Apedeuta, justamente, naquele momento que ele pensava sobre estratégias e o povo lhe servindo. Se aproximou, com cara de manso e inofensivo e, de repente, olhou para o Grande Apedeuta e o enfrentou com palavras e expressões que transmitiam poderio:

"Você, apedeuta boçal, de armadura de lata importada da China e chuchos por seus ex-companheiros feitos nas prisões, saiba que nós sabemos que você, oh, beberrão!, não passa de um grande e f#p@ vigaristão! Vamos pegar esse chucho e, oh, no seu fiofózão!"

Dito isso, o povo se encheu de coragem, avançou sobre Apedeutas e Apeudeutetes covardes e os derrubaram de seus alazões, tomaram chuchos e estiletes, fazendo-os prisioneiros. Foram levados para a Papuda, Bangu de 1 a 10, e outras penitenciárias. Clonaram o carcereiro Japonês da Federal, 10 para cada prisão. Também clonaram 1.000 Juízes SM e outros milhares Policiais Civis e Militares, Delegados, Promotores e Procuradores íntegros e confiáveis. Tudo isso, para garantir total Segurança durante a fase de transição para o Novo Brasil e evitar terríveis recaídas e violentas agressões à Democracia e ao Estado de Direito.

Fim.

Rir é o melhor remédio!
Disse o inigualável Barão de Itararé: "Tudo seria fácil se não fossem as dificuldades".


Está explicado. Graças ao Barão de Itararé podemos entender porque os sonhos mais significativos para um povo não são concretizados.

AHT

AHT disse...

O DIA QUE O POVO APEOU APEDEUTA E SEUS APEDEUTETES DOS ALAZÕES

Zimbábue, em região sob dramática seca, uma festa de 800 mil dólares comemorando 35 anos do Grande Lider no Poder. No Brasil, a festinha de aniversário de 36 anos do PT foi para glorificar o Lula.

Na África, há povos sofrendo com a seca. A seca no Brasil judia do povo de boa parte do Nordeste e até em outras regiões do Brasil. Vítimas das secas constituem um rico capital votante, arrebanhadas em currais eleitorais de propriedade de bandidos travestidos de políticos.

Na África e Brasil, vítimas das secas justificam ajudas bilionárias, que acabam em grande parte desviadas para os patrimônios pessoais de governantes, politicalha agregada e até de burocratas.

No Brasil, a esperteza assessorada por oportunistas dá de 10 x 0 nos "Opositores", cândidos políticos e homens da mídia que não saem de cima do muro. Até o dia que...

O Grande Apedeuta, não adepto aos livros, mas sempre atento aos intelectuais e banqueiros que não paravam de cochichar em seus ouvidos. Inteligente, ladino e ardiloso, tornou-se exímio na arte da política. Entre drinques finíssimos e até cachaça, estava sempre a pensar em artimanhas políticas, em discursos e até em estratégias e táticas, graças ao que ouvira de Fidel e de alguns ex-companheirinhos, entre esses um tal de Zé Dirceu, fiel escudeiro que não se abriu nem mesmo estando no xilindró.

"... ao povo, para amolecer seu coração, propaganda, circo e um pouco de pão. Opinião manipulada, oh, que emoção! Sufoco a sua razão, povo vai amansando, se conformando com a situação. Porque somos poderosos, muitos nos criticarão. Tentarão, em vão, nos derrubar de cima de nossos alazões. Coitados, logo nós, protegidos com armaduras e lanças. Finalmente, teremos a boiada mansa, pelo medo de ser chuchada por nós... Avançaremos sobre outros territórios vizinhos e além-mar... Eu, Imperador Trabalhista... Oh, que emoção!..."

Mas quando menos se espera...

Chega o sonhado dia... um cidadão foi iluminado por uma nave espacial, e começou a falar, ainda mansamente, "Não posso deixar de falar... não somos o povo fraco e tanto que dizem que somos. Não somos! Absolutamente, não somos!"

De repente, todos se dão conta do que lhe fizeram. Alienígenas recém chegados à Terra, condoídos com o que constataram, resolveram dar um ajuda: telepaticamente ensinaram muito àquele povo, reavivando o sub-consciente coletivo, aflorando habilidades e dons, até de ler pensamentos.

E aquele cidadão que primeiro se expressou e foi ouvido por todos, como se estivessem saindo de um longo sono, se aproximou do Grande Apedeuta, justamente, naquele momento que ele pensava sobre estratégias e o povo lhe servindo. Se aproximou, com cara de manso e inofensivo e, de repente, olhou para o Grande Apedeuta e o enfrentou com palavras e expressões transmitindo poderio:

"Você, apedeuta boçal, de armadura de lata made in China e chuchos feitos nas prisões por ex-companheiros seus, saiba que nós sabemos que você, oh, beberrão!, não passa de um grande e f#p@ vigaristão! Vamos pegar esse chucho e, oh! Entendeu, fajutão?"

Dito isso, o povo se encheu de coragem, avançou sobre Apedeuta e seus Apeudeutetes Militntos, derrubando-os de seus alazões. Tomaram e recolheram os chuchos e estiletes e fizeram todos seus prisioneiros, levando-os para a Papuda, Bangu 1 a 10, e outras penitenciárias. Clonaram o carcereiro Japonês da Federal, 10 para cada prisão. Também clonaram 1.000 Juízes SM e outros milhares de Policiais Civis e Militares, Delegados, Promotores e Procuradores íntegros e confiáveis. Tudo, para garantir total Segurança durante a fase de transição para o Novo Brasil e evitar terríveis recaídas e violentas agressões à Democracia e ao Estado de Direito.

Fim.

Rir é o melhor remédio!
Disse o inigualável Barão de Itararé: "Tudo seria fácil se não fossem as dificuldades".


Está explicado. Graças ao Barão de Itararé podemos entender porque não são concretizados os sonhos mais significativos para um povo.

AHT