terça-feira, 18 de agosto de 2015

Brasil dá calote em firma de limusines nos EUA



Porta-voz da reunião que Dilma Rousseff teve nesta segunda-feira com os membros da coordenação política do governo, o ministro Edinho Silva (Comunicação Social) tentou animar a plateia: “Queremos a construção de uma agenda e otimismo. Temos que acreditar na força do nosso país. Em breve estaremos saindo das dificuldades.” Recomenda-se a Edinho que telefone para Eduardo Marciano, um brasileiro que reside na Flórida. Ela está muito pessimista.

Dono da NS Highfly Limousine, Marciano prestou serviços ao governo brasileiro na recente visita de Dilma aos Estados Unidos. Fornececeu à delegação da presidente 25 motoristas (!), dois ônibus (!!), um caminhão (!!!) , três vans (!!!!) e 19 limusines (!!!!!). Cobrou US$ 100 mil (!!!!!!). E ainda não viu a cor do dinheiro. Ameaça recorrer à Justiça Americana: “Estou cansado de ir ao consulado [em San Francisco]. Não quero levar o governo para a Corte aqui. Mas não posso ter um prejuízo desses.''

O cônsul-geral do Brasil em San Franciso, Eduardo Prisco Paraiso Ramos, disse: “Ainda não recebemos os recursos de Brasília. Não sei exatamente a razão. Deve ser algum problema orçamentário, então a gente não pôde ainda realizar o pagamento.'' O doutor acha que “algum atraso é sempre normal.” Hã, hã…

Dilma permaneceu na Califórnia por um dia, 1º de julho. Mas os veículos locados na firma de Marciano rodaram de 16 de junho a 2 de julho. Sabe-se que uma viagem presidencial é precedida de alguma preparação. Mas cabe perguntar: se o Brasil está endividado até a raiz do meu, do seu, do nosso cabelo, por que diabos alugou dois ônibus, um caminhão, três vans e 19 limusines? Assim não há otimismo que dê jeito.

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