quinta-feira, 13 de setembro de 2012

A tese ridícula de Lewandowski no que diz respeito a Rogério Tolentino



Com todo respeito, como sempre, ao ministro Ricardo Lewandowski, a tese de que não há evidências de lavagem de dinheiro no caso de Rogério Tolentino beira o ridículo. Por quê? O caso que o envolve é claríssimo: ele recebeu um suposto “empréstimo” do BMG no valor de R$ 10 milhões. Muito bem: uma agência de Marcos Valério, a DNA, havia comprado títulos do próprio BMG no valor de… R$ 10 milhões. Com que dinheiro a DNA havia comprado os títulos? Com o do Fundo Visanet, que o próprio Supremo — Lewandowski inclusive — considerou caracterizar peculato.

Recebido o dinheiro, o que fez Tolentino? Repassou o dinheiro para Marcos Valério. De que maneira? Assinou, segundo disse, três cheques em branco e os entregou à secretária Simone. Esse dinheiro foi parar na corretora Bônus Banval e, dali, nas mãos de parlamentares do PP.

Segundo Lewandowski, isso não é lavagem, entenderam?, embora o dinheiro original do suposto empréstimo tenha decorrido de peculato.

Por Reinaldo Azevedo

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