A nova tragédia que deixou cinco mortos na Região Serrana ocorreu sem que os
problemas provocados pelo maior desastre natural da história do Brasil tenham
sido solucionados. Um ano e três meses depois da morte de mais de 900 pessoas em
sete municípios, as casas populares prometidas para moradores de áreas de risco
não foram entregues.
Além disso, irregularidades foram descobertas no pagamento do aluguel social.
As compras que contam com subsídio do estado seguem em ritmo lento, devido à
oferta escassa e ao custo dos imóveis.
A ocupação desordenada é tão grande que, segundo levantamento de 2010, apenas
em Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo pelo menos 42 mil pessoas viviam em
áreas de risco — incluindo favelas e bairros de classe média.
Em Nova Friburgo, a Fazenda da Lage, escolhida inicialmente para reassentar
três mil famílias, foi descartada porque exigiria investimentos elevados em
drenagem, já que fica perto de um córrego. Somente em fevereiro o governo
estadual iniciou as obras de terraplenagem de um terreno em Conselheiro Paulino.
As primeiras 500 casas de um total de 2.100 deverão ser entregues até o fim de
2012.
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