O Globo
No momento em que se discute a criação de mais um imposto para financiar a
Saúde Pública, recursos destinados às despesas com o atendimento médico básico,
universal e gratuito à população, em especial às parcelas de menor renda, estão
sendo aplicados em outros fins.
Assim como estados e municípios, que já foram acusados de maquiar os
orçamentos da Saúde, o governo federal também contabiliza no Piso Nacional da
Saúde despesas que deveriam ser custeadas por outras áreas e que, em alguns
casos, são consideradas ilegais.
Um exemplo emblemático e questionado por especialistas são as duas mil
academias de saúde que serão construídas com o mesmo dinheiro que vai para os
hospitais públicos - onde pessoas ainda morrem nas filas e falta material.
O Ministério da Saúde reservou no orçamento deste ano R$ 143 milhões para o
projeto das academias. E R$160 milhões na proposta de 2012 dentro do programa de
Reestruturação da Rede de Serviços de Atenção Básica de Saúde. Até 2014, a meta
é construir quatro mil academias.
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