O Globo
Promessa de campanha da presidente Dilma Rousseff para combater o crime
organizado nas fronteiras, o veículo aéreo não tripulado (Vant) decolou semana
passada com dez meses de atraso em relação ao compromisso original e em meio a
turbulências de ordem legal e resistências dos militares.
O Tribunal de Contas da União (TCU) abriu auditoria para apurar a
regularidade da compra dos aviões espiões da Polícia Federal de um fabricante
israelense, feita sem licitação, ao custo de R$ 654 milhões.
O tribunal investiga gastos com o contrato de qualificação de técnicos e
pilotos, assinado antes da compra dos aviões. Os valores chegam a R$ 23 milhões.
Só com diárias de 13 policiais enviados a Israel para capacitação foram pagos
cerca de R$ 500 mil.
O avião fez seu primeiro voo oficial semana passada, após um mês de testes.
Desde então, vem captando imagens na Tríplice Fronteira. Um segundo modelo chega
em breve. A PF quer adquirir 14 Vants até 2014 para serem operados de quatro
bases.
O Vant é uma aeronave controlada à distância pelo piloto, de uma base em
solo. Sua tarefa é captar imagens, que podem ser transmitidas em tempo real.
Pode operar a milhares de quilômetros da base. Sem tripulação, é possível
mantê-los no ar por dias, conforme o modelo, com risco e custo mais baixos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário