terça-feira, 11 de outubro de 2011

Com 10 meses de atraso, Vant entra em ação e é alvo do TCU


O Globo



Promessa de campanha da presidente Dilma Rousseff para combater o crime organizado nas fronteiras, o veículo aéreo não tripulado (Vant) decolou semana passada com dez meses de atraso em relação ao compromisso original e em meio a turbulências de ordem legal e resistências dos militares.

O Tribunal de Contas da União (TCU) abriu auditoria para apurar a regularidade da compra dos aviões espiões da Polícia Federal de um fabricante israelense, feita sem licitação, ao custo de R$ 654 milhões.

O tribunal investiga gastos com o contrato de qualificação de técnicos e pilotos, assinado antes da compra dos aviões. Os valores chegam a R$ 23 milhões. Só com diárias de 13 policiais enviados a Israel para capacitação foram pagos cerca de R$ 500 mil.

O avião fez seu primeiro voo oficial semana passada, após um mês de testes. Desde então, vem captando imagens na Tríplice Fronteira. Um segundo modelo chega em breve. A PF quer adquirir 14 Vants até 2014 para serem operados de quatro bases.

O Vant é uma aeronave controlada à distância pelo piloto, de uma base em solo. Sua tarefa é captar imagens, que podem ser transmitidas em tempo real. Pode operar a milhares de quilômetros da base. Sem tripulação, é possível mantê-los no ar por dias, conforme o modelo, com risco e custo mais baixos.

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