Época
Os auditores do Tribunal de Contas da União (TCU) estão acostumados a lidar com
valores gigantes quando fiscalizam contratos da Petrobras. Com um orçamento de
R$ 85 bilhões para este ano, a maior empresa da América Latina tem gastos numa
escala bem acima da média do setor público. Quando fiscalizam os contratos
firmados pela Petrobras com o setor privado, os técnicos também estão habituados
a encontrar evidências de que a estatal paga mais do que deveria. Mesmo os mais
experientes auditores, porém, se surpreenderam com o que encontraram ao examinar
os contratos de R$ 8,6 bilhões das obras de reforma e modernização da Refinaria
Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, no Paraná. De acordo com os
relatórios técnicos, os preços pagos a algumas das maiores empreiteiras do país
são exagerados até para os elásticos padrões da Petrobras. Nos últimos dois
anos, o TCU propôs a paralisação das obras para evitar o possível desperdício de
dinheiro público. Foi impedido pela atuação do então presidente da República,
Luiz Inácio Lula da Silva. Neste ano, a reforma na refinaria virou caso de
polícia. Leia mais.

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