| Frederico Silva |
| Mário Moysés |
| Colbert Martins |
Entre os presos estão o ex-deputado Colbert Martins da Silva Filho,
secretário nacional de Programas de Desenvolvimento do Turismo, também indicado
do PMDB e o ex-presidente da Empresa Brasileira do Turismo (Embratur), Mário
Moysés, petista ligado à senadora Marta Suplicy, que comandou a Pasta em
2007.
Os três tiveram prisão preventiva, com duração mais longa, de 30 dias
prorrogáveis pelo tempo necessário à instrução do inquérito. "As provas contra
eles são robustas", explicou o diretor e
xecutivo da PF, delegado Paulo de Tarso
Teixeira. Eles ficarão à disposição da Justiça na carceragem da PF no Amapá,
onde o inquérito corre em segredo de justiça. Embora eles sejam membros dos dois
maiores partidos da base aliada - PMDB e PT, o delegado disse que a filiação de
pessoas investigadas não interessa ao inquérito. "A PF é apartidária e investiga
fatos, não pessoas ou suas ligações políticas", enfatizou.
Teixeira afirmou que a presidente Dilma Rousseff não foi informada
previamente da operação e só ficou sabendo de que membros do seu governo seriam
presos hoje de manhã, depois que os policiais já ocupavam os endereços dos
alvos. "Não houve aviso prévio. Ela só soube hoje de manhã quando a operação
estava na rua", garantiu o delegado. Ele explicou que a PF tem o dever de
preservar o sigilo operacional e cometeria crime de prevaricação se vazasse
informações para quem quer que seja, mesmo para a autoridade máxima do País.
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