
Gravações
feitas pela Polícia Federal com autorização judicial mostram que o
secretário-executivo do Ministério do Turismo, Frederico Costa, teria orientado
dirigentes de empresas a montar negócios onde o mais importante era a fachada.
Na conversa, revelada nesta quarta-feira pelo "Jornal Nacional", Frederico diz a
Fábio de Mello, apontado como dono de uma das empresas subcontratadas pela ONG
Ibrasi, que era necessário buscar um prédio grande para garantir credibilidade
ao serviço da entidade.
Leia mais.

Empresas e pessoas envolvidas no esquema desbaratado pela Polícia Federal na Operação Voucher têm contratos de mais de R$ 48 milhões com o Ministério do Turismo, desde 2008.
De acordo com a PF, a ONG Ibrasi que está no centro do escândalo que resultou em mais de 30 prisões, recebeu R$ 4 milhões da pasta para um convênio no Amapá e subcontratou empresas que não prestaram os serviços.
Um deles, de 2009, envolve R$ 23,1 milhões e foi assinado pelo ex-secretário-executivo do Turismo Mário Moysés, preso na operação.
Os contratos foram reajustados em 2010 pelo atual secretário, Frederico Silva da Costa, que também foi preso.
Leia mais.
Secretário manda segurar projeto de Sarney para não dar 'mais confusão'

O esquema fisiológico e fraudulento que regia a assinatura de convênios e
liberação de dinheiro no Ministério do Turismo aparece nas investigações da
Operação Vaucher cuidando para não prejudicar os interesses de ninguém menos que
o senador José Sarney (PMDB-AP), padrinho da indicação de Pedro Novais para o
comando da pasta. Em uma gravação da PF, feita com autorização judicial, o
secretário Nacional de Programas de Desenvolvimento do Turismo, Colbert Martins,
manda a assessora prestar atenção e não cancelar dinheiro para obras de
interesse de Sarney para não dar “mais confusão”.
Leia mais.
Corregedoria do Dnit tem mais de mil processos
A corregedoria do Departamento Nacional de Infraestrutura dos Transportes (Dnit)
acumula mais de mil processos sobre pagamentos suspeitos, que somam R$ 400
milhões nos últimos oito anos. Todos estão sob a responsabilidade do corregedor
Augusto César Carvalho Barbosa Souza, apadrinhado pelo PR. Ele escapou até agora
da degola do Dnit.
O corregedor ficou conhecido por, no mês passado, ter sido "desindicado" pela
presidente Dilma Rousseff para assumir a diretoria de Administração e Finanças
do Dnit. A cúpula do órgão caiu em meio à crise de corrupção nos Transportes,
mas Souza, peça-chave na blindagem de irregularidades, foi mantido. Leia mais.
Lula pede à presidente que não irrite PMDB
A presidente Dilma Rousseff teve nesta quarta-feira, 10, uma longa conversa com
o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em São Paulo. Dilma está preocupada
com a crise de relacionamento entre o PT e o PMDB e com a instabilidade na base
de sustentação do governo no Congresso. Foi por isso que bateu à porta de Lula.
O ex-presidente aconselhou a sucessora a não esticar mais a corda, para não
atiçar o PMDB, o mais importante aliado do Planalto depois do PT. Lula avalia
que Dilma precisa promover mais encontros com deputados e senadores, fazer
afagos nos parlamentares e "repactuar" a coalizão. Ele também está apreensivo
com a "guerra de dossiês", com infindáveis denúncias de corrupção. Trata-se de
uma base aliada em pé de guerra.
Escândalos do governo Dilma
Casa Civil: O ministro-chefe da Casa Civil Antonio Palocci deixou o cargo no dia 7 de junho em meio a enorme pressão para explicar como seu patrimônio foi multiplicado por 20 entre 2006 e 2010. No dia anterior, a Procuradoria-Geral da República tinha decidido arquivar o processo contra o ministro. A crise envolvendo Palocci dividiu a base aliada e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi a Brasília para tentar articular a aliança PT-PMDB, abalada pela crise.
Relações Institucionais: Em 10 de junho, Dilma encerrou a crise da queda de Antonio Palocci mudando o titular da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), pasta responsável pela relação do governo com o Congresso, muito criticada durante aquela crise. A atuação do então ministro da SRI, Luiz Sérgio, era considerada pífia.
Dilma nomeou para o cargo Ideli Salvatti, até então ministra da Pesca. Para diminuir as reclamações do PT, Dilma trocou os ministros: para o lugar de Ideli na Pesca, foi Luiz Sérgio.
"Aloprados": Em entrevista à revista "Veja", o ex-diretor de gestão de riscos do Banco do Brasil, Expedito Veloso, disse que o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, estava envolvido na fabricação de um falso dossiê contra seu adversário tucano, José Serra, na campanha pelo governo de São Paulo em 2006. A ministra Ideli Salvatti e a ex-senadora Serys Slhessarenko também teriam tido conhecimento prévio do dossiê preparado pelos "aloprados" do partido.
Transportes / Nascimento: Após reportagem do GLOBO sobre o crescimento de 86.500% do patrimônio do filho do ministro Alfredo Nascimento, ele foi demitido por Dilma em 6 de julho. Dias antes, a revista "Veja" mostrara esquema de superfaturamento e propina nos Transportes.
Transportes / Dnit: Até agora, chegam a 27 os servidores demitidos na pasta, a maioria deles indicados do PR. Além do ministro Alfredo Nascimento, a faxina de Dilma derrubou, por exemplo, o diretor-geral do Dnit, Luiz Antonio Pagot, afilhado político do senador Blairo Maggi (PR-MT); o presidente da Valec, José Francisco das Neves, o Juquinha, homem de confiança do deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP), secretário-geral do partido; José Henrique Sadok de Sá e Hideraldo Caron, diretores do Dnit.
Agricultura: A crise começou quando Oscar Jucá Neto foi demitido da direção da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), estatal ligada à Agricultura. Após ser denunciado por desvio de dinheiro, ele acusou o ministro da Agricultura, Wagner Rossi, de oferecer propina em troca de silêncio. Rossi negou as acusações. Três dias depois, nova denúncia destacou a atuação do lobista Júlio Fróes, que teria uma sala no ministério e distribuiria propina a servidores. Ele teria o incentivo do secretário executivo da pasta, Milton Ortolan, que pediu demissão.
Turismo: A Polícia Federal prendeu 35 pessoas suspeitas de desviar recursos destinados ao Ministério do Turismo por meio de emendas parlamentares. O secretário-executivo da pasta, Frederico Silva da Costa, é um dos detidos na operação batizada de Voucher. O ex-secretário executivo da pasta e ex-presidente da Embratur, Mário Moysés, que já foi chefe de gabinete de Marta Suplicy, também foi preso. Os peemedebistas defenderam o ministro Pedro Novais e cobraram responsabilidade do PT.
Nenhum comentário:
Postar um comentário