quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

A declaração absurda de Haddad sobre a Cracolândia


O Centro de São Paulo, agora, tem donos oficiais

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), é uma piada. Leio na Folha a declaração que ele deu sobre a Cracolândia: “Conseguimos mudar a cara da região em apenas dois dias”.

Santo Deus!

Ele se refere ao desmonte de uma favela que havia sido criada praticamente no meio da rua. Criada, atenção!, na sua gestão, sob os seus olhos, sob os cuidados de seu governo inerme.

Moravam lá cerca de 300 pessoas. Haddad resolveu lhes pagar R$ 450 por mês, com casa e comida de graça. Elas, claro!, acharam um bom negócio. Nem mesmo precisam parar de consumir a droga ou fazer tratamento. Nada disso! O prefeito lhes dará a grana para comprar as pedras — claro, eventualmente, elas podem comprar iogurte.

O resto da Cracolândia segue sendo a miséria de sempre. Mas, para o prefeito, a cara da região já mudou. Faça o seguinte, paulistano: tente transitar ali pela praça Sagrado Coração de Jesus para ver como estão as coisas… Eu estou brincando. Não vá!

A região reúne um público de dois mil dependentes, mais ou menos. Os hotéis de Haddad oferecem abrigo para 300. Atenção! Eles vão dormir lá. Durante o dia, estão circulando pela praça.

E por que o mistificador é tratado por setores da imprensa como um gênio? Em primeiro lugar, afinidades ideológicas. Em segundo, porque a causa de fundo que os une é a descriminação das drogas. Na prática, o prefeito declarou o Centro da cidade uma área livre para o consumo, com patrocínio público.

Parte do jornalismo acha que isso é progressista.

Por Reinaldo Azevedo

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