É um roteiro manjado. Mulher bonita e sensual se insinua para um jogador
famoso em meio a uma balada qualquer. Eles ficam, fazem farra, saem em todas as
capas de revista. Se não conseguir engatar um namoro, a bela, normalmente
nascida em berço popular, aproveita os 15 minutos de fama para emplacar algum
ensaio sensual e faturar uns trocados. Caso emplaque um romance ou engravide, o
Olimpo: dinheiro, mordomia, fama. Ricas e alçadas à condição de celebridades,
aproveitam para desfilar na imprensa a cabeleira loira e alisada, calças de
cintura baixíssima e tops justos.
Esse foi o caminho da ascensão social seguido por muitos anos pelas “marias
chuteiras”, apelido das garotas que fazem de tudo para descolar um polpudo
casamento com os atletas dos campos. Mas, a julgar pelo comportamento de
consortes como Bia Antoni, senhora Ronaldo Fenômeno, e Deborah Secco, senhora
Roger Flores, o perfil das antigas marias chuteiras mudou. Finas, bem-educadas e
donas de sua própria posição social, elas têm seguido um caminho iniciado pela
ex-spice girl Victoria Beckham. Em vez de pegarem carona na fama do marido, são
elas que, de certa forma, emprestam seu prestígio a atletas que costumam ter
fama de inconsequentes. “Elas são fundamentais na construção da imagem pública
de seus maridos, seja pelo traquejo social que esbanjam ou simplesmente pelo
talento para se manter longe de confusões”, diz o pesquisador esportivo Celso
Unzelte. “Essa fluência social é essencial para os jogadores, porque hoje em dia
eles não vivem só do futebol, mas de contratos publicitários.”
Hoje, o que era vergonha se transformou em orgulho. O exemplo mais notório é Barbara Berlusconi. Filha do primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, ela (aparentemente) não teve problemas em casa por assumir seu romance com Alexandre Pato, atacante do Milan, o time do pai. O político tem mandado recado pelos filhos de que Pato “já é da família”. Pelo visto, em breve veremos um casamento com um pacto pré-nupcial daqueles. Difícil saber quem vai se proteger mais.

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