
- Meu superiores me mandavam um prisioneiro e eu o executava. Quando o
próximo chegava, ele olhava chocado para o corpo do companheiro no chão. Então,
eu o matava. E vinha o próximo... Atirava a uma distância de menos de um metro
das vítimas. Alguns colegas disseram que se eu não fizesse aquilo, eles iriam me
matar - conta Nisreen.
A jovem argumenta que cometeu os assassinados sob grande pressão. Segundo
ela, enquanto servia às forças de Kadafi, foi estuprada por alguns de seus
superiores. Um deles é o oficial-chefe da guarda pessoal de Muamar Kadafi. Ano
passado, a menina deixou a escola para cuidar da mãe que sofre de câncer, quando
as forças do ditador a obrigaram a fazer parte do recrutamento.

- A líder do grupo ordenou que se a minha mãe falasse algo de mal sobre
Kadafi, eu deveria imediatamente matá-la. E se eu dissesse alguma coisa sobre
ele que minha superior não gostasse, eu era espancada e trancada no meu quarto -
diz Nisreen.
Segundo a jovem, os estupros que ela e suas companheiras sofriam de homens de
hierarquias superiores eram considerados prêmios, em meio ao caos da guerra.
Cada vez que um oficial de alto escalão chegava ao quartel das mulheres, uma
delas era "cedida a ele". A líder do grupo feminino ameaçava: "se os rebeldes
chegarem aqui, eles é que irão estuprar vocês".
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