Depois de ler nos jornais sobre as marchas das Vadias, Maconha e Liberdade, o estudante de Jornalismo da USP Yuri Vinicius Kawakami Gonzaga, de 21 anos, decidiu chamar alguns amigos de faculdade para organizar a Marcha da Educação. O evento, marcado para sábado, às 13h, no Vão Livre do Masp, foi divulgado no Facebook, mas também foram espalhados cartazes pelas Avenidas Paulista e Consolação e por unidades da USP.
“A galera está fazendo várias manifestações, enquanto isso a educação está
uma b…”, afirmou Yuri, ao tentar justificar a realização do evento. No 4º ano da
faculdade, ele diz que não conta com nenhum apoio institucional, embora tenha
batido na porta de entidades como a União Nacional dos Estudantes (UNE).
“O presidente (da UNE, Daniel Iliescu) simplesmente não respondeu.
Como a entidade está meio alinhada com o governo, não sei se eles serão a
favor.”
A marcha idealizada pelo estudante de Jornalismo apoia o projeto de lei
480/2007, de autoria de Cristovam Buarque (PDT-DF), que obriga agentes públicos
eleitos a matricular filhos na escola pública e também quer 10% do PIB
direcionado para a área.
No Facebook, quase 500 pessoas já confirmaram que irão ao evento. “Vamos ver
ao longo da semana quantas virão. O encontro no Vão Livre já foi autorizado, mas
a passeata que os estudantes pretendem levar até a Praça da República, ainda
não.
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