"Vergonhódromo"
Muito se tem debatido ao assentimento do vice-governador de São Paulo, Afif Domingos (PSD), para a Secretaria de Empresas, que tem status de ministério.
Estranhamente até o senador por São Paulo Aloisio Nunes Ferreira, PDSB (de quem um dia tristemente fui eleitor), faz na FOLHA, Tendência/edição de 30 de maio, defesa da possibilidade de Afif assumir em Brasília, valendo-se de argumentos que causam irritação ao mais comum dos homens, desde que este tenha um mínimo de vergonha e brio na cara.
Sustenta que as Constituições em ambos os níveis não fazem previsão desta situação de vice-governador assumir cargo Federal sem pedir licença, o que me faz imaginar que o legislador de então não previa que teríamos homens públicos tão deslavados, como a maioria dos que hoje nos representam, sem respeito nenhum a seus eleitores e ao cargo que ocupa, principalmente de for um do Estado de São Paulo.
Os deputados estaduais que pedem a cassação de Afif sustentam que ele não pode ficar mais de 15 dias fora do estado do qual é vice, aqui o senador Aloísio num desplante inconcebível afirma: “Tenho ouvido argumento risíveis apoiados numa estranha hermenêutica. Apontam o artigo n° 44 da Constituição, que impede o vice-governador de ausentar-se por mais de 15 dias do Estado, como se os ministros não pudessem nos termos do decreto 4.224/02 retornar periodicamente aos seus locais de residência, permanente valendo-se, inclusive, de uma frota de jatinhos da FAB”.
Esta afirmação do senador Aloísio, é esdrúxula é cínica, incabivelmente cínica.
Outra argumentação que traz para sustentar seu artigo é que; “é comum o vice-governador ocupar secretaria, como se deu no caso de Alberto Goldman, Geraldo Alckmin e eu mesmo (senador Aloísio)”, porém, Aloísio, doravante é assim que devo me dirigir a você, que hoje não mais me representa, pois casso-lhe o voto de que um dia você foi meu depositário, estas situações são absolutamente diversas, por estar patrocinando os interesses dentro do Estado que o elegeu e em consonância com o governador, o que não é nem pode ser o caso do Afif, que deixa a vice-governança de São Paulo para atender à criação do 39° Ministério (secretaria com este status), com vistas a somente às eleições de 2014, não dando a “mínima bola” do que o povo pensa ou vá pensar.
Veja-se a absoluta atipicidade do caso, como bem noticiou o blog do Clovis Cunha: “Sem muito ensaio, Guilherme Afif Domingos estreará na próxima semana no papel de político flex. Ele se desligará do cargo de ministro do governo petista de Dilma Rousseff para assumir, como vice da gestão tucana de Geraldo Alckmin, as atribuições de governador interino, que viajará para a França na segunda-feira e só voltará na quinta.”
Aloísio e Afif se querem se valer da política para dar asas às suas vaidades, = pois como disse Honoré de Balzac – Deve-se deixar a vaidade aos que não tem outra coisa para exibir =, procurem como fez um outro insólito senador que foi eleito por um estado que certamente nenhum de seus cidadãos jamais o viu lá, pois se vocês não respeitam O Estado de São Paulo nós Paulistas O respeitamos.
Cabe aqui trazer uma frase atribuída a Leonel Brizola, cabível ao caso: "Estou pensando em criar um vergonhódromo para políticos sem-vergonha, que ao verem a chance de chegar ao poder esquecem os compromissos com o povo."
(Uma informação: Este artigo foi enviado ao gabinete de Aloísio Nunes Ferreira)
Por Brasilino Neto
3 comentários:
Brasa você disse tudo o que eu queria dizer. Esse cara é muito indecente em se dispor a um papel tão ridículo como este. Está muito certo o Brizola.
É isso Brazuca, você sabe o que fala!
Brasilino aqui estou mais uma vez te acompanhando em suas seguras análises. Você a voz dos que não têm a oportunidade de se manifestar publicamente. Parabéns.
Postar um comentário