“O juiz é um técnico e não pode se deixar levar pelo clamor social”, declarou Fux. Acrescentou mais adiante: “As vozes sociais têm que ser ouvidas, mas não sobre como devem ser julgados os casos concretos que têm as suas peculiaridades. Senão, o juiz está se despojando de sua função de julgador e transferindo a sua missão à opinião pública. Isso é inaceitável.”
Ao admitir a influência das ruas na escolha da data do julgamento do mensalão, o ministro como que reconhece que o STF pode ter feito por pressão o que não fez por opção. Fica entendido que o Supremo poderia, se quisesse, ter batido esse martelo bem antes.
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