A Justiça Federal terminou nova perícia médica no ex-juiz Nicolau dos Santos
Neto, ex-presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 2.ª Região (TRT2), em
São Paulo, que cumpre pena em regime domiciliar há dez anos. A medida foi tomada
porque Nicolau, segundo a Polícia Federal, inverteu os papéis: de condenado sob
vigilância, ele teria espionado sua escolta por meio de uma câmera de circuito
fechado que mandou instalar clandestinamente no cômodo da casa onde ficam
alojados os federais.
O equipamento foi descoberto por um agente da equipe da PF que se reveza dia
e noite na guarda de Nicolau, a quem a Justiça impôs 26 anos de prisão pelo
suposto desvio de verbas da obra do Fórum Trabalhista da capital.
(...)
Transferência. A PF representou "pela transferência (de
Nicolau) para o regime disciplinar diferenciado, a ser cumprido em um
estabelecimento prisional federal" e requisitou "a destruição de quaisquer
mídias ou do conteúdo de qualquer dispositivo de armazenamento de imagens que
contenham gravações dos policiais federais no cômodo destinado à equipe de
plantão, vez que ilegais".
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