Caros e mal formulados, planos criam escola onde aula é mais curta porque o calor no verão passa dos 40 graus
Mas esse preço salgado não foi o maior problema. O defeito principal estava
no projeto da Escola Estadual Nanci Nina Costa, que não levou em conta as altas
temperaturas de Macapá, que fazem as salas de aulas ferverem. Alunos e
professores convivem em classes onde a sensação térmica vai de 43 a 45 graus. O
erro de projeto só foi descoberto quando os 2.200 alunos passaram a se amontoar
e a passar mal com o calor.
“Quem fez o projeto foi a Secretaria de Infraestrutura e nós só executamos.
Era preciso haver janelas cruzadas, que permitissem ao vento circular entre as
classes. Também seria necessários equipamentos para climatização das salas, que
não foram instalados. O pior é que as outras três escolas ainda não concluídas
foram feitas com projetos iguais”, resume o construtor Ubiracildo Macedo, dono
da Elos Engenharia, responsável pela obra.
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