Segundo definição do “Aurélio Júnior”, “periguete” significa “moça ou mulher
que, não tendo namorado, demonstra interesse por qualquer um”, enquanto “tuitar”
é definido como “postar ou acompanhar algo postado no Twitter”.
“O uso é o que habilita uma palavra a entrar para o dicionário”, diz a
Valéria Zelik, responsável pela edição do manual. “A língua tem muitas nuances,
e o dicionário é um reflexo disso, não o contrário”, afirma a editora.
Ela também cita os termos bullying, blog e deletar entre os verbetes
integrados recentemente, além do verbo “ficar”, que ganhou novo significado:
“trocar carinhos por período curto, mas sem compromisso de namoro”.
Outra modificação nos verbetes foi a reintegração do termo “presidenta” ao
manual escolar. “A solicitação da Dilma Rousseff aflorou o uso desse feminino,
que tem uma carga ideológica, é um feminino feminista”, diz a editora.
Palavras em quarentena
Valéria conta que a equipe de
dicionaristas que trabalha no “Aurélio” pesquisas constantes nos meios de
comunicação de massa e em obras literárias e acadêmicas em busca de novas
palavras a serem reconhecidas. Para entrar para o dicionário, uma nova expressão
leva em torno de cinco anos de “quarentena”, em que seu uso será estudado.
“Checamos se é um registro que veio para ficar ou se é um simples modismo”,
diz a editora, que conta que o termo “tuitar” acabou superando mais rapidamente
esse processo por conta de sua ampla aceitação. “Até os membros da Academia
Brasileira de Letras tuitam”, explica.
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