Dilma ganhou. Mas por enquanto não ganhou para valer a batalha pelo controle
do ministério dos Transportes.
Alfredo Nascimento começou a cair quando a VEJA denunciou a existência de um
mensalão do PR no ministério dos Transportes. Havia ali contratos
superfaturados, licitações fraudulentas e cobranças de comissões.
Alfredo desabou quando O GLOBO publicou, ontem, que dois anos após ser criada
com um capital social de R$ 60 mil, a Forma Construções, uma das empresas de
Gustavo Morais Pereira, filho do ex-ministro, amealhara patrimônio de mais de R$
50 milhões, um crescimento de 86.500%.
Foi Alfredo que decidiu sair por temer que sua família virasse alvo de
denúncias. Dilma tentou segurá-lo no cargo para ter tempo de arranjar um
substituto para ele. Não conseguiu.
Se depender de Dilma, o substituto de Alfredo não será um parlamentar. Ela
prefere alguém com um perfil técnico. O atual secretário-executivo do
ministério, por exemplo.
Se depender do PR, o substituto de Alfredo será um parlamentar. De porte
médio, o partido conta com uma bancada de pouco mais de 02 deputados federais.
Ameaça sonegar votos para aprovar projetos do governo caso Dilma não ceda à sua
vontade.
Por ora, Dilma ganhou tempo ao nomear um ministro interino. Mas a hora do
vamos ver não demorará muito a chegar.
A Casa Civil é um cargo privativo do presidente da República. Ninguém discute
que somente a ele cabe a escolha do seu ocupante. Foi fácil, portanto,
substituir Antonio Palocci quando se descobriu que ele enriquecera
subitamente.
Substituir Alfredo não será tão fácil assim.
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