Prestes a realizar mais uma importante convenção sem um consenso claro sobre a divisão dos cargos na executiva estadual, caciques do PSDB de São Paulo procuraram demonstrar unidade por ocasião do lançamento de um livro em homenagem a Mário Covas nesta quinta-feira, 5, na capital. Apesar do impasse, os dirigentes utilizaram a mesma linguagem para assegurar que o partido está unido em torno de um projeto nacional.
Líderes de grupos antagônicos dentro do partido, o governador do Estado, Geraldo Alckmin, e o ex-governador José Serra tinham na ponta língua os êxitos tucanos das eleições de 2010. Próximo a Serra, o senador Aloysio Nunes Ferreira também não deixou de fazer referência ao capital eleitoral do partido. Em todos os discursos, o subtexto era o mesmo: as disputas internas são um processo natural, que apenas fortalecem o PSDB.
A eleição de oito governadores, os 44 milhões de votos obtidos por Serra e a vitória em 11 estados do candidato tucano foram lembrados pelos três caciques, e reforçados por “peixes” menores que circularam pelo Museu da Casa Brasileira, onde foi realizado o evento. O objetivo era reforçar a ideia de que, apesar das divergências, o PSDB é um partido forte, de bons quadros e que sempre obteve vitórias no Estado.

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