terça-feira, 3 de maio de 2011

Lula, Dilma e PT não sabem o que é democracia

Se a coisa aperta, quando é o caso de realmente fazer um teste, muitos valentes brasileiros demonstram que ainda não entenderam o que é a democracia.

Mantega diz que Agnelli ignorou reclamações do governo

Folha Online:

Apesar de afirmar que não houve interferência política na troca de comando da Vale, o ministro Guido Mantega (Fazenda) admitiu que o governo estava descontente com a empresa e disse que o ex-presidente Roger Agnelli ignorou esse descontentamento. Agnelli foi substituído por Murilo Ferreira no início de abril.

Segundo Mantega, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva reclamou “democraticamente” da Vale por dois motivos: não cumprir os planos de investimentos para a área de siderurgia e demitir 1.200 funcionários durante a crise.

“Ele [Lula] demonstrou sua insatisfação e o senhor Roger Agnelli simplesmente ignorou e continuou fazendo o que achava necessário”, afirmou Mantega, durante audiência na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado.

Segundo Mantega, o governo poderia ter retaliado a Vale, por meio do aumento de impostos, por exemplo, mas Lula apenas reclamou publicamente.

“Não vejo uma situação mais democrática do que essa”, completou.

O ministro criticou a demissão de funcionários da Vale durante a crise que, segundo ele, foi alardeada pela empresa à época. “A Vale, com todo esse lucro, demitiu 1.200 funcionários, fazendo barulho inclusive. Uma empresa onde a folha de pagamento representa nada”, completou.

O sr. Agnelli administrava uma empresa privada, da qual o estado brasileiro é um acionista, só isso. Não tinha obrigação nenhuma de ceder à agenda política do governo Lula. Aliás, a notável saúde da Vale ao longo dos anos contribuiu enormemente para o caixa oficial, por meio da arrecadação de impostos.

Demissões? Sem crise nenhuma e sem alarde, o governo — sim, o governo — demitiu um número incerto de trabalhadores na usina de Jirau, entre 4 mil e 6 mil, sob o silêncio cúmplice dos pelegos das centrais sindicais, cujas festinhas são financiadas por estatais — e também por empresas privadas, é verdade.

O governo não só demitiu Agnelli como nomeou o novo presidente da empresa. Uma estatal sob a influência do PMDB, por exemplo, teria suscitado maiores cuidados. A justificativa de Mantega é tão clara quanto a sua receita para a economia…

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