sábado, 7 de maio de 2011

Armário novo, é?

Maria Helena

Vocês não acham extremamente feio o grau de preconceito subliminar que se esconde debaixo do coração dos que querem se exibir como mentes luminosas e escancaradas?

Eu acho. A ponto de terem criado uma expressão que não quer dizer absolutamente nada, a não ser para aqueles que têm vergonha de se declarar homossexuais.

Homoafetivos somos todos, excluindo os que sofrem de alguma psicopatia.

Ser homoafetivo não é nada mais, nada menos, que sentir afeto por outro ser humano. Não sei quem resolveu criar esse eufemismo. Mas errou feio. Homo, do latim, é ser humano.

Portanto, quem ama sua mãe é homoafetivo, quem ama seu irmão, é homoafetivo, quem ama seu filho, é homoafetivo, e quem ama seu avô, é homoafetivo.

Vou mais longe: para mim, a amizade nada mais é que o amor desprovido de qualquer atração sexual. Aos meus amigos, que são poucos, entre eles há homens e mulheres, digo com a maior naturalidade amo você, porque esse é o sentimento que nutro por eles: de um profundo amor.

Sou declaradamente hetero e nunca senti atração física por nenhuma mulher. Sendo inteiramente homoafetiva, adoro pessoas, não sou do tipo que abraça o Campo de Santana por causa de gatos, e sou incapaz de distinguir meus afetos pelos seus impulsos sexuais.

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