sábado, 3 de dezembro de 2011

Caça às bruxas no PSB



O auditório que sediou o congresso nacional do PSB, ontem, em Brasília, estava repleto de faixas contra o governador Cid Gomes (CE) e seu irmão Ciro Gomes, chamados de “coronéis”. A mais agressiva dizia: “O PSB tem história. Os Ferreira Gomes têm várias estórias: Arena, PDS, PMDB, PSDB e PSB”. A faixa foi retirada da parede. A Juventude do PSB-DF apareceu com esta: “Diga-me com quem andas... PSD não”. Ciro foi vaiado.

Sócrates é internado em estado grave na UTI do Hospital Albert Einstein



Sócrates durante sua primeira internação no Hospital Albert Einstein, em 25 de agosto de 2011


O Hospital Israelita Albert Einstein informou, na manhã deste sábado, que o ex-jogador Sócrates, internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), está em estado grave e com quadro de choque séptico de origem intestinal. Sócrates respira por aparelhos e está sendo submetido a sessões de diálise, segundo os médicos que assinam o boletim, Fernando Luis Pandullo e Ben-Hur Ferraz Neto.

Sócrates, sua esposa Kátia Bagnarelli e um amigo teriam passado mal após o almoço na sexta-feira e foram levados para a unidade do Hospital Albert Einstein de Alphaville. Como apresenta histórico delicado, o ex-jogador foi encaminhado para a UTI, no Morumbi.

Esta é a terceira internação de Sócrates em menos de quatro meses. As duas anteriores foram consequência de uma hemorragia digestiva, que teria sido causada pelo consumo excessivo de álcool. Desta vez, porém, o ex-atleta foi encaminhado ao hospital por conta de uma infecção alimentar.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Imagens gravadas pela Polícia Civil do Rio de Janeiro mostram o traficante "Nem" negociando um fuzil AK-74 com o líder comunitário William de Oliveira e com Alexandre Leopoldino Pereira da Silva, o "Perninha".



Deputado vai à Justiça contra Dilma porque ela não demitiu Lupi



O deputado federal Fernando Francischini (PSDB-PR) protocolou nesta sexta (2), na 5ª Vara Federal de Curitiba, uma ação popular, com pedido cautelar, na qual pede à Justiça “imediato afastamento" do ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi.

A ação tem como réus a União, a presidente Dilma Rousseff e o ministro. Sobre Dilma, o texto diz que ela “está a beneficiar” Lupi. Além do afastamento, Francischini pede a condenação de Lupi e outras pessoas ligadas às denúncias de uso irregular de cargos públicos, para a devolução do dinheiro público e pagamento das “custas e demais despesas, judiciais e extrajudiciais”.

Francischini disse que “a medida é radical [contra Dilma]. Porque com tudo que ela tem na mão, até mesmo depois da recomendação [de afastamento do ministro] da Comissão de Ética escolhida por ela, e não fazer nada, só se pode entrar na Justiça. (...) Isso é para demonstrar que, como deputados, já fizemos o máximo. Agora, vamos à Justiça comum, como cidadãos”.

Francischini disse que deputados da bancada dele manifestaram receio. “Eles me recomendaram usar primeiro todas as medidas que temos na Câmara, mas não se consegue nem aprovar pedidos de informações”, declarou.

E no Prostíbulo Nacional... é Lupi quem diz a Dilma o que ela pode fazer




Dêem-me um só motivo razoável para a presidente Dilma Rousseff não demitir Carlos Lupi, seu ministro do Trabalho. Convenham: ele já não está mais na categoria dos demissíveis, mas do enxotáveis.

É tão ridícula, é tão constrangedora, é tão absurda a situação desse ministro que não há alternativa possível: Dilma só fica com Lupi, por enquanto, porque demiti-lo provocaria mais estragos do que mantê-lo.

Até que ele próprio não seja convencido de que tem de sair ou que não lhe seja oferecida alguma boa compensação, ele fica. Empregando uma palavra de seu vocabulário e gosto pessoal, o fato é que ele tem “bala” para decidir se e quando vai sair.

Um governo que se estabeleceu do modo como se estabeleceu o do PT, desde a era Lula, cairia, um dia, vítima de alguma grande chantagem. Até agora, todos os aliados operaram com a contenção própria de pistoleiros da “realpolitik”: todos brigam muito, mas ninguém atira. Em 2005, quando um contrariado decidiu disparar — Roberto Jefferson — nós vimos bem as conseqüências. Com um pouco mais de coragem das oposições, Lula teria sido "impichado".

O deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), em entrevista concedida ontem ao Estadão, limitou-se à chantagem eleitoral. É pouco para manter Lupi. O ministro que afirmou que só sairia a bala — mas tinha de ser coisa grande… — é, no momento, dono de seu cargo. E tem um grande trunfo que lhe permite dizer a Dilma o que ela deve ou não deve fazer nesse particular.

Lupi, “de bobo, só tem o andado…”

Na Rocinha, o líder comunitário era negociante de armas

William de Oliveira, lotado em um gabinete da Câmara Municipal e que foi candidato a deputado estadual, foi flagrado em vídeo recebendo dinheiro das mãos do traficante Nem. Com eles estava também um segurança do Palácio Guanabara

William, à esquerda, o traficante Nem, de boné, e 'Perninha', segurando um fuzil: líder comunitário é acusado de vender arma para o bandido
William, à esquerda, o traficante Nem, de boné, e 'Perninha', segurando um fuzil:
líder comunitário é acusado de vender arma para o bandido 

O panfleto de campanha da William
O panfleto de campanha da William


William da Rocinha e o ex-presidente Lula
William da Rocinha e o ex-presidente Lula


William da Rocinha e Dilma Rousseff, antes da eleição
William da Rocinha e Dilma Rousseff, antes da eleição

À mesa, com o traficante Antônio Bonfim Lopes, o Nem da Rocinha, dois homens conversam, um deles exibe um fuzil AK-47 – uma arma de guerra, comumente vista nas cenas de conflitos no Afeganistão. É um armamento cobiçado por traficantes das favelas cariocas, pelo qual os criminosos pagam bem. Ao fundo, crianças brincam em uma quadra. Os dois interlocutores do traficante Nem são William de Oliveira, o William da Rocinha, lotado no gabinete da vereadora Andréa Gouvêa Vieira (PSDB), e Alexandre Leopoldino Pereira da Silva, o ‘Perninha’ - lotado na Casa Civil do Governo do Estado, como segurança do Palácio Guanabara, sede do governo. Um quarto homem, tesoureiro de Nem, ainda não identificado, organiza bolos de dinheiro.

Os quadros do vídeo, exibidos pela Polícia Civil, mostram que, em certo momento, Nem confere a soma, passa o elástico e entrega uma bolada a Perninha. Outra bolada vai para William, que se põe a contar as cédulas.

O vídeo obtido pela Polícia Civil do Rio levou à prisão, na manhã desta sexta-feira, o homem que, na Rocinha, era tão famoso quanto o bandido Nem. A diferença é que William também era conhecido – e respeitado – fora dos limites da favela. E, a julgar pelas imagens que ele próprio exibe em sua página no Facebook, o conceito de líder comunitário comprometido com as causas da população da Rocinha convencia autoridades e famosos de diferentes segmentos.

William foi preso em sua casa, na Rocinha, por policiais da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA). Na casa foram encontrados, entre outros itens, 10 telefones celulares. Documentos e arquivos de computador foram recolhidos para perícia.

TCU diz que Copa pode legar herança indesejável


Estadão



Relatório de avaliação das obras da Copa do Mundo de 2014 aprovado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) alerta para o risco de as obras da Copa se transformarem em “herança” indesejável. A pouco mais de dois anos e meio do início do torneio, apenas 8 dos 49 projetos de obras para transportar torcedores e turistas nas 12 cidades-sede da Copa do Mundo tiveram contratos assinados e 24 nem sequer lançaram licitação.

A área de mobilidade urbana é a que mais preocupa no cardápio de obras financiadas com dinheiro público. É também a que exigirá a maior fatia de investimentos da União: R$ 7,9 bilhões só em financiamentos da Caixa Econômica Federal (CEF), segundo a matriz de responsabilidade, que estabelece o custo das obras e quem faz o quê.

“Temo que essas intervenções de mobilidade, a serem inevitavelmente realizadas às pressas, baseiem-se em projetos sem o devido amadurecimento quanto ao seu detalhamento técnico; e mesmo quanto à sua viabilidade. Preocupa-me o risco de conceber uma herança que não corresponda às reais necessidades da população ao término dos jogos”, diz o relator Valmir Campelo, responsável pelo acompanhamento das obras da Copa.

O relatório divulgado hoje (1) menciona entre as obras que nem começaram a sair do papel o polêmico veículo leve sobre trilhos (VLT) de Cuiabá, orçado em R$ 1,2 bilhão.

O jornal O Estado de S. Paulo revelou na semana passada que a obra foi aprovada pelo Ministério das Cidades mediante um documento fraudado. O projeto original era o BRT, uma linha rápida de ônibus, que custava R$ 489 milhões.

Um acordo político do governo federal com o estadual alterou o projeto. Só que uma análise técnica feita pela pasta vetava a mudança imediata. Com o aval do ministro Mário Negromonte, a diretora de Mobilidade Urbana, Luiza Vianna, adulterou o parecer original, deixando a conclusão a favor do VLT.

Marcos Valério foi preso na manhã desta sexta-feira


Marcos Valério está preso

O empresário Marcos Valério de Souza, operador do Mensalão, foi preso na manhã desta sexta-feira. Ainda não há informações precisas sobre o motivo da prisão, mas uma reportagem publicada nesta segunda-feira, no jornal O Globo, revelou que o publicitário ainda operava esquemas no governo federal, por meio da empresa T&M Consultoria Ltda. Contratada pela T&M, a empresa de softwares ID2 Tecnologia, teria conseguido um contrato de R$ 14,9 milhões no Ministério do Turismo. De acordo com as informações preliminares, três sócios de Marcos Valério também foram presos.

Julgamento do século

A prisão de Valério aumenta a expectativa sobre o julgamento do Mensalão, previsto para ocorrer no primeiro semestre de 2012, que será também um julgamento sobre o primeiro governo do ex-presidente Lula. Os principais réus são o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, e o ex-deputado Roberto Jefferson. O PT nega a existência do Mensalão, mas admite a prática de “caixa dois” de campanha. Jefferson, durante todo o processo, tentou fazer com que Lula fosse também tornado réu no Mensalão, mas não obteve êxito. Marcos Valério, por sua vez, permaneceu calado durante os últimos seis anos e, graças a isso, conseguiu ir tocando sua vida. Um de seus interlocutores frequentes ainda é o deputado Waldemar Costa Neto, outro protagonista do Mensalão.

Foi tudo um vexame


Eliane Cantanhêde



A Comissão de Ética Pública recomenda oficial e publicamente que o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, seja exonerado depois de uma série de irregularidades, de mentiras e de falta de compostura ("Eu te amo, Dilma!").

A presidente da República dá de ombros, desautoriza a comissão e mantém o ministro, apesar de tudo.
O que pode se concluir de tudo isso?

Que a comissão não vale nada nem para nada e que a presidente foi turrona, bateu pé e manteve a decisão já tomada de "não ceder às pressões", seja da imprensa, seja de quem for, para subir a estatística de quedas de ministros para o cabalístico 7.

A novela, porém, não está encerrada. Espera-se, agora, saber como o partido do ministro, o PDT, vai reagir, como os integrantes da comissão de ética vão reagir, como o Congresso vai reagir e que conclusões a opinião pública vai tirar.

Só para lembrar, Lupi entrou na berlinda porque o Ministério do Trabalho é suspeito de pagar propina para ONGs, de liberar verbas para ONGs encrencadas, mesmo depois de pareceres contrários do próprio governo, e de desviar dinheiro para os bolsos partidários.

Enquanto se apurava a história, o próprio Lupi cometeu vários erros de caráter ético: disse que não tinha viajado num jatinho de empresa comprometida e aí surgiu a foto; disse que não conhecia o empresário comprometido e aí o cara contou que estava até no avião. E, no fim, apareceu até filme de jatinho, empresário e ministro, na maior alegria.

Agora, a Folha revela que Luppi não era apenas funcionário fantasma, mas duplo funcionário fantasma, ganhando da Câmara em Brasília e da Câmara Municipal no Rio para não fazer nada.

Se nada disso é questão ética, o que mais seria?!

É fácil para a Comissão de Ética explicar por que pediu a exoneração de Lupi. Mas é improvável que a presidente Dilma Rousseff consiga explicar por que deu de ombros para o pedido e manteve o ministro.

Oposição diz que Dilma afronta inteligência do brasileiro


O Globo



A decisão da presidente Dilma Roussef de pedir informações à Comisão de Ética na Presidência informações a sobre a situação do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, foi alvo de duras críticas da oposição.

O líder do PSDB no Senado, Alvaro Dias (PR) (foto acima), afirmou que é uma afronta à inteligência dos brasileiros dizer que há um esforço do governo para moralizar a atividade pública.

- Nós somos obrigados a afirmar que se trata de uma afronta à inteligência dos brasileiros a afirmativa de que há um esforço do governo para moralizar a atividade pública no País. A chamada faxina se constituiu em farsa e encenação, tentativa de iludir a opinião pública do País. O que é mais grave: não há providências rigorosas no combate à corrupção e à impunidade e há a manutenção de um modelo permissivo que contribui para aumentar os índices de corrupção no país.