
Tabuladas pela Folha, as informações constam no sistema oficial de acompanhamento orçamentário do Senado. Foram consideradas as emendas parlamentares, que são pedidos que os deputados fazem para destinar verbas a seus redutos eleitorais.
De fato, os empenhos com emendas parlamentares foram crescendo: R$ 768 milhões em maio; R$ 1,6 bilhão em junho; R$ 1,9 bilhão em julho. Como aponta a Folha, não há nem correlação entre os votos dos deputados e a liberação de emendas: na média, cada parlamentar que votou com Temer teve liberados R$ 3,4 milhões, e os contrários, R$ 3,2 milhões. Isso é média. A comunista Alice Portugal conseguiu R$ 10,5 milhões.
A Folha considerou as emendas "empenhadas", ou seja, as que o governo se compromete a liberar. A reportagem não encontrou correlação entre mais recursos e benefício maior a governistas.
As emendas parlamentares são feitas pelos deputados na elaboração do Orçamento. Cabe ao Executivo decidir o ritmo de liberação desses recursos.
Para entender: segundo exigência da Emenda Constitucional 86, 50% do valor que for liberado em emenda têm de ser destinados à Saúde. E um número final: as emendas parlamentares correspondem a apenas 1,2% da receita corrente líquida prevista no projeto orçamentário enviado pelo governo.
Cuidado com a peixaria de onde saiu o produto que você anda consumindo. Opinião estragada é mais tóxica do que peixe podre.(RA)
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