sábado, 15 de janeiro de 2011

Jornais estrangeiros criticam Brasil diante de tragédia no Rio

Os jornais estrangeiros criticaram a falta de estrutura do Brasil diante do desastre na região serrana do Rio de Janeiro, onde o número de mortos já chega a 550. Além de destacar o número de corpos, as publicações repercutiram neste sábado a dificuldade das equipes de socorro em chegar às cidades atingidas, a agonia dos sobreviventes por falta de ajuda e os desafios das autoridades brasileiras em recompor cidades e se prevenir de outros desastres naturais.

O norte-americano The Washington Post destacou a revolta dos sobreviventes por "falta de ajuda". O jornal disse que após o desastre na noite de quarta-feira, "muitas pessoas estavam implorando por ajuda" e destaca a ajuda dos voluntários.

O jornal ressaltou a promessa dos militares em enviar 11 helicópteros e 500 pessoas para ajudar os 800 bombeiros que "estão lutando para chegar nas áreas atingidas". O jornal destacou a luta dos sobrevivente e contou a história de Fernando Perfista, que desenterrou o corpo do próprio filho, guardou no refrigerador e sepultou-o em um caixão feito em casa.
 
O canadense The Vancouver Sun criticou o País dizendo que os danos do desastre "expõe grandes falhas no planejamento de emergência e prevenção de desastres em um País que aspira atingir status de nação desenvolvida". O jornal destacou os desafios da presidente Dilma Rousseff para melhorar a infra-estrutura antes de receber a Copa do Mundo de 2014 e os jogos olímpicos em 2016.

O espanhol El País chamou o desastre de "tragédia anunciada", e tomou como base declarações de professores e especialistas brasileiros. O jornal ainda disse uma das razões do desastre são a falta de área de habitação e as favelas construídas em lugares de risco evidente, com a cumplicidade de políticos locais e estaduais". O jornal disse que Dilma prometeu "prevenção e reconstrução das cidades devastadas". O jornal ainda deu destaque à prioridade das equipes de resgate para lugares "onde é possível encontrar pessoas vivas" e a dificuldade em restabelecer serviços como os de energia elétrica, abastecimento de água e telefone.

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