O Globo
Uma comissão de sindicância da Universidade de Brasília (UnB) deve ser formada a partir desta segunda feira para identificar abusos e autores do trote em calouras da Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária, no último dia 11 de janeiro.
Durante a recepção, algumas estudantes foram obrigadas a ajoelhar e lamber uma linguiça lambuzada de leite condensado. O Ministério Público Federal (MPF)também já foi acionado sobre o caso.
Em notícia publicada pela UnB Agência, o reitor José Geraldo de Sousa Junior anunciou que os decanos vão concluir nesta segunda-feira as diretrizes para as políticas estudantis de convivência comunitária. O documento vai passar por consulta pública e depois será encaminhado ao Conselho Universitário (Consuni).
Jovens que participaram do trote levaram a denúncia a Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República. A brincadeira degradante foi feita no meio de quase 250 estudantes.
As imagens mostram que, sob pressão dos veteranos das faculdades de Agronomia e Veterinária, algumas calouras cedem nitidamente envergonhadas. Na rede, o vídeo postado tem quase 11 minutos e até os homens não escaparam da cena.
A direção da UnB considerou o trote uma festa de humilhação e um desrespeito às mulheres.
Em nota, a Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres, ligada à Presidência da República, repudiou o trote. Classificou como uma violência moral que coloca a mulher em situação subalterna.
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