sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Avó do menino Sean consegue, na Justiça dos EUA, direito de visitar o neto


Veja

Sean Goldman em entrevista à TV americana

Os advogados da avó do menino Sean conseguiram, na corte de Nova Jersey, nos Estados unidos, reduzir as exigências estipuladas anteriormente para as visitas entre Silvana Bianchi e o neto. Em setembro do ano passado, Silvana aceitou as condições impostas por David Goldman, o pai, para encontrar Sean. Ela foi aos Estados Unidos, pagou o psicólogo exigido para participar da visita ao neto e não se incomodou em ter a presença de uma tradutora – outro requisito imposto por Goldman. O pai, no entanto, quando descobriu que a tradutora era funcionaria do consulado brasileiro, suspendeu o encontro. A decisão da corte de Nova Jesey não tem efeito imediato. Mas servirá de base para que os advogados de Silvana peçam que sejam estipuladas visitas da avó ao neto.

“A corte de apelações verificou a demanda da Silvana e disse que as condições impostas pelo David não eram razoáveis. Ele queria que, para ela visitar o neto, levasse um psicólogo, não divulgasse nada na imprensa e retirasse todas as ações relativas ao Sean no Brasil. Esta última medida, se ela aceitasse, imporia à avó uma responsabilidade por terceiros, porque o João Paulo Lins e Silva (ex-marido de Bruna Bianchi, morta ao dar à luz o segundo filho) também teria que retirar as ações movidas”, explica Frans Nederstigt, um dos advogados de Silvana no Brasil. Goldman havia pedido, ainda, o pagamento de 200.000 dólares pelo custo dos advogados.

Em setembro de 2012, houve uma tentativa de visitação amigável. Os advogados de Silvana vão esperar a reação dos advogados do pai para saber se é possível encontrar uma solução conciliadora. Senão, tentarão na Justiça a definição de um esquema de visitação estipulado. “A batalha permanece. A família brasielria é mostrada nos Estados Unidos como um bando de sequestradores. Esquecem que o Sean também é brasileiro”, diz Nederstigt. 

A situação, por enquanto, é complicada para a avó. Desde setembro, sabe-se apenas que Goldman mudou de endereço. Não há informações para onde ele e Sean foram. “A Silvana entregou o presente de natal do Sean para um psicólogo que o atende nos Estados Unidos e que tem feito algumas intermediações. Mas, desde setembro, não há nem contato telefônico entre a Silvana e o neto”, afirma o advogado.

Um comentário:

Brasilino Neto disse...

Infelizmente esta situação perdura já por longos anos e o que é mais triste, com pouca perspectivas de que seja resolvida em curto prazo. Digo infelicidade pois lá como cá, a grande maioria das pessoas, isto mesmo, a grande maioria de pais e mães usam a criança para suas desavenças pessoais. Não entendem que a separação é de marido e mulher e não filho dos pais. Como sempre digo no exercício diário da advocacia, a parte que se sente prejudicada bate no filho para doer na outra, a que prejudica. Retratei esta questão em um artigo com o título "Sinais dos Tempos", pois é a isto realmente que estamos nos aproximando. As partes se valem e pensam em tudo, menos na próprio filho, na própria criança, esta sim a principal do relacionamento desfeito.