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A cena mais impactante da aprovação do novo salário mínimo na Câmara dos Deputados foi a vaia dos sindicalistas presentes a um ícone do movimento, o petista Vicentinho, relator do projeto aprovado e ex-presidente da CUT, a maior central sindical do país.
Pode-se falar em neopeleguismo, claro. Mas, sob pressão até do ex-presidente Lula, o enquadramento de Vicentinho e da CUT nessa questão revela como em alguma medida a difamada "República sindicalista" traz ao menos um ganho importante ao país: moderação.
A classe operária (ou as elites sindicais) foi ao paraíso no reino de Lula. Segundo cálculos da cientista política Maria Celina D'Araújo, da PUC-RJ, sindicalistas ocuparam quase a metade dos 22 mil postos de confiança mais cobiçados do governo passado, com salários altos e sem concurso público.
Sindicalistas ligados ao governo comandam ainda algumas das maiores empresas do país, sentam-se nos conselhos de administração de muitas outras e dirigem os maiores fundos de investimentos brasileiros (Previ, Funcef e Petros).
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