Agência Estado

Líderes de oposição defenderam hoje o afastamento imediato do ministro do
Esporte, Orlando Silva, e anunciaram que vão entrar com pedido de investigação
na Procuradoria Geral da República (PGR), depois da denúncia de um suposto
esquema de desvio de dinheiro do principal programa da pasta, o Segundo Tempo,
beneficiando diretamente o ministro.
"O Ministério do Esporte está à frente das obras e preparativos para a Copa e
as Olimpíadas e isso envolve a administração de bilhões de reais. O ministro não
pode estar sob suspeição, acusado de montar esquemas de corrupção", afirmou o
líder do PSDB na Câmara, Duarte Nogueira (SP).
Em fevereiro, o PSDB já havia entrado com representação na PGR solicitando
análise sobre convênios do programa. Os tucanos também vão pedir apuração pela
Controladoria Geral da União (CGU) e Polícia Federal.
O líder do DEM, Antonio Carlos Magalhães Neto (BA) também reagiu. "O governo
não deve ser ponte para beneficiar agentes públicos ou partidos. O PC do B, de
acordo com o seu próprio militante, transformou o Ministério do Esporte em um
espaço para arrecadar e fazer caixa dois de campanha. E quem se tornou o grande
operador disso tudo foi o próprio Orlando Silva", afirmou ACM Neto.
O líder do PPS na Câmara e secretário-geral do partido, Rubens Bueno (PR),
informou que o partido formalizará um pedido de investigação na procuradoria na
segunda-feira à tarde. "As revelações são estarrecedoras, o que exige do
Ministério Público rápida e aprofundada investigação de toda essa sujeira, que
cobre de lama o governo Dilma", disse Bueno.
O líder também vai pedir que o ex-ministro do Esporte e governador do
Distrito Federal, Agnelo Queiroz, também citado na reportagem da revista Veja
como um dos beneficiários do suposto esquema de desvio de dinheiro, apresente
explicações.
Um comentário:
Quer maior prova que o ministro como uma bolinha em comissão: veja que ele faz o gesto de aue tem que ser, no mínimo, 20%, o que muitos pensaram ser o "v" de vitória.
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