sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Dilma nomeia advogada de sua campanha para ministra do TSE


Folha


A advogada Luciana Lóssio,36, foi nomeada na terça-feira (11) para o cargo de ministra substituta do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Ela trabalhou na campanha da então candidata à Presidência da República pelo PT, Dilma Rousseff.

Ela ocupa a vaga deixada por Joelson Dias --que foi quem acolheu a maior parte dos direitos de resposta reivindicados por José Serra na disputa de 2010, em particular quando o PT explorou na TV as acusações de caixa-dois que envolviam Paulo Preto.

Além de Luciana Lóssio e Dias, estava na lista enviada à Presidência da República pelo STF o nome de Evandro Pertence. Dias foi nomeado em março de 2009 pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O juiz substituto participa de julgamento quando o titular não pode comparecer. Nas eleições, fica responsável pela análise de representações que tratam de propaganda eleitoral. O TSE é composto por três ministros do STF, dois do STJ e dois indicados da advocacia.

Segundo o TSE, Luciana será a primeira mulher a ocupar uma das vagas destinadas à advocacia. Com experiência na Justiça Eleitoral, ela advogou nas eleições gerais de 2010 para a candidata Dilma.

Luciana Lóssio pode ser competentíssima e digna de todos os louros. Mas a sua nomeação para o TSE é uma vergonha que depõe contra a República. Ainda que venha a ter uma atuação impecável — e espero que sim, para o bem do Brasil —, a mácula na forma como se deu a escolha permanece nas instituições. Dilma Rousseff está perdendo a mão.

3 comentários:

Caçapavense Nato disse...

Simplesmente vergonhoso. Parabéns Clovis por sua dedicação a este país.

rose disse...

Infelizmente isso ainda acontece em nosso país.Pessoas que usam o poder para retribuir favores que não nos dizem respeito.Falta vergonha na cara.Parem o bonde que eu quero descer.

Vespertino Culumbani disse...

Caçapavense isto não é vergonhos, é sim de causar náuseas. E a Dilma, quem diria em dona ? ! prometeu seriedade e virou banalidade.