quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Sem correção da tabela, brasileiro pagaria mais imposto

O governo está tratando a correção da tabela do Imposto de Renda como um favor, moeda de troca, mas não deveria. Se não reajustá-la, o brasileiro vai acabar pagando a conta em forma de imposto maior.

O tributarista Ilan Gorin fez os cálculos. Em janeiro do ao ano passado, o imposto retido na fonte de uma pessoa com dois dependentes que recebia R$ 3 mil era de R$ 74,35, ou seja, 2,5% do salário. Um ano depois, mantendo a tabela congelada e corrigindo seu salário pela inflação (4,5%), o que daria R$ 3.135, teria de pagar R$ 92,37 de imposto. Isso representa 3% do salário. Esses números mostram que esse brasileiro terá de pagar 20% a mais de imposto, se a tabela não for atualizada.

- A tabela do IR tem de ser corrigida todo ano, é mais justo. Tem de andar junto com a inflação. Caso contrário, há aumento indevido da carga tributária para o contribuinte – diz o tributarista, que acha também que a correção não deveria estar atrelada à aprovação do salário mínimo de R$ 545.

Os exemplos não param por aí. Em outra simulação feita por Gorin, um brasileiro que recebia em janeiro do ano passado salário de R$ 5 mil pagava R$ 496 de imposto de renda (10% do salário). Sem a correção da tabela e aumento de salário igual à inflação, essa fatia passa a ser maior em janeiro de 2011: R$ 549,60 (10,5%).

Já o imposto retido na fonte daquele contribuinte que recebia R$ 10 mil no mesmo período do ano passado ficava em R$ 1.870,99 (18,7%) Um ano depois, nessas mesmas condições, passa para R$ 1.986,47 (19% do salário).

- O aumento é maior para quem ganha menos – diz Gorin.

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