O Globo

Os juízes que investigam o envolvimento do primeiro-ministro Silvio Berlusconi com prostitutas menores de idade registraram a presença de 19 brasileiras nas festas organizadas na mansão de Arcore, nos arredores de Milão.
A lista completa não foi divulgada, mas pelo menos três brasileiras tiveram um papel importante no caso que pode levar Berlusconi a um desastre político e judicial.
O primeiro caso investigado pelo tribunal de Milão é o de Iris Berardi, 19 anos, filha de mãe brasileira e pai italiano. Iris sempre teve um papel em primeiro plano no harém de Berlusconi, e pode se transformar num problema sério para o premier, porque magistrados provaram que seu celular esteve ligado na mansão de Arcore quando ela ainda tinha 17 anos.
Se conseguirem provar o fato, ela pode ser o pivô de um novo processo por prostituição de menor.
Iris foi criada em Forlì pela nova mulher de seu pai, fala italiano fluentemente e foi quem ganhou mais presentes do político. A polícia provou que ela recebeu, pelas 31 vezes em que participou de festas em Arcore; na mansão de Porto Rotondo, na Sardenha; e no palácio Grazioli, em Roma - três das muitas residências do primeiro-ministro -, doze pulseiras, dez anéis, sete colares, dois relógios e 40 mil em dinheiro vivo.
Todos os presentes foram anotados cuidadosamente na agenda da brasileira. Alegando que os jornalistas "só escrevem coisas falsas", ela se recusa a dar entrevistas, e seu namorado insinua que talvez, por 2 mil, ela responda a algumas perguntas.
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