terça-feira, 19 de junho de 2012

Defensoria Pública da União restringe atendimento


Agência Brasil


A Defensoria Pública da União em São Paulo passou a restringir no estado, a partir de hoje (18), o atendimento à população. A medida foi adotada em razão da falta de infraestrutura e do pequeno número de servidores e defensores trabalhando em São Paulo.

Nos próximos 45 dias, só serão atendidas demandas urgentes, como casos criminais e de risco de morte, como pedidos de medicamentos e internações.

Na unidade de São Paulo, 58 defensores atendem a 110 pessoas por dia. De acordo com a Associação Nacional dos Defensores Públicos Federais (Anadef), a falta de defensores federais acarreta acúmulo de processos. O cartório da Defensoria Pública Federal em São Paulo já tem 5.404 movimentações na área civil, previdenciária, tributária e criminal. De 15 de fevereiro a 12 de março foram feitos 2.157 atendimentos na área de triagem, com apenas cinco defensores, em jornadas de dez a 12 horas de trabalho.

A associação sugere, ao menos, a contratação, no estado, de 240 defensores para atender minimamente as pessoas que não têm condições de contratar um advogado particular. Todas as demandas judiciais que são de âmbito federal, como as trabalhistas e previdenciárias, só podem ser defendidas por um advogado particular ou pela Defensoria Pública da União, ligada ao Ministério da Justiça.

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