O governo prova cotidianamente: o inferno existe, mas não funciona. Na semana passada, a Câmara aprovou proposta que eleva os gastos em educação de 5,1% para 10% do PIB. Uma meta a ser atinginda no prazo de dez anos.
Nesta terça (10), o ministro Aloizio Mercadante declarou no Senado que, para ser levado a sério, o projeto precisa iluminar a fonte. “Qual é a discussão verdadeira? É de onde virão os recursos”, disse.
Mercadante perguntou: “ Por que não se estabelece vinculação dos royalties de petróleo com a educação em todos os níveis? Se houver uma fonte de financiamento, então é para valer.”
Ao citar os royalties, o ministro refere-se aos dividendos de um óleo que se encontra nas profundezas da camada do pré-sal. Nas previsões mais ortimistas, essa mercadoria só virá à superfície em escala comercial lá para 2020. Ou seja: Mercadante discorre sobre o nada.
Na semana passada, o companheiro Guido Mantega (Fazenda) já havia declarado: implementando-se a meta dos 10%, o Tesouro vai à breca. No linguajar do meio-fio: esqueça!
Enquanto isso, a plateia pergunta aos seus botões, que não respondem porque não conversam com qualquer um: é maior o volume de dinheiro público que sai pelo ladrão ou a quantidade de ladrões que entram no Orçamento da União?
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